<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710</id><updated>2012-01-09T11:49:45.342-08:00</updated><title type='text'>O Grande Edgar</title><subtitle type='html'>É o blog de um cara que nao se chama Edgar. Muito pelo contrário, se chama Filippe. Se é que existe contrario de nome.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>171</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-9204280773234855552</id><published>2012-01-09T11:48:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T11:49:45.350-08:00</updated><title type='text'>Descalços</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente chegamos ao nosso destino. Sem bater à porta entramos, de pés descalços. Era como uma regra por lá, os pés descalços, entre tantas outras regras. O senhorzinho de cabeça branca do outro lado provavelmente percebeu a briga que tivemos em frente à casa, antes de decidirmos por atravessar o jardim e resolver o que devia ser resolvido. Não havia jeito de ele não ter percebido já que quando eu percebi a presença dele ele já me encarava com um ar de desgosto, com a cara mais enrugada do que o normal, que eu provavelmente não vou esquecer tão facilmente. Provavelmente por causa dos palavrões, mas ele não se preocuparia com isso se soubesse de fato como nos tratávamos em casa. Palavrões eram comuns em nossas casas desde a nossa infância. Cada um na sua, apesar de já nos conhecermos naquela época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entramos na casa. Cumprimentamos os que já estavam por lá e evidentemente nos arrependemos de ter entrado. Deviamos ter terminado de discutir na rua, mandado o velho à merda e ido pra casa. Nossa casa. É engraçado que pensei nisso enquanto atravessava o jardim, mas achei melhor não falar nada. Talvez ela estivesse mais confortável com a situação do que eu. Não estava e isso ficou claro em seu rosto e corpo logo que alcançamos a sala de estar. Os passos arrastados e os dedos apertados, esmagando as palmas das mãos revelaram a vontade de ir embora. Nos deixamos adentrar à sala sem disfarçar a vontade de estar em outro lugar. Onde estariam os outros? Até pensei em perguntar, mas desanimado demais desisti e me deixei amolecer no sofá. Ela caminhou até a poltrona mais próxima e se sentou, aprumou o corpo com o pouco de energia que lhe restava e soltou o ar que comprimia no peito, depois de ser notada e esquecida por todos que estavam presentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria aquilo então. Já estávamos lá dentro e não dava pra sair sem ser questionado antes que tudo começasse. Os cumprimentos, a música, a comilança, os pés sujos o suficiente pra dar nojo de colocar as meias novamente. Alguns presentes dos mais esforçados e uns abraços desajeitados dos menos íntimos. Havíamos combinado, então teríamos que ficar por ali. Só não estava no clima, mas eu poderia ter feito melhor do que fiz, isso é certo. No entanto, preferi ficar ali, no sofá, sem sujar muito os pés até dar a hora de ir embora. Só me levantei pra pegar um copo de uísque, em algum momento propício que não me lembro qual. Provavalmente alguém começou a falar sobre novela ou big brother brasil e eu aproveitei a deixa. Me servi, na cozinha, sozinho, de uma bela dose que tomei de um gole só, derramando algumas lágrimas. Foi neste momento que ela entrou, pela outra porta, de frente pra mim e me viu com os olhos vermelhos. Sem dizer nada ela se aproximou, me tocou o rosto, coçando a minha barba com a ponta dos dedos e depois me abraçou apertado. Se afastou novamente e disse "eu te amo", me olhando nos olhos ainda molhados pela dose de uísque. Sorriu, como não sorria ha tempos e saiu, pela porta que eu entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Servi-me de outra dose de uísque, com gelo pra quebrar o gosto horrível que tinha. Atravessei a cozinha e saí, pela porta que ela entrou. Atravessei o outro ambiente que não me lembro o que era, depois mais um, até sair pela porta dos fundos da casa. Pisei a grama descalço, sentindo o frio do solo me subir pela espinha. Sentei no primeiro apoio que encontre e encostei o copo na boca, ameaçando beber mais um gole, mas fui impedido. Impedido por meu próprio choro que explodiu de dentro de mim. Um choro contido, inesperado e explodido... "Eu também te amo!", pensei. E chorei o quanto pude. Bebi e chorei, até dar a hora de ir embora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-9204280773234855552?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/9204280773234855552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2012/01/descalcos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9204280773234855552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9204280773234855552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2012/01/descalcos.html' title='Descalços'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3823842779487304954</id><published>2011-10-16T13:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T13:52:49.739-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mundo anda ocupado demais para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3823842779487304954?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3823842779487304954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/10/o-mundo-anda-ocupado-demais-para-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3823842779487304954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3823842779487304954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/10/o-mundo-anda-ocupado-demais-para-mim.html' title=''/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5649119469755069757</id><published>2011-10-10T15:54:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T15:57:41.387-07:00</updated><title type='text'>Ainda Sentados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pensamento permanece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo precisa de mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós precisamos mudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse movimento, do dia 15 de outubro, alguém sabe aonde vai ser, aqui em São Carlos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quero participar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem cabeça pra escrever algo diferente. Prefiro, hoje, bater nessa tecla da revolução, como bati forte nesse texto aqui em baixo. "Sentados", foi um desabafo que ainda não acabou. Ainda estou entalado com muitas coisas que vejo por ai. Tantas pessoas próximas sofrendo amargamente enquanto outros esbanjam saúde e indiferença. Eu não sou indiferente. Tenho saúde, quero ajudar e estou procurando por onde começar. Estou revendo minhas crenças e meus conflitos, preciso me resolver. Você não? Hoje li um texto sobre os Astecas e toda a revolução. Túpac Amaru, que inspiração. E o mundo está encardido, eu percebo. Não pra menos, dentro da universidade (a melhor da&amp;nbsp;América&amp;nbsp;Latina), hoje, tinha um ponto de coleta de brinquedos e outros 5 de festas. Advinha aonde foi todo mundo? Se pensou "doar brinquedos, claro", errou de longe. Eu mesmo não doei, mas não por falta de consideração ou por não me importar. Não tenho brinquedos aqui, mas pretendo arrumar alguns em breve, para colaborar com o movimento. O dinheiro que eu ia gastar na festa que estava vendendo ao lado, vai ser mais bem gasto com um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;humilde brinquedo que pode significar mais do que se imagina. Talvez não pra quem tenha tido tantos, mas sim para quem nunca&lt;/span&gt; os teve. Aliás, eu não gastaria o meu dinheiro com aquelas festas, sendo vendidas pelo simbolo decadente do "macho alfa" desmiolado. Aplausos pra ele que passou na melhor faculdade da&amp;nbsp;America&amp;nbsp;Latina (de novo essa história), ou uma vaia para o processo de vestibular, vai saber. Desculpem se estou generalizando, mas dos poucos que eu tive o desprazer de conhecer, posso afirmar que se enquadram nessa minha &lt;strike&gt;humilde&lt;/strike&gt; opinião. Sobre os outros, não comento. Deixo que eles se decidam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atenção! Nada contra a diversão e as festas, mas poxa! um pouquinho de consciência também não mata e alimenta a alma, o corpo, a mente. Por que as pessoas não dão uma pausa nesse carnaval todo que virou o centro acadêmico dessa universidade e ajudam no movimento? De onde veio tanta apatia? De onde veio tanta indiferença? Porra! Eu realmente estou surtando nisso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra quem não ia falar nada acabei me empolgando e desabafando de novo, não é mesmo? De qualquer forma, aqui vai um trecho do texto que li, pra dar uma ideia do quão revoltante certas coisas podem ser:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;"Em 1802 outro cacique descendente dos incas, Astorpilco, recebeu a visita de Humboldt. Foi em Cajamarca, no local exato onde seu antepassado, Atahualpa, tinha visto pela primeira vez o conquistador Pizarro. O filho do cacique acompanhou o sábio alemão no passeio às ruínas do povoado e aos escombros do antigo palácio incaico, e enquanto caminhavam falava-lhe dos fabulosos tesouros escondidos sob o pó e as cinzas. "Não sentis às vezes o desejo de cavar em busca dos tesouros para satisfazer vossas necessidades?", perguntou-lhe Humboldt. E o jovem respondeu: "Tal desejo não acontece comigo. Meu pai diz que seria pecaminoso. Se tivéssemos os ramos dourados com todos os frutos de ouro, os vizinhos brancos nos odiariam e nos fariam mal"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Dói em vocês também, esta última parte? Não sei, em mim dói bastante. Dói porque é verdade, porque vemos isso acontecer todos os dias e não levantamos bandeiras contra isso. Se não é conosco está tudo bem, e se é, reclamamos no serviço de atendimento ao cliente e esperamos resposta em dez dias, quando problemas maiores já terão nos atingido e aquilo já não importa mais. Sim, fico emputecido. Sim, fico agitado. E sim, também não faço nada. Venho aqui e desabafo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Enfim, vou ler um livro, ver se encontro meios por onde começar a mudança. Vou me informar, vou me esforçar e vou mudar de fato. Espero que eu mude. Espero que vocês mudem também. Espero que eu deixe de esperar e comece a agir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fica o trecho, do mesmo texto:&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;"Camponês! O patrão já não comerá mais da tua pobreza!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma bela frase! &amp;nbsp;Pode ser por onde começar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Fonte dos textos:&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;i&gt;As Veias Abertas da América Latina&lt;/i&gt;", Eduardo Galeano, 1870.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: inherit;"&gt;Obs.: agradeço ao Marcelo Júnior por ter me enviado o texto de referência acima. Grande amigo, grande pensador!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5649119469755069757?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5649119469755069757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/10/ainda-sentados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5649119469755069757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5649119469755069757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/10/ainda-sentados.html' title='Ainda Sentados'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7883835190926181771</id><published>2011-09-28T15:36:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T15:36:35.452-07:00</updated><title type='text'>Sentados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hei! Você ai sentado nessa cadeira, quantas vezes eu já falei? Levanta daí e vai fazer alguma coisa da sua vida. É fácil ficar sentado vendo a vida passar diante de você. Uma vida que não é sua, uma vida vazia... Vamos, levante-se! Eu só posso te dizer uma coisa meu amigo, por aqui, como sempre, tudo anda uma bela bosta. As pessoas caminham pelas ruas indiferentes a tudo. Andam como se suas vidas fossem o centro da terra e já são incapazes de ver qualquer coisa que se passe ao redor. Pra elas está tudo bem... Seus olhos já não vêem mais os famintos que passam por elas, não vêem a realidade e muitas vezes não vêem a si mesmos nem quando estão na pior das situações. Continuam balançando suas cabeças em show de rock pra esquecer o que já não se lembram faz tempo, não se lembram ao menos do que é musica boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a vida vai seguindo. Vem o amor, vem o fogo, vem a dor, só não vem a consciência de que o mundo está um caos sem fim, sem previsão de melhorar. Mas as empresas continuam cada dia mais verdes e os bosques cada dia mais escuros! Escuros como os olhos dos indiferentes. Branco mesmo é o olho do cego de verdade, que não enxerga porque não pode, porque nasceu assim e não porque aprendeu a ver somente o que quer e a escolher com quem se importar. E daí? No final das contas o mundo também não se importa com você nem nunca irá se importar... E você se forma no colegial, se forma engenheiro, se forma doutor e se deforma como pessoa. De que adianta? Tantas medalhas e nenhuma honra? Quantos homens você matou nessa guerra? Na sua guerra pessoal? Quanto sangue em suas mãos que você recusa assumir? Cadê o mérito de você estar aqui, um lugar que tanto se bate no peito pra dizer "eu consegui", mas a custo do que? Anos de dinheiro gasto tentando te fazer aprender alguma coisa e o que você aprendeu foi apenas a ignorar com tanta linha, tanto garbo, tudo o que não te interessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha fome te interessa? A minha opção sexual te interessa? A cor dos meus olhos ou da minha pele te interessa? Interessa, é claro! Pra saber a qual distancia você deve se manter de mim. E agora você balança a cabeça dizendo que não, "que absurdo, eu não sou assim, eu odeio gente assim", mas eu sinto muito meu caro... você é assim... você, você e você... em seguida, o que vem na sua cabeça? Depois de todo esse discurso eu falo "você, você e você" e vem o pensamento inútil na sua cabeça daquela música que fala a mesma coisa... você, você e você.... vocês não prestam. Você esperam diversão gratuita e pagam pra ver miséria. Será que vai ter ator da globo? Não! Não tem ator da globo.... aqui só tem verdades, por mais que seja tudo de mentira...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um belo show, no entanto. Eu mesmo sou incapaz de acreditar em tudo o que falei. Sou incapaz de bater no peito e dizer que sou diferente disso tudo. Eu sou apenas mais um, mais um na grande multidão de inconformados que não fazem nada. Escrevo um pequeno texto pra dizer o quanto isso me incomoda e depois jogo no lixo com medo de ter ficado ruim, de ser reprimido, de ser demitido. Preciso escolher minhas palavras e limpar o cu com papel neve, como manda o figurino. São tantas as coisas entaladas nessa garganta rouca que já nem se pode dizer se a rouquidão é minha ou é da doença que se acumula em minhas vísceras. A doença da culpa! Mas culpa é de quem afinal? Minha que não quero falar ou daqueles que não querem ouvir? A culpa é de quem, vamos!?!? Me fale!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois de tudo isso... você continua sentado. Continua pensando que entendeu tudo... que é tudo metalinguístico e que não vai chegar a lugar nenhum. É só mais uma encenação barata de um sentimento qualquer. Pois saiba.. aliás, saibam TODOS VOCÊS, que o sentimento é tão real quanto pode ser. Escrito sim verdadeiramente. Publicado em pequenos meios, onde se acredita que possa fazer a diferença. Este sentimento é real. O problema é real. Irreal... é vocês continuarem sentados sem fazer nada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7883835190926181771?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7883835190926181771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/09/sentados.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7883835190926181771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7883835190926181771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/09/sentados.html' title='Sentados'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3787499460420959898</id><published>2011-09-26T22:39:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T22:42:33.817-07:00</updated><title type='text'>Faz diferente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-E então, vamos fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ai, mas assim? Desse jeito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah mas eu não sou assim, faz diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Diferente como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Olha, faz ela legal, com um belo sorriso, meio maluca, mas sempre sóbria, sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah não, aí eu que não concordo. Com todas as suas maluquices, eu só poder usar meia é muita sacanagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Por favor!! Tá, então assim, eu topo fazer esse, mas você tem que fazer do outro jeito também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não sei não ein... você não merece e sabe disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah que absurdo, como eu não mereço?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não merece! Você sabe que eu sou curioso e fica ai brincando com isso, me falando meias palavras, todas essas entrelinha. Eu te odeio pro isso, sabia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você não me odeia. E tá.. é legal brincar com a sua curiosidade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não, não é legal! Mas tudo bem, estou aprendendo a não ser curioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Então se eu disser agora que tenho algo pra te falar, você não gostaria de saber?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É serio, eu tenho algo pra te falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É serio mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Então fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tá ok, não estou curioso porque sei que é mentira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Então ta bom, não falo nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Tá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela vai dormir tranquila. Ele não dorme, curioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3787499460420959898?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3787499460420959898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/09/e-entao-vamos-fazer-ai-mas-assim-desse.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3787499460420959898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3787499460420959898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/09/e-entao-vamos-fazer-ai-mas-assim-desse.html' title='Faz diferente'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3676634804272725055</id><published>2011-08-28T18:58:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T19:22:18.367-07:00</updated><title type='text'>Nos olhos delas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava ali, mas não estava. Concentrada em me concentrar em algo que ainda não sei bem o que. Caçava com os olhos os pés dos outros tentando decifrar aquele código, aquela coisa louca que acontecia entre eles e não acontecia comigo. Eu ficava aprendendo os movimentos, mas não conseguia fazê-los. Eu era a própria bailarina gorda. E de repente eu entendia, até que de repente eu esquecia e ficava só observando de novo. Alguns me olhavam fixamente fingindo que eram outros e eu mesma encarava alguns deles fingindo também estar brincando. Na verdade, não tinha entendido nada. Na verdade eu não era ninguém enquanto todos eram si mesmos e mais um outro alguém. Eu não era nem mãe, nem filha, nem a Joana em desabafo, eu era somente olhos e dúvidas. Olhos e dúvidas. Duvidava até mesmo do que os outros estavam tentando me convencer. Duvido ainda que eles existam. Deve ser tudo um produto dessa minha cabeça desorganizada. É coisa demais, é o nome das bactérias, as malditas doenças do coração, o nome dos ossos e das atmosferas onde os ossos ficam doentes do coração por conta das bactérias. É o problema da molécula, é a falta de consciência ambiental, é o código florestal e é tudo o mais. É coisa demais, você me entende? E além de tudo eles querem que eu seja outra, assim, do nada! Isso é um grande absurdo e de hoje em diante não serei mais ninguém. Nem inteira, nem metade, nem chegada, nem saudade, nem loira, nem morena, nem ruiva, nem serena, nem mesmo mulher. Serei apenas os olhos que observam. Serei simplesmente como aquele boneco que fica no canto do salão, cuidando de todos nós e vivendo ele a neutralidade que todos gostariamos de viver. Afinal, se queremos ser tantos é porque no fim, não gostamos de ser ninguém!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3676634804272725055?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3676634804272725055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/nos-olhos-delas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3676634804272725055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3676634804272725055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/nos-olhos-delas.html' title='Nos olhos delas'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1209930025163045098</id><published>2011-08-22T07:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T08:05:10.908-07:00</updated><title type='text'>Literatura Quântica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele parece são. Escreve na máquina de escrever enquanto fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As primeiras palavras de um homem são um universo de possibilidades. Dali podem surgir outras e outras que formarão frases e parágrafos que por sua vez formarão um texto. Um belo texto. Um texto de merda. Uma história qualquer. Cada palavra falada pode direcionar uma ação pra outro lugar e a vida toda tomar um rumo diferente por isso. Pode-se criar mais do que uma simples história com poucas palavras. Pode-se criar vidas, pessoas, personagens de um mundo imaginário com profundidade psicologica muito mais interessante do que a de seu próprio criador. Das entranhas insanas de um homem aparentemente comum pode existir um infinito de gente louca. Um e tantos. Quem foi que disse que dois corpos nunca ocupam um mesmo lugar no espaço. Os grandes escritores são prova viva de que isso é uma grande mentira! Um e tantos, no mesmo corpo, ocupando o mesmo espaço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta com os dedos. Parece ver uma grande idéia em sua frente. O olhar é esperançoso. Volta a escrever na máquina, com vigor, e continua falando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se cada pessoa no mundo criasse um único personagens, teriamos para um mundo tão pequeno o dobro de pessoas que temos hoje. Se subtrairmos as pessoas que não criam nada, ou se criam não demonstram por qualquer motivo, e considerarmos no entanto que existem pessoas que criam mais de um, teremos uma boa quantidade, em média, no final, de pessoas extremamente interessantes que sequer existem! E o pior, você leva o maior papo com eles na sua cama, sozinho a noite. Muitas vezes eles são a sua única e indispensável companhia. Seu único amigo, seu único amor! Você se sente ridículo por isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se lembra de alguma coisa, faz as contas. Escrevendo acelerado ele pondera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom, toda essa conta pode variar um pouco se considerarmos que existem personagens baseados em alguma pessoa que é real. Ora, mas ele não deixa de ser um personagem também, com projeção na vida real. Ou seria a pessoa real, com projeção no imaginário? Talvez não importe. É como a dualidade partícula - onda de um elétron. É particula ou é onda? Na verdade ele é os dois, é um ser real inserido em outra realidade! Confuso? Não mais do que a mecânica quântica do maldito elétron! Deixe que seja os dois. É homem real em mundo imaginário e é criatura imaginária em mundo real. Começa aqui a teoria da dualidade homem - criatura, ou pessoa - personagem ou... foda-se o nome! Nomes são apenas formalidades. Afinal, definir é limitar, não é mesmo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dúvida. continua pensando. Está delirando em pensamentos. Escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso me faz pensar: e se houver ainda um terceiro estado do homem - criatura - pessoa - personagem? Qual seria? Talvez seja mais simples do que parece. Se existe a criação, inspirada em uma criatura, não nos esqueçamos então do criador. Esse, o terceiro estado do homem, ilimitado e munido de suas palavras, capaz de inventar e reinventar, apagar e refazer, criar e destruir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está louco. Tem as mãos úmidas de suor enquanto bate forte na máquina de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem nascido criador não pode dispensar seus dons, não pode abandonar tantas criaturas que ele pode construir. Seria um absurdo, uma falta de compromisso. Mas como? Como? Como criar o tempo todo? É dificil, falta inspiração. É mais do que se pode suportar, é redenção, é não reconhecer a própria vida, é doar-se, é sangrar, é morrer para que o outro possa viver por 590 páginas de uma história que não é a sua. É desesperador. Causa inveja, causa raiva. Por que esta merda de vida que eu escrevo não é a minha? Como eu sou capaz de escrever tantas coisas boas e belas e isso não existir no mundo real. eu quero desistir, quero parar, quero parar de escrever."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está nervoso e louco. Quase desesperado. Ele bebe, ele fuma, ele escreve, ele fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso. Não devo. Não, não. As pessoas dependem de mim. E a leitura no quarto sozinho? E os amigos e amantes dos pobres coitados? Eles dependem de mim, aliás deles. Da criação, não mais do criador. Da criação. Foda-se o criador. É o fardo. É... este é o maldito fardo, a maldita cruz: não viver, aliás, viver para escrever!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina bate o final da página. O som o acorda da insanidade. Ele para. Ele observa ao redor. Olha pra folha assustado. Arranca-a da máquina e a coloca contra a luz. A folha está em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tanto foi falado e há tanto pra se dizer. Foda é escrever com palavras tão limitadas um pensamento tão complexo e lindo. Quero uma cerveja, um cigarro, um amor na vida. Quero... quero que se foda!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continua olhando pra folha. Ele quer que o mundo se foda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1209930025163045098?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1209930025163045098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/literatura-quantica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1209930025163045098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1209930025163045098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/literatura-quantica.html' title='Literatura Quântica'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8456167576535589957</id><published>2011-08-07T18:31:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T18:57:43.244-07:00</updated><title type='text'>O melhor de Bob Dylan</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela vai à vitrola dele e fuça o que tem la dentro. Levanta o disco à favor da luz. Absorvendo os raios fotóticos amarelados de lâmpada em final de vida, o nome Bob Dylan. Algum "Best off..." ou coisa assim, de quem conhece pouco o artista e confia na opinião dos outros sobre o que deve ou não ser ouvido sobre aquele tal. Poe pra tocar, baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele oferece: - uma dança, minha cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Minha cara? Que careta. Quem dança Bob Dylan?&lt;br /&gt;-No meio de todas essas loucuras, o que você não dançaria? Neste momento, não recusaria nem uma valsa de debutante.&lt;br /&gt;-Eu já debutei há tempos meu "caro", hoje eu labuto pra não dançar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estende a mão e insiste: - uma dança Bob Dyliânica com o caro aqui. Depois disso, curtimos o mundo lá fora, se ele não curtir a gente antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depende. Tem mais? - oferece a mão a ele.&lt;br /&gt;-Tem, mas pra depois. - puxando -a para si. Agora aproveita o que ja está na sua cabeça... ou vai estar em qualquer minuto.&lt;br /&gt;-Até agora, não senti nada - e explode numa risada insanamente apaixonante.&lt;br /&gt;-Exatamente agora, nessa tua risada, eu senti tudo.&lt;br /&gt;-Então você ja está doidão? Eu devo ser forte pra essas coisas...&lt;br /&gt;-Deve ser.. a certas drogas eu caio de joelhos na primeira risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos esquecer o mundo. - ela sugere.&lt;br /&gt;-Que mundo? O nosso ou o deles?&lt;br /&gt;-Os dois, criemos um terceiro. Um mundo igualitário, ditatorial, onde todo mundo é obrigado a dançar ao som de Bob Dylan.&lt;br /&gt;-Pensei que você achasse isso loucura.&lt;br /&gt;-Eu acho, mas aqui na loucura, não existe nada mais normal. Um viva a Bob Dylan e a todos que dançam por ele.&lt;br /&gt;-Um brinde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brindam copos imaginarios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continua: - escuta... eu tenho que te falar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É mesmo necessário?&lt;br /&gt;-Talvez... talvez não.&lt;br /&gt;-Sabe, as vezes as coisas faladas assim, aqui no nosso terceiro mundo - ela ri do próprio trocadilho - podem não ser reais nos outros mundos. No deles, ou no nosso.&lt;br /&gt;-É.. talvez não seja assim tão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela afasta o rosto do peito dele e o encara nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou curiosa o suficiente pra perguntar uma vez. O que é?&lt;br /&gt;-Deixa, quem sabe outra hora o escritor que nos imagina e fala por nossas bocas crie coragem e escreva em mim o que eu quero lhe dizer.&lt;br /&gt;-É... talvez ele escreva direto em mim mais pra frente nessa nossa história.&lt;br /&gt;-Como assim?&lt;br /&gt;-Certas coisas não precisam ser ditas. Cedo ou tarde ele vai me fazer perceber sóbria algo que eu só percebo assim, inibriada, totalmente aberta aos meus sentimentos.&lt;br /&gt;-Seria mais fácil assim, senhor escritor! - ele fala olhando pra cima.&lt;br /&gt;-Seria mais fácil! - ela grita olhando pra cima também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos aos céus se abaixam lentamente e se encaram, observando os céus e viagens astrais um dentro do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tão mais fácil... - fala um dos dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8456167576535589957?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8456167576535589957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/o-melhor-de-bob-dylan.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8456167576535589957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8456167576535589957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/08/o-melhor-de-bob-dylan.html' title='O melhor de Bob Dylan'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1803614584902684761</id><published>2011-06-29T17:54:00.001-07:00</published><updated>2011-06-29T17:54:22.348-07:00</updated><title type='text'>Do celular</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p&gt;Cara que incr&amp;#237;vel isso. Postar do celular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;T&amp;#227;o incr&amp;#237;vel quanto in&amp;#250;til. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensa escrever um texto inteiro, decente, supondo que escrevo textos decentes, no mini teclado de um celular?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E de fato &amp;#233; bem dif&amp;#237;cil. Me esforcei um pouco a mais aqui s&amp;#243; pra confirmar isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Adeus. To voltando pras minhas teclas de verdade...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1803614584902684761?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1803614584902684761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/06/do-celular.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1803614584902684761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1803614584902684761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/06/do-celular.html' title='Do celular'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2306355773025288280</id><published>2011-05-27T18:02:00.001-07:00</published><updated>2011-05-27T18:48:15.202-07:00</updated><title type='text'>Eu te amo Che Guevara</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho um cachorro que é um grande filho da puta. Se chama Che Guevara. Sim, eu amo aquela coisa pequena e burra que ele é. É de fato um revolucionário. Jogo a bolinha, ele pega, mas se recusa a trazer de volta. É filhote. Mija pela casa inteira e me olha com cara de sonso. Às vezes acho que ele me ama também. Eu brigo e brigo, mas ele sempre volta. Ele é um grande filho da puta porque sabe que eu o adoro e sabe que me dói o coração brigar com ele. Então ele continua mijando e cagando pela casa, roubando comidas do armário debaixo da pia, comendo a ponta dos meus sapatos e roendo a antena da TV. O veterinário ensinou a não bater. O melhor é borrifar água na cara do cachorro quando ele fizer arte. Já se foi o tempo de dar uns tapas, no cachorro e nos filhos. Daqui a pouco tem lei proibindo ensinar cachorro com borrifada também. A sociedade protetora dos animais vai entrar com ação: "Coitado do bixinho" - eles vão dizer. "Do meu filho cuido eu, seus bezerros filhos de vaca gorda. Vão se chupar por ai ou comer um suculento pé de alface!" - eu provavelmente vou responder. Tenho a certeza de que meu filho vai concordar comigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes chego em casa puto da vida com qualquer coisa. Faculdade, família, a vida, o que seja. Abro a porta e o cachorro está la, a abanar o rabo e me olhar ansioso, saudoso. Eu entro. Ele pula. Passo pela sala. Ele pula. Entro no quarto. Ele continua pulando. Olho pra ele. Ele para, se abaixa e prepara o bote. Salto pra cima dele. Ele pula pra trás e revida. Vira uma guerra. Dentes pra lá, mãos pra cá. Lambidas na cara, risos, gritos. A mãe dele, minha mulher, só observa provavelmente sem entender essa rivalidade entre machos de espécies diferentes. Enfim, os dois cansados bebem água. Dou a ele água da minha garrafa. No pote dele, claro. Sento feliz no sofá e assisto qualquer bobeira na TV enquanto ele dorme com a cabeça em cima do meu pé. É o único jeito que ele dorme, com a cabeça em cima do meu pé. Vai entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje cheguei em casa tranquilo. Fiz todo o percurso. Ele sempre pulando. Abri a janela do quarto. Bateu uma brisa e me inundou a cara com cheiro de mijo. Olhei pra cama. Filho da puta, mijou na minha cama! Fiquei puto da vida. Lasquei-lhe água na cara. Pareceu que o cachorro voltou de um passeio em algum parque aquático. Che Guevara Wet' n Wild, molhado e revolucionário. O nome realmente cai bem. Ele fugiu pra algum canto da casa, atrás do pé da mãe que morria de dó. Buscou refúgio, fugiu dessa guerra porque sabia que estava errado. Sabia também que dali alguns minutos estaria lá de novo, guerreando em paz, sem água. Dentes, mãos, lambidas na cara, e o ciclo se repetindo. Como realmente aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes me pego pensando: esse cachorro me tem nas mãos (ou nas patas). O dia que eu chegar em casa, depois de uma rotina do cão, e ele não estiver lá, me esperando com o rabo abanando, não vou saber o que fazer. Vou correr pra trás dos pés da minha mulher e esperar que ninguém me jogue água na cara por todas as cagadas que dei na sala dos outros o dia inteiro. Esperando alguém me passar a mão na cabeça, me alimentar e ter como unica preocupação correr atrás de uma bolinha mastigável. Pois é, nos meus dias de cão o que eu mais quero é, de fato, ser um cachorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu querido cão fedorento, eu te invejo mais do que você pode imaginar. Me sinto pouco pra cuidar de você, incapaz até. Eu, o cagalhão do mundo, cuidado de você, um mijão revolucionário. Deus nos ajude, porque Che Guevara, eu te amo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2306355773025288280?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2306355773025288280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/eu-te-amo-che-guevara.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2306355773025288280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2306355773025288280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/eu-te-amo-che-guevara.html' title='Eu te amo Che Guevara'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3882617399057987044</id><published>2011-05-23T18:21:00.001-07:00</published><updated>2011-05-23T19:19:25.402-07:00</updated><title type='text'>A maldição do dia de cão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se foram muitos meses desde o começo do ano. Já passou meu aniversário, ja paguei IPVA e seguro do carro e ja mudei de vida algumas vezes de lá pra ca, mas sempre acabo na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos naquela lanchonete a mais ou menos um mês. Estávamos suados e fedidos e enfrentamos o olhar de muita gente desocupada. Bando de filhos da puta sem educação. Eles provavelmente pensavam isso de nós também. Eu vestia pouca roupa, o clima ainda estava quente nesta maldita cidade. Aqui, se enfrenta as quatro estações em um único dia. Provavelmente naquele mesmo dia, ao cair da tarde, passamos frio com o vento cortante das ruas mortas deste lugar. Enfim, ela vestia menos roupas do que eu, o que provavelmente foi o maior motivo de tanta gente nos olhando. Sim, ela era incrivelmente gostosa. Eu, como sempre, feio de dar inveja ao diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garçonete rechonchuda veio nos atender. Nos mostrou algumas mesas para quatro pessoas. "Estamos sempre vazios, podem se sentar em qualquer uma dessas e ficar a vontade. A comida não é boa, sugiro o café e o pão francês com manteiga" - aproximou o rosto da gente e continuou: "o resto é um grande caminhão de bosta. Está tudo estragado pelo calor!". Esperou a nossa troca de olhares. Pão com manteiga e café, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que ela deixou a nossa mesa um senhor com cara de louco se aproximou. "Posso me sentar com vocês?" - perguntou o velhote encarando os peitos dela. "É claro que não seu velho tarado. Cai fora daqui agora! Leva essa baba toda e esse teu bafo pra outro lugar!" - respondi. Ele me olhou de cima baixo, praguejou qualquer coisa que parecia uma oração indígena ou o diabo a quatro e foi embora. Ela me olhou com indiferença, provavelmente ainda estava com raiva de mim. Não pra menos, eu havia oferecido ela no jogo um dia antes e por pouco não perdi. Tive que começar uma confusão naquele bar imundo pra sair de lá com ela e uns trocados roubados dentro do bolso. Tentei convencê-la de que não entregaria ela de jeito nenhum mas ela não acreditou. Me bateu na cara e prometeu que aquele era a ultima vez que encostava em mim pela próxima semana ou mês. Nada de sexo, nem beijinhos. Só era permitido conversar. Que grande merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o café e o pão com manteiga mais preto que ja vi na vida. "Obrigado". "Denada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei um gole no café. Sem açúcar. Coloquei açúcar. Que droga de café horrível. A lanchonete era mesmo uma espelunca desprezível. Comecei a pensar que a praga do velho ja estava funcionando. Aliás, já estava funcionando antes mesmo de nos encontrarmos aquela manhã. Ficar ao lado daquela mulher com cara de cu a manhã inteira, depois ser obrigado a tomar aquela porcaria de café e sem condição alguma de comer aquele carvão que chamavam de pão na chapa. Ja estava puto, com a raiva escorrendo pelas orelhas. Precisava aliviar as tensões e com certeza não seria com a mulher que me acompanhava. Olhei ao redor. Reparei que a garçonete ostentava um bigode viril que não tinha notado antes. Impossível sentir desejo com aquilo. Juro que não sei como não notei antes, era de dar náuseas. Continuei procurando. Vi algumas famílias unidas e infelizes. Desisti de me aliviar daquele jeito. Olhei pra ela, na minha frente. "Vou mijar!" e fui ao banheiro sem esperar qualquer resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porta vai-e-vem. Odeio essa merda. Odeio esse lugar. "Odeio você" - falei olhando pro espelho. Me abaixei pra lavar o rosto e ouvi ao fundo uma risada, depois uma tosse de um pulmão canceroso. Virei assustado e dei de cara com o velho da mesa. "Filho da puta." - falei pra dentro. "Que figura desprezível você é!" - ele começou. "Sentindo pena de si mesmo... eu, velho que sou, nunca tive dó de mim! Nunca duvidei do homem que sou...". O primeiro soco pegou no nariz do velho. "Ai ai ai" - ele gritava. Dei outro e mais outro. Ele caiu no chão. Chutei a cabeça e a barriga sem nenhuma dó, afinal, só sentia dó de mim mesmo. "Sente piedade de si mesmo agora, seu velho maldito!". Dei um último chute que acertou o velho nas bolas. Acho que ouvi um gemido. Parei pra olhar a situação, ofegante. Havia muito sangue. Ele não gemia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra frente do espelho. "Odeio você" - retomei o raciocínio respirando fundo. "Andando de um bar pro outro, de uma lanchonete pra outra e é sempre a mesma coisa!". Comecei a lavar as mãos com fúria, o sangue escorria pelo ralo da pia. "De um bar pro outro... De uma lanchonete pra outra". Lavei o rosto. Me olhei de novo. "EU TE ODEIO SEU FILHO DA PUTA SEM COSTUME!". Saí do banheiro apressado. Cheguei ao lado da mesa. "Vamos embora!". Ela me olhou com desdém. "AGORA!". Se levantou, passou esbarrando em mim e atravessou a porta em direção a rua. Fui atrás, depressa. "A conta" - gritou a garçonete. "Não vou pagar por esse lixo que vocês chamam de comida". Ouvi aplausos de uma das famílias antes de ganhar a rua. Entrei no carro, ela ja estava me esperando. Pisei no acelerador e dirigi por alguns quilômetros até estar longe daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida voltou a seguir seu rumo. "Vou parar no posto" - falei. "O tanque está cheio" - ela retrucou. "Eu vou mijar, não posso?". "Você acabou de mijar na porra da lanchonete e ja vai mijar de novo? Tá gravido seu...". "Voce não da conta de me esvaziar o saco então eu tenho que fazer isso por ai, sozinho! E gostosa desse jeito só me da mais vontade.". Ela escondeu um sorriso. Parei o carro. Desci. Entrei no banheiro e dessa vez mijei. Quando voltei nem ela nem o carro estavam mais lá. "Eu sou um imbecil!" - murmurei. Não devia ter pago a porcaria do IPVA. Caía a tarde. Fez frio naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3882617399057987044?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3882617399057987044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/maldicao-do-dia-de-cao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3882617399057987044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3882617399057987044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/maldicao-do-dia-de-cao.html' title='A maldição do dia de cão'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5602260894480224910</id><published>2011-05-20T14:55:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T15:54:29.841-07:00</updated><title type='text'>Em branco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo encarar uma folha em branco. Ela me olha com ar inquisitivo. "E ai? Vai botar a criatividade pra fora ou vai ficar nessa escuridão descriativa?". Sim, a folha em branco inventa palavras pra me provocar. Talvez ela esteja possuida pelo espírito de Guimarães Rosa com seus neologismos que eu odiava tanto no segundo ano do colegial. Quanta masturbação mental. Quanto tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sinto falta daquela época.&lt;br /&gt;Não sinto falta de Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então folha em branco, vai colaborar? Eu pergunto. "Não inteiramente - ela diz. Ainda faltam muitas linhas, meia página pelo menos. Você mal escreveu um parágrafo, seu imbecil!". A folha em branco me xinga como gente grande. Ela brinda a minha derrota com as folhas de trás e debocha o meu branco criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo criar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a folha continua brincando, 'bran-cando', e me  encarando de frente escondendo todas as vidas e loucuras que ali poderiam ser criadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita folha em branco. Maldito branco criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento rabiscar qualquer coisa. Ela apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho. Ela reprova, se amassa e ameaça se jogar no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não aceita o meu trabalho de jeito nenhum e vejo que preciso me esforçar mais. Vejo que por enquanto é ela quem manda, mas isso tem que mudar. Vejo que ela se dobra, se vira, se desvira, vira aviãozinho mas não quer saber de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso me livrar dela, decido. Aliás, do branco dela. Transformá-la em folha usada, escrita, como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a me olhar por dentro. Vasculhar o meu eu. Percebo então que estou escrito, rabiscado pelo mundo, cheio de corretivos que escondem as atrocidades gramaticais da vida que escrevi com navalhas sobre os punhos. Vejo que a folha precisa ser como eu, precisa ser eu. Vejo que ela  deve ser na verdade um espelho que reflete a minha face, a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como? Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perco em pensamentos, vôo em devaneios. Fico distante por um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3, 2, 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à superfície cheio de idéias, criativo, embriagado pelo que encontrei. Olho para a folha querendo rasgá-la, escrever em vermelho tudo o que vi. Fico cego de novo, escrevendo feito um louco desvairado sem parar nem mesmo pra respirar ou colocar uma vírgula nas devidas malditas pausas que o pofessor la de sei lá que ano ensinou. Não paro, não consigo parar, não quero parar, não vou parar... eu respingo suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta a visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo, exausto, com os punhos doendo. Um de escrever, o outro de apertar o canto da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, me vejo inscrito na folha em letras tortas e desesperadas, escritas com a sede de um grande desabafo. Me vejo tatuado naquela folha, antes em branco e agora exibindo ao mundo as minhas entranhas. Me vejo ali, aberto, nu em cima dela. Ela, feito uma mulher que me recebeu em suas linhas e que agora tanto me conhece e eu ainda nada sei sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sempre quis saber tudo sobre essa maldita folha, descobri nela o que ha em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso ela me assuste tanto, a folha em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer saber demais. Querer demais. É o preço que se paga pelas próprias idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou exposto, decidido a ficar exposto. Afinal, quem escolhe apertar o botão sou eu e é exatamente o que farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicar. Tornar público a minha vitória sobre a folha. Tornar pública a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que ela se mostrou pra mim, mostrou o que ha dentro de mim, eu percebo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre preferi uma folha em branco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5602260894480224910?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5602260894480224910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/em-branco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5602260894480224910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5602260894480224910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/em-branco.html' title='Em branco'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2307474140106945433</id><published>2011-05-12T13:14:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T09:54:51.821-07:00</updated><title type='text'>A inevitável consequência do ser</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt; 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Tem um buraco. Um buraco pequeno e mal feito, de algum vazamento talvez. Em volta, uma grande bolha escura e feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inevitável consequência do ser é deixar de ser. Penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero compartilhar isso. Penso também. Gostaria de escrever um livro para compartilhar isso e tudo o que penso. Penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escrevesse, gostaria que meu livro fosse um bom livro, que não fosse um livro desses de estante. Talvez que retratasse um instante. Assimilo. Um bom instante, um momento da minha vida ou de alguma vida diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de inventar personagens para este livro, mas não tenho jeito com as palavras. Nem com as pessoas. Nem com os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mal leio pra dizer a verdade, imagine escrever. Argumento comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o último cigarro. Do maço. Definitivamente não da vida. A vida é longa demais pra eu dizer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo entre os dedos. Cheiro. Apoio no canto da boca. Não acendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é tão longa que fumo para encurtá-la. Não preciso de mais tempo do que já tenho. Penso. Repenso. Não preciso mesmo, não faço nada o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser, ser. Isso eu faço o tempo todo. Sou o que o momento me pede. Sou filho, sou marido, sou pai. Sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez devesse escrever sobre o meu ser em algum desses momentos. Seria um personagem, num instante da minha vida. Talvez alguém se interesse por isso. Ou não. Argumento de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo. Não penso em nada por um instante. Esqueço de tragar. Apenas encaro o buraco no teto. A visão embassa, o dia escuresse. Por um momento, inconsequente, deixo de existir. Por um momento, antes de voltar a ser o que sou, visito o inferno na consequencia intrinseca ao ser. Por um instante, deixo meu corpo pela terra descer. Deixo, por um instante, de ser. Assimilo. Permaneço assim por alguns minutos, talvez horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a mim. Um novo ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu devesse escrever sobre isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2307474140106945433?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2307474140106945433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/inevitavel-consequencia-do-ser.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2307474140106945433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2307474140106945433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/05/inevitavel-consequencia-do-ser.html' title='A inevitável consequência do ser'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2176982126470564403</id><published>2011-02-18T13:29:00.001-08:00</published><updated>2011-02-18T13:38:44.744-08:00</updated><title type='text'>Mas que gato gordo</title><content type='html'>&lt;strong style="height: 15px;" class="editable_area"&gt;Perfect Government&lt;/strong&gt; &lt;a id="info_url_artist" href="http://www.vagalume.com.br/nofx/"&gt;NOFX&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="editable_area"&gt; Even if it's easy to be free&lt;br /&gt;What's your definition of freedom?&lt;br /&gt;And who the fuck are you, anyway?&lt;br /&gt;Who the fuck are they?&lt;br /&gt;Who the fuck am I to say?&lt;br /&gt;What the fuck is really going on?&lt;br /&gt;How did the cat get so fat?&lt;br /&gt;Why does the family die?&lt;br /&gt;Do you care why?&lt;br /&gt;'Cause there hasn't been a sign&lt;br /&gt;of anything gettin' better&lt;br /&gt;in the ghetto&lt;br /&gt;People's fed up&lt;br /&gt;But when they get up&lt;br /&gt;you point you're fuckin' finger&lt;br /&gt;you racist, you bigot&lt;br /&gt;that's not the problem, now is it?&lt;br /&gt;Its all about the money, political power, lets take it.&lt;br /&gt;Protectin' the rich, denying the poor.&lt;br /&gt;yeah they love to watch the war from the white house and I wonder...&lt;br /&gt;How can they sleep at night? (x2)&lt;br /&gt;How did the cat get so fat?(x4) &lt;/span&gt;&lt;div style="overflow: hidden; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; text-align: left; text-decoration: none; border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 51, 153);" href="http://www.vagalume.com.br/nofx/perfect-government.html#ixzz1ELh1pAN3"&gt;http://www.vagalume.com.br/nofx/perfect-government.html#ixzz1ELh1pAN3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2176982126470564403?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2176982126470564403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/02/mas-que-gato-gordo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2176982126470564403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2176982126470564403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2011/02/mas-que-gato-gordo.html' title='Mas que gato gordo'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1135142941896842647</id><published>2010-12-21T04:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T05:39:49.924-08:00</updated><title type='text'>Tapete velho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bateu finalmente na porta que encarou por uns bons oito ou dez minutos. Aguardou estático, prendendo a respiração involuntariamente até ouvir os passos lá de dentro. Soltou os braços, tentando relaxar sem sucesso e bocejou em nervosismo. A porta se abriu e um rosto surgiu da escuridão de lá de dentro, iluminado pela ponta de um charuto pela metade. Olhou fundo nos olhos daquele atendente e deixou claro que estava com medo, a ponto de sentir um pontada nas entranhas, lhe traindo os sentidos. A porta se abriu por completo e o homem que atendera apontou a direção, mudo e seco. Sentiu a ponta do nariz congelar e quase teve que comer o ar para respirar. Entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eles estão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem o encarou em repressão como quem dissesse: "o senhor não está em posição de dizer nada neste lugar". Apontou novamente a direção, impaciente. O outro conscentiu com a cabeça, olhou para o caminho indicado e sentiu um frio tenebroso na espinha. Tinha um mau pressentimento, mas não havia mais como voltar atrás. Aprumou o corpo, respirou fundo e tomou coragem. Balbuciou qualquer coisa, bufou e seguiu em frente com a cabeça erguida. Se aquele era o seu destino então que honrasse aquele momento. Era o que o mundo queria dele, apesar de não ser o que ele queria do mundo. No entanto era um homem conformado e continuou andando, como se seguisse ordens de uma força maior por não ter forças por si mesmo para o que vinha adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns passos, viu a luz que saia pelas frestas da porta ao final do corredor. Uma porta velha e fúnebre, com desenhos recortados a mão por algum marceneiro de bom gosto artístico, o que tornava o momento ainda mais difícil. Encarou a porta por alguns minutos, como fez com a primeira. Devia ter algum trauma de portas. Ergueu a cabeça que já tendia ao chão novamente e bateu com vigor os nós dos dedos na cara de um diabinho entalhado na porta. Não parecia ter dó, mas provavelmente o que doía mesmo eram os dedos, muito mais do que a porta. Do outro lado ouvia-se risadas que cessaram com as batidas. Um silêncio quase cortante tomou conta do lugar, suspendendo a respiração e permitindo quase ouvir as batidas do coração do pobre coitado. A porta se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, eu era o homem que atendeu a porta. O outro era mais um pobre coitado que vinha vender sua alma a troco de dinheiro fácil ou felicidade. A mão que o puxou pela gola, pra dentro do quarto protegido pela porta velha era meu chefe. Um bixeiro ambicioso e de caráter altamente duvidoso em quem as pessoas insistiam em confiar. Era um safado de escala maior que enganava os que já não tinham nada buscando escravos a seu serviço. O pobre coitado, que entrou naquela casa fedendo, ganhou roupas novas e uma arma. Dias depois foi preso por matar um endividado nos jogos. Matou a mando do chefe e a troco de alguns reais que mal davam pra comprar o butijão de gás, motivo primeiro que o levou a procurar o bixeiro. Os filhos passavam fome. Meu chefe comia uma coxa suculenta de frango quando viu o pobre homem na televisão, algemado e maltratado pela polícia. Riu amargamente, em sinal de desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esses idiotas não servem pra nada! Ofereçam a ele um chá de sumiço na cadeia como cortesia da casa, antes que ele solte a língua por lá e coloque os meus negócios em risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capangas obedeceram e foram imediatamente cumprir com a tarefa, sem questionar. Medo de morrer provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você. - dirigiu-se a mim - Encontre o filho deste homem e o traga aqui. Tenho planos pra ele. Se tiver uma filha também... - sorriu maliciosamente - Tenho planos melhores ainda. - terminou rindo de forma sádica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso me lembro de pouca coisa. Quando dei por mim, estava com a arma em punho, apontando para o peito gordo daquele bixeiro, respirando com dificuldade por conta do nervosismo. Antes que pudesse puxar o gatilho, ouvi um barulho ensurdecedor atrás de mim e em seguinda o sangue quente me escorrendo das entranhas. Tomei um tiro no lado direito das costas, justamente o lado que segurava a arma. Durante a queda arrisquei um tiro torto. O homem era grande demais, não havia como errar. Errei. Já no chão, tomei mais dois tiros, por garantia, e morri ali, no tapete falsificado imitando persa. Me enrolaram nele mesmo e me jogaram em um rio qualquer, onde despachavam os mortos endividados. Meus restos foram comidos pelos peixes, restando apenas o tapete falsificado. Tão falso quanto a minha vida inteira e agora tão podre quanto eu já fui um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o porque fiz aquilo. Estava acostumado com as ordens daquele gordo escroto. O que importa é que fiz e acabei morto. Porém, agora, sinto que um pouco de caráter me voltou ao espírito. O mínimo que seja. E pensando bem, deixei aquele mundo sem nunca ter matado ninguém, apesar de ter sido cúmplice de muitas mortes. Deixei aquele mundo sem família ou filhos. Não deixei nada de mim para trás. Nada além de trapos e aquela mancha de sangue no tapete velho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1135142941896842647?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1135142941896842647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/12/tapete-velho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1135142941896842647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1135142941896842647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/12/tapete-velho.html' title='Tapete velho'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4871540847904505758</id><published>2010-11-22T16:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T16:42:18.462-08:00</updated><title type='text'>Final de semestre</title><content type='html'>Em excesso de estudo sem recompensas sólidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em carência criativa e sem ânimo artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de ler um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me inspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vim aqui escrever isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tirou minha inspiração de tão ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor parar por aqui então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4871540847904505758?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4871540847904505758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/11/final-de-semestre.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4871540847904505758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4871540847904505758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/11/final-de-semestre.html' title='Final de semestre'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1663178868184122489</id><published>2010-10-28T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T17:19:20.830-07:00</updated><title type='text'>De vez em quando rola um insight</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estive pensando em escrever sério, nestes últimos tempos. Digo sério, mais ou menos como o texto abaixo, sobre as eleições no centro acadêmico. Não que seja um texto de seriedade respeitada, mas não é uma ficção. Isso, acho que cansei de escrever ficções. Não tenho sido feliz com as últimas, salvo algumas exceções, e acho que é hora de mudar um pouquinho, tentar novos estilos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tenho um certo trauma de dissertações, pra dizer bem a verdade. Depois de dois anos fazendo isso toda semana no cursinho, esperando com isso ser aprovado no tal do vestibular, acabei pegando birra. Igual aqueles livros do Machado de Assis que a gente quer morrer de ter que ler no colégio, sabe? Poxa!  eu queria estar jogando video-game, indo à academia, fazendo sexo (mesmo que solitário) e não ter que ler horas a fio livros que me dizem: "a vida é uma bosta, a vida é uma bosta...". No auge dos meus hormônios e dos anos "carpe-diem" eu tinha que conviver com isso... a vida é realmente uma bosta! Quase acreditei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando ao assunto inicial (e se isso fosse uma redação de vestibular eu teria zerado: fugir do tema, lembra disso?), quero escrever algo sobre alguma coisa e não nada sobre coisa nenhuma, entendeu? Por exemplo, este texto mesmo, é só um blábláblá do que eu quero fazer daqui pra frente. Tão egoísta quanto a própria idéia deste blog, individualista como quase tudo no mundo de hoje, do "meu orkut, meu msn, meu fotolog, me amem me amem... saco!". Bom, é mais um desabafo na verdade. Gostaria de poder escrever algo de utilidade pública, mas não sou jornalista e sim engenheiro (é, de fato a vida é uma bosta!). Se bem que, não sei se ainda é assim, mas qualquer um pode ser jornalista, não? Acho que ouvi algo assim por ai....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, vou tentar escrever coisas mais interessantes por aqui. Provavelmente o interesse do que eu escrever vai se limitar ao meu círculo social, já que minha visão de mundo se limita ao pouco que leio e a eles (o círculo), mas acho legal que seja assim. Melhor falar mais do que eu sei do que um pouco do que eu não sei. Corre-se o risco de ser contraditório e se atropelar nas próprias idéias. Perigoso, não é? Afinal, não quero ser reprovado no vestibular dos blogs (risos)! Ainda assim, não importa o que se escreva, seja bom ou ruim, alguém sempre gosta e alguém sempre odeia. Estou preparado pra isso. Recebi bons comentários sobre o último texto que fiz e também alguns olhares de desdém. Fazer o que, é a vida! Vou continuar escrevendo, apesar da baixa frequência, e esperar que alguém tire proveito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xingamentos ou elogios, não importa muito. O que importa é que escrevo porque preciso (olha o egoísmo aí de novo). Não mata e faz bem, então porque parar? Enquanto tiver algo pra ser escrito, continuo aqui, marcando meus dedos engordurados (de doritos, claro) no teclado e deixando meu pequeno rastro na internet, esse mundo que não acaba. Na infinitude do que me cabe (este blog, orkut e outras redes "sociais"), em seus zilhões de bites livres e aumentando a cada dia, procuro me expressar buscando que alguém entenda. Ou que eu me entenda um pouco mais, quem sabe. E a vida vai seguindo assim... Se você esbarrou por aqui, faça bom proveito. Seja crítico e jamais deixe de pensar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1663178868184122489?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1663178868184122489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/10/de-vez-em-quando-rola-um-insight.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1663178868184122489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1663178868184122489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/10/de-vez-em-quando-rola-um-insight.html' title='De vez em quando rola um insight'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7960759641020055952</id><published>2010-10-14T12:39:00.001-07:00</published><updated>2010-10-14T21:59:16.069-07:00</updated><title type='text'>Antes fosse um pesadelo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começaram as eleições para a nova chapa que vai dirigir o centro academico. Hoje, amanhã e segunda acontece a votação e depois disso, óóóó, saberemos quem entra no poder. Depois do debate de ontem, entre as chapas, creio que não vai ser nenhuma surpresa a pequena diferença de votos que vai colocar uma delas la em cima. Não por ter sido um debate muito bom e caloroso, cheios de argumentos e contras, mas sim por ter sido um grande lixo que mal pode ser chamado de debate e que deixou todo mundo na dúvida: qual chapa é a pior? De fato as duas são muito ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, como citado durante o próprio debate no momento das perguntas externas, os "homer's simpsons tomadores de cachaça" e do outro, os "comunistas comedores de criancinhas". Por mais que ambos os lados tenham negado os apelidos, todos sabemos que é a mais pura verdade. No final, isso só aumentou a duvida. Quem vai controlar melhor o centro academico com uma das historias mais bonitas ja vista? Os "cachaceiros" que tropeçam na própria sombra, com um presidente que não sabe falar ao microfone sem fazer piadinhas infames ou os "comunistas" com ideais democráticas tão fortes que se julgam ser melhores o suficiente para atravessar o debate com suas opiniões sem deixar os outros falarem, e com um presidente que também não sabe falar ao microfone? Tudo bem, estou sendo um pouco injusto, quem atravessou o microfone sem deixar os outros falarem foi o "tutor" da chapa dos comunas, já que todos sabem que alguns ali são pequenos fantoches de mentes mais antigas. Sim, lavagem cerebral ocorre em toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de fato os tomadores de caju são rostos mais conhecidos pelo centro academico e conhecem bem a rotina por ali, no entando os comunas estão anos luz à frente com a luta pelo movimento estudantil, o que, de fato, é algo de grande importância sempre. Ainda assim, pra quem conhece o centro academico aqui, sabe que um dos maiores projetos sociais não só do CA, mas também da cidade, é o colégio mantido pelo CA para população "carente", que já foi um dos melhores do estado e hoje está, de certa forma, sucateado e, a chapa que tem boas propostas para a melhoria do colégio é a dos cachaças. Não que a outra não fosse fazer nada quanto a isso, mas a briga entre eles e o colégio é de longa data e por preconceito de um dos lados, a conversa parece não fluir nunca. Acaba que por melhor que fosse a chapa alguns votos já estariam perdidos por falta de diálogo e informação. Basicamente o problema que acontece desde sempre na política, não só do CA, mas do Brasil inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como decidir então? Quem vai me representar como estudante pelo próximo ano na faculdade? O debate não deixou claro isso de nenhuma forma? Não. Depois de muitas agressões e poucas propostas, a conversa se voltou ao passado para relembrar a guerra entre chapa "Amarela" e chapa "Abre a roda" que nada mais têm a ver com a discussão. A atual gestão (a Amarela) já está de saída e não adianta mais discutir. A "Abre a roda" foi do ano passado e deve permanecer lá mesmo, no passado. O que acontece é que alguns membros de uma chapa são da antiga gestão e outro membros da outra chapa são coleguinhas da atual gestão. Mais uma vez, o que acontece? Preconceito entre as parte. Os alunos que deveriam estar mais preocupados com o futuro acabaram se prendendo aos preconceitos do passado e com certeza hoje depositaram nas urnas votos sem consciência por conta de intrigas do passado. Concordo que em alguns casos ali não é exatamente "pré-conceito" e sim "pós-conceito", mas não se pode esquecer também que as pessoas mudam. Os ideais são revistos e a forma como são expostos também. Ao meu ver, muitos ali mudaram pra melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos então duas meias chapas muito boas. Movimento estudantil de um lado, colégio do CA do outro. Propostas culturais de um lado, propostas anti-machismo do outro. Coletivo feminino do CA entra no meio. Partidários e anti comunistas se misturam também. Diretoria atual toma os respingos junto com a do ano passado e pronto: está feito o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quid pro quo&lt;/span&gt;. Uma confusão e tanto que não chegou a lugar nenhum. Se ao menos eu pudesse votar nas pessoas pelo cargo: "quero fulano de tal na presidencia e aquele outro ali, da outra chapa, na direção do colégio. Pode por a loirinha no social e a ruiva também... No cultural.. vejamos... ta dificil, mas dá-se um jeito..."! Pronto. Teriamos assim uma chapa muito melhor, mesclando as duas atuais e chutando fora os fitadores oficiais do CA que só vão usar suas carteirinhas pra entrar de graça em festas, acobertados pela desculpa de que é necessária a presença de um diretor responsável em todas as festas. Só esquecem deste detalhe né, responsável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, depois de tanto escrever acho que já deu pra entender que no final eu só escrevi o que todo mundo já vê por ai. Troque "CA" por "estado ou país" e "colégio do CA" por "escolas públicas ou saúde pública" e veja que dá tudo na mesma. De um lado uma bosta, do outro também, e acabamos por nos humilhar votando no Tiririca. Um tapa na cara da sociedade? Vai besta, agora ta cheio de desconhecido no poder que entrou pelo marketing chulo do palhacinho lá. Imagine se fosse a Sabrina Sato no lugar do Tiririca, acho que daria mais votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... é de se esperar que as coisas sejam assim mesmo, não é? Se no centro academico de uma das melhores faculdades do país, onde está a "elite pensante" da nação, as coisas andam deste jeito, é claro que pra fora também vai ser assim. E esse povo vai crescer. Serão os próximos candidatos e os próximos ativistas, partidaristas, facístas talvez, da nação e o ciclo vai se repetir de novo. Que posso fazer eu quanto a isso? Votar consciente pelo menos... Conhecer essas pessoas pra no futuro saber escolher, caso elas acabem na política realmente. O que me tranquiliza pelo menos é saber que todo mundo tem um passado que constrói ou que condena. Resta a nós pesquisar e escolher direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra acabar, uma música da minha adolescência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="overflow: hidden; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; text-decoration: none; border: medium none;"&gt;&lt;strong style="height: 15px;" class="editable_area"&gt;"O Idiota &lt;/strong&gt; &lt;a id="info_url_artist" href="http://www.vagalume.com.br/porcos-cegos/"&gt;Porcos Cegos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="editable_area"&gt; Um sonho niilista&lt;br /&gt;Antes fosse um pesadelo&lt;br /&gt;O alarme ensurdece&lt;br /&gt;É hora de acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você é o idiota que não vê&lt;br /&gt;Seu país indo para o inferno (2X)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testando sua neutralidade&lt;br /&gt;Substimando sua capacidade&lt;br /&gt;Uma bomba de apatia explode&lt;br /&gt;Nas ruas da cidade&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 51, 153);" href="http://www.vagalume.com.br/porcos-cegos/o-idiota.html#ixzz12MmQHEPy"&gt;http://www.vagalume.com.br/porcos-cegos/o-idiota.html#ixzz12MmQHEPy&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="overflow: hidden; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; text-decoration: none; border: medium none;"&gt;&lt;span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q84X_AecGko&amp;amp;feature=player_embedded#%21"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q84X_AecGko?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q84X_AecGko?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... pelo visto sempre foi assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7960759641020055952?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7960759641020055952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/10/antes-fosse-um-pesadelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7960759641020055952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7960759641020055952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/10/antes-fosse-um-pesadelo.html' title='Antes fosse um pesadelo'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7016544395050843081</id><published>2010-09-27T19:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T05:28:19.234-07:00</updated><title type='text'>Letras que são letras e não ousam ser números</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Critério de análise de falhas segundo Coulomb. O quê? Coulomb. Quem? Aquele, mais um, que decidiu estudar a matemática e provavelmente ficou louco como todos os outros. Ou será que foi a física? Loucuras, somas, cálculos, retas. Tudo errado, tudo lógico e exato. Será? Acordo amanhã com tudo fresco na cabeça mas sem entender merda nenhuma do que realmente significam. São números apenas. Ou são letras que parecem números? Ou são números travestidos de letras? Quanto valem os "a's"? E os "b's"? Depende do problema. Ou mesmo da resolução. O seu tá igual ao meu? Não? Então fudeu! A prova é amanha e agora? Agora não adianta mais. As letras ainda não viraram números e eu aqui escrevendo minhas mágoas. Por quê não estou estudando? Não tenho vontade. Tenho vontade de escrever. Letras que são letras e não ousam ser números. Nem mesmo as palavras cujos significados se encontram no universo dos números. "Três", "Dez". São palavras, letras, antes de tudo. E só assim são bonitas e exatas. Não quando a-igual-a-b-menos-c-vezes-três-d e toda essa merda de iguadades inúteis. O meu problema definitivamente não é a matemática. São as letras que se somam, dividem, subtraem, multiplicam e resultam em números exatos e quadrados ao invés de belas palavras, inexatas, que me dizem mais sobre mim do que a porcaria do cálculo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7016544395050843081?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7016544395050843081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/letras-que-sao-letras-e-nao-ousam-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7016544395050843081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7016544395050843081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/letras-que-sao-letras-e-nao-ousam-ser.html' title='Letras que são letras e não ousam ser números'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8877078583814360048</id><published>2010-09-22T20:45:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T20:47:51.292-07:00</updated><title type='text'>Uma homenagem a um escritor favorito. EraOdito?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;AMOR CRISTÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Marcelino Freire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  é a mordida de um cachorro pitbull que levou a coxa da Laurinha e a  bochecha do Felipe. Amor que não larga, na raça. Amor que pesa uma  tonelada. Amor que deixa, como todo grande amor, a sua marca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  é o tiro que deram no peito do filho da dona Madalena. E o peito do  menino ficou parecendo uma flor. Até a polícia chegar e levar tudo  embora. Demorou. Amor que mata. Amor que não tem pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  é você esconder a arma em um buquê de rosas. E oferecer ao primeiro que  aparecer. De carro importado. De vidro fumê. Nada de beijo. Amor é dar  um tiro no ente querido se ele tentar correr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  é o bife acebolado que a minha mulher fez para aquele pentelho comer.  Filhinho de papai, lá no cativeiro. Por mim, ele morria seco. Mas sabe  como é. Coração de mãe não gosta de ver ninguém sofrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  é o que passa na televisão. Bomba no Iraque. Discussão de reconstrução.  Pois é. Só o amor constrói. Edifícios. Condomínios fechados. E bancos. O  amor invade. O amor é também o nosso plano de ocupação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Amor  que liberta, meu irmão. Amor que desce o morro. Amor que toma a praça.  Amor que, de repente, nos assalta. Sem explicação. Amor salvador. Cristo  mesmo quem nos ensinou. Se não houver sangue, meu filho, não é amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(ps.: já sinto falta do blog)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8877078583814360048?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8877078583814360048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/uma-homenagem-um-autor-favorito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8877078583814360048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8877078583814360048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/uma-homenagem-um-autor-favorito.html' title='Uma homenagem a um escritor favorito. EraOdito?'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2320312690184192486</id><published>2010-09-11T06:52:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T07:10:04.642-07:00</updated><title type='text'>A umidade relativa do ar</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt; 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 &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Table Normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;  mso-fareast-language:EN-US;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-Não posso sair. - ela me disse. - Sou uma fugitiva. Todos estão atrás de mim. CIA, FBI, Scotland Yard e toda a polícia de londres. Terei que me esconder pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas estamos no Brasil, aqui você não corre mais riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é o que você pensa! Eles são espertos e vão nos encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você fez afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não posso contar. Só tenho que ficar escondida. Vai me ajudar ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depende. Eu tinha intenções de sair com você, mas depois disso acho que fica inviável. Afinal, não queremos ser pegos, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olhou. Entendeu o ar de sarcasmo da frase. Sorriu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tolinho! Mas é isso mesmo, não queremos ser pegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo bem! Posso ficar com você por hoje pelo menos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por hoje? Eu tinha pensando um pouco mais do que isso. - disse ela fazendo bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É uma oferta tentadora, mas eu não corro risco de vida ficando com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Corre, muitos, mas não acha que vale a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente. Certa vez me disseram que a gente sempre corre riscos, com todo mundo, de ser magoado, deixado na mão ou, no seu caso, de ser pego e provavelmente morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não seja tão dramático. E foi eu quem te disse isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, havia sido ela e eu não me lembrava. Continuei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que tipo e vilã é você afinal que não tem uma parceira de vilanices?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Do tipo que tinha uma parceira, mas estava perigoso demais e precisamos nos separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nos separamos na última rodoviária. Ela foi pra algum lugar na Antártica e eu vim parar nessa pacata cidade no Brasil. Aliás, que clima ruim tem esse lugar ein! Apesar que de onde eu venho é bem pior. Sabia que a umidade relativa do ar no deserto chega a seis-por-cento, apenas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, já ouvi falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava da maneira inteligente que ela falava. Às vezes usava palavras difíceis pra mostrar o quanto era conhecedora do mundo das letras. Não sei se conhecia mesmo ou se usava como havia aprendido, mas como eu mesmo não conhecia o real significado daquelas palavras, aceitava tudo o que ela falava sem questionar. A postura e a certeza com que falava também me impressionavam. A linguagem corporal diz noventa-por-cento do que se quer falar. Pode-se dizer sim com o corpo, dizendo não com a voz. Aprendi com ela também, não por ela ter me falado, mas a observando somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-De onde eu venho as vezes bate oito! - ela continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oito o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oito-por-cento. A umidade do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Poxa. Você mora perto de algum deserto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me olhou fazendo careta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo bem. Me conte porque você e sua parceira de crime se separaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tocamos o terror por ai. Assustamos algumas criancinhas com nossas caras de más e tivemos que nos separar para os pais furiosos não nos encontrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com essa cara ai, assustando criancinhas? Tudo bem, não quer contar não conte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se preocupe, não foi nada grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio por alguns minutos. Ela às vezes ia à janela observar a rua. Afastava a perciana com os dedos e colava o olho no vidro. Fazia tudo aquilo parecer um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E nós? - perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que tem "nós"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que estamos fazendo afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nos escondendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não foi isso o que perguntei. Quero saber porque você se esconde do mundo, mas permite que eu esteja aqui com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu gosto de você, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu também gosto de você, mas o que isso significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Significa que tudo está como deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Assim mesmo, dois fugitivos? Não poderiamos estar por ai, andando de mãos dadas, como casais normais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo tem seu tempo, bobinho. Além do que, não somos um casal ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi o que eu disse, tudo tem seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas e se algo acontecer e você for pega? Ou se eu for pego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não está sendo procurado e se eu for pega, não será pra sempre. Você se preocupa demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi o teu jeito de ser que me ensinou. Certas coisas são simples. O que é nosso é nosso e está guardado. Ninguém pode tirar de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio, com a respiração suspensa. Pensativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você... sempre dizendo a coisa certa, na hora certa. - conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi o que eu disse. Coisa certa, hora certa, lugar certo. Tudo exatamente como deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora vai até a geladeira e pega uma coisa que está la dentro. É uma surpresa pra você. Vai saber o que é quando abrir a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até a cozinha. Abri a geladeira e gritei com a cabeça la dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você fez a sua torta pra mim! Finalmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei à sala e a encontrei apoiada na janela, à meia luz do cair do dia. A cor do céu refletia na pele branca daquele rosto cheio de fibras presas ao músculo da face, que faziam buraquinhos bem característicos e perfeitos, ainda que assimétricos, naquele rosto que sorria, acentuando as marcas. Trocamos olhares envergonhados. Certos de que tudo realmente estava como deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, fiz pra você. - ela respondeu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2320312690184192486?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2320312690184192486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/umidade-relativa-do-ar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2320312690184192486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2320312690184192486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/09/umidade-relativa-do-ar.html' title='A umidade relativa do ar'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6551644926738755451</id><published>2010-08-30T15:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T16:02:57.615-07:00</updated><title type='text'>Substrato</title><content type='html'>A felicidade mora no abstrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no substrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tudo o que você compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito menos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na necessidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na ansiedade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na futilidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de querer ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não saber ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que já tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coma um prato de comida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de um grande dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de fome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não se esqueça que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de um grande dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de fome,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muitos dormem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem comer,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou morrem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6551644926738755451?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6551644926738755451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/substrato.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6551644926738755451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6551644926738755451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/substrato.html' title='Substrato'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6840305855798639879</id><published>2010-08-26T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T14:35:12.150-07:00</updated><title type='text'>Migalhas de fumo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem de gravata vermelha é um homem sério. Um homem de gravata vermelha e cigarro na mão é um homem sério com algum problema. O olhar deste homem preocupado e de gravata vermelha é o charme de seu rosto. Compenetrado e, apesar de assumidamente precisar de ajuda, não pede. Não sabe pedir ajuda. Precisa provar pra si mesmo que é capaz de resolver tudo sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uma cerveja, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem do bar vai servir a cerveja no copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Eu tomo na garrafa mesmo. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paga a cerveja ao homem do bar. Acende outro cigarro deixando cair migalhas de fumo na gravata vermelha. Bate o fumo do colo e traga profundamente, olhando para cima. Dá um gole na cerveja e solta a fumaça pelo nariz e pela boca. Com o olhar compenetrado, pensativo, como está, parece um dragão esfumaçando raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amigo, você tem amendoins ai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me traga um pouco, estou faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mais alguma coisa senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você conhece alguém que trabalhe com máquinas de jato de água? Preciso lavar meu carro, mas a minha quebrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo bem. Só os amendoins então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse só isso o problema. Talvez não. Nunca saberemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6840305855798639879?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6840305855798639879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/migalhas-de-fumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6840305855798639879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6840305855798639879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/migalhas-de-fumo.html' title='Migalhas de fumo'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2733449162069814443</id><published>2010-08-21T19:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T20:13:07.227-07:00</updated><title type='text'>Poeira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje passei o dia limpando. Limpando o chão, limpando a mente, limpando a alma. Corpo, voz e mente em mesma sintonia buscando por limpeza. Buscando não buscar nada mais do que algo de valor a se guardar e o resto a se jogar fora. Nem todo o resto, claro, porque sempre fica aquele probleminha mal resolvido que a gente jura que não liga mais, mas na verdade liga. Na verdade são estes pequenos probleminhas que seguram a gente no passado e nos impedem de seguir em frente. Decidi enfim que era hora de seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a cabeça na altura dos pés, ou seja, no chão, apoiado sobre um pano sujo e molhado com produtos de limpeza, percorri o chão de azulejo branco de minha casa. Quanto mais eu limpava o chão, mais o chão me limpava, então acabei por fazer aquilo com gosto, ao som de alguma música clássica ou alguma ópera, não me lembro. Lembro que tinha violoncelos. Por fim, estava deitado no chão limpo. O chão estava limpo, não eu. Pelo menos não por completo. O resto da minha limpeza, interna, veio depois, na casa de uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um violão, sorrisos e comida no fogo. Preparamos um doce de sobremesa e pronto, eu estava finalmente limpo. Aliás, estou limpo, acho que por completo agora. Claro que sempre fica aquele pensamento de que falta alguém ali, mas isso não é um problema. É só um pensamento. Um bom pensamento que me coloca um sorriso na cara em qualquer momento. Acho que quando este pensamento se concretizar ai sim, estarei pronto pra seguir em frente e manter sempre a minha casa limpa. Afinal, cansei dessa sujeira debaixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2733449162069814443?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2733449162069814443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/poeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2733449162069814443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2733449162069814443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/poeira.html' title='Poeira'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7795968588504906360</id><published>2010-08-10T14:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T15:58:45.028-07:00</updated><title type='text'>Mulheres também jogam Halo 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as coisas finalmente pareciam normais dentro de casa o mundo trata de me surpreender novamente. Porque é assim que funciona a vida, a ordem lógica dos planetas e dos cometas. É assim que a lei dos encontros e desencontros acontecem. É assim que descobrimos que o mundo está de ponta cabeça e nada mais faz sentido. E tudo começou ao acaso, assim, comigo sentado no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Papai. Papaizinho. Paizinhoooo? - chama minha filha, obviamente querendo mais do que parecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim filhinha? - respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabia que eu te amo papai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai papaizinho. Claro que sabia! Que coisa feia de se falar! - responde ela fazendo bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você quer, criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como assim o que eu quero? - fazendo cara de inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu te conheço minha filha. Conheço essa sua cara de anjo pidão. Diz o que você quer que eu já te digo não e assim eu posso continuar vendo a luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai pai, que coisa feia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se você pedir logo eu falo sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me compra o jogo do Halo 3!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas você disse que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Era só pra você desembuchar logo e me deixar assistir a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Espera, espera... Não sei se eu entendi muito bem, mas você disse "Halo 3"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É pai. - disse ela com cara de emburrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Halo 3? O jogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não! A novela! - fazendo cara de nojo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ow ow ow.. mais respeito com teu velho, menina! - falei olhando feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não me respeita! - ela desafiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu já te dou casa, comida e roupas. Não precisa de respeito. - falo com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uhmmmmmmm - faz ela, mostrando a língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá, tá, agora me explica... desde quando você joga esses jogos? Isso é coisa pra garotos, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é não! Eu e a mamãe destruímos neste jogo! Semana passada acabei com a raça do Juninho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você e sua mãe? Desde quando sua mãe sabe o que é Halo? Desde quando ela sabe ligar um vídeo-game?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai pai! Como você é ultrapassado! Não sabe de nada. Eu jogo com a mamãe toda semana. Ela me dá cobertura e eu mato todos os ET'zinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os ET'zinhos é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, aqueles monstros feios e armados até os dentes. Acabamos com todos eles. Alguns até são meio fofinhos mas eu mato também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É mesmo? Que coisa. E porque eu nunca fui chamado pra jogar com vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jura mesmo que quer saber? - ela faz cara de que é melhor eu não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uhmm. Quero! - respondo, incerto se quero mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pai, o senhor perde jogando paciência!!! - ela fala indignada, conseguindo mesmo me rebaixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas... - eu me encolho na poltrona porque é verdade, eu perco jogando paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tem "mas...". O senhor joga muito mal que eu já vi. Se colocar o controle na sua mão é capaz de quebrar a TV de tando que mexe os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Filha eu.. - falo desesperado, tentando me explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pai. Aceita. Você é um bom pai, um homem trabalhador e muito honesto... mas pra jogo o senhor simplesmente não serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah eu... - tento responder mas não sai mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha razão, eu não sirvo pra jogar mesmo. Eu, o homem da casa, sem dom algum para o vídeo-game, enquanto as mulheres matavam ET'zinhos na minha ausência. "Halo" pra elas deveria ser apenas o buraco no box do banheiro, mas não. Isso era "Halo" pra mim. O buraco no chão do banheiro. Pensei em me enfiar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Onde vende o jogo mesmo? - pergunto, voltando do meu transe e tentando lembrar quantos anos tem a minha filha pra ser tão esperta daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No shopping, pai. Eu vou com o senhor mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Vai com a sua mãe, eu preciso de um tempo sozinho. - estava ficando realmente deprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ohhhnm paizinho, não fique assim! Eu deixo você jogar, vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah... - pausa. -  Deixa mesmo? - pergunto com cara de dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim. Porque pra eu jogar Halo 3 você também vai ter que comprar o XBOX 360 e nele vem um monte de joguinhos pra crianças que você vai adorar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa frase de efeito ela saiu, aos pulinhos, provavelmente indo contar pra mãe sobre sua conquista. Eu, jogado fundo na poltrona, vi o final da luta em que o homem em quem eu estava apostando tomou uma surra e perdeu por nocaute. Simpatizei com o homem, derrotado. Me senti naquela luta. Nocauteado. A única diferença entre eu e ele foi que ele apanhou de um barbudo de uns 200 quilos e eu apanhei de uma garotinha que jogou minha dignidade ralo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou aqui contando esta história e jogando paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi pra mim mesmo que não sairia daqui enquanto não ganhasse uma partida. Nem que me levasse a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7795968588504906360?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7795968588504906360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/mulheres-tambem-jogam-halo-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7795968588504906360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7795968588504906360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/mulheres-tambem-jogam-halo-3.html' title='Mulheres também jogam Halo 3'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-881846588333196140</id><published>2010-08-08T18:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T18:44:37.257-07:00</updated><title type='text'>Inveja dos Anjos</title><content type='html'>É inspirador ver as coisas obvias de nossa vida se tornando arte, assim do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles simplesmente viveram em cima do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas vidas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas mémorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomeços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-881846588333196140?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/881846588333196140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/inveja-dos-anjos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/881846588333196140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/881846588333196140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/08/inveja-dos-anjos.html' title='Inveja dos Anjos'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5349206622126896507</id><published>2010-07-27T03:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T04:14:05.743-07:00</updated><title type='text'>Aos meus heróis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso ver como antigamente as pessoas homenageavam seus ídolos com músicas, textos, poesias, estátuas ou coisas do tipo. Hoje em dia, cada um ganha a sua parcela de comunidades do orkut e/ou facebook e pronto, fica por isso mesmo. Acho que meus heróis merecem algo mais digno do que um monte de pessoas pseudo-fãs fazendo joguinhos do tipo "voXe BeijAriA a PexxoAa aSXima?" ou "Com que personagem de desenho animado o cabelo da pessoa acima se parece?" debaixo de suas lápides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que um dia a humanidade entenda que bons amigos valem mais do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;viewers&lt;/span&gt; no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twitcam&lt;/span&gt;. Assim quem sabe, menininhas de quinze anos, parem de mostrar os seios mal formados na internet em busca de atenção e comecem a fazer coisas mais construtivas, ainda que o fim seja mesmo ter atenção. As meninas com dezoito anos ou mais podem continuar mostrando, afinal elas já são bem grandinhas pra decidirem o que querem e sejamos francos, eu também não sou santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, vou continuar homenageando Handrix ouvindo Handrix e colando posters no meu quarto. Vou continuar homenageando Woody Allen assistindo Woody Allen e colando posters no meu quarto. Continuarei homenageando Bukowski lendo Bukowski e comprando livros. Por fim, pra não continuar uma lista infinita dos meus heróis, continuarei homenageando Silvia Saint do jeito que faço desde muleque e escondendo os posters debaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os meus heróis presto esta homenagem, ainda que para isso tenha me submetido a ir contra o que penso sobre reconhecer vossas habilidades no mundo virtual e estar aqui, escrevendo no meu blog. Deve ser por isso que eu continuo sendo fã e não ídolo de alguém. Droga de juventude sem ideais; eu incluso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5349206622126896507?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5349206622126896507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/aos-meus-herois.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5349206622126896507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5349206622126896507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/aos-meus-herois.html' title='Aos meus heróis'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4001200122070215454</id><published>2010-07-19T19:31:00.001-07:00</published><updated>2010-07-19T19:39:03.875-07:00</updated><title type='text'>O centro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto falta dos sinos do tempo. Aqueles que batem sempre que algum momento acontece. Digo, momento daqueles que serão lembrados como um momento. Bom ou ruim. Faz tempo que não os ouço, sinal de vida parada. Começo a me sentir como um rio calmo que não foi descoberto ainda, ou como a lágrima que escorre seca na face pálida de alguém em luto. Nem bem, nem mal. A lágrima não vai trazer a pessoa de volta, mas com certeza ajuda a aliviar a dor. Não é problema, nem solução de fato. Não sou problema, nem solução. Nem sim, nem não. Hoje eu sou a margem, a tangente. Me lembro de quando já fui o centro. Sempre gostei de ser o centro, apesar de ter passado poucas vezes por lá. Poucas pessoas me colocaram nesta posição, incluindo claro as que me colocaram no centro de um alvo para ser acertado. Não deixa de ser o centro se for ver bem, era o centro da atenção de alguém pelo menos. Apesar que agora, olhando melhor, o centro, aquele ponto pequeno no meio de tudo, é a menor área do círculo. É apenas um ponto. Aqui na tangente, são tantos pontos até dar a volta completa que pelo menos eu não me sinto sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4001200122070215454?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4001200122070215454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/o-centro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4001200122070215454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4001200122070215454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/o-centro.html' title='O centro'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5475557858236475721</id><published>2010-07-16T18:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T19:01:24.704-07:00</updated><title type='text'>Apertando os lábios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela aperta os lábios com a mão o tempo todo. Com as pontas dos dedos vai apalpando todo o lábio inferior, da direita pra esquerda e depois de volta. Para em algum ponto ressecado pelo ar. Cutuca, futuca. Chega a arrancar pedaços às vezes, é aguniante. É como um tique que ela tem, isso de apertar os lábios. Com o dedão e o indicador da mão direita, unhas afiadas, percorrendo a boca em busca de respostas. só pode ser isso. O olho perdido, parado, buscando. Às vezes acirra o olhar, quase encontrando o que procura, os dedos apertam cada vez mais forte o lábio que chega a sangrar e continuaria apertando se não doesse. Ou se alguém não lhe chamasse a atenção e desviasse seu olhar pra longe do alvo. É isso, o olho como uma seta quase alcançando o alvo. Os dedos tentam guiar a seta. Ou os dedos são como as mãos de uma velha que aperta seu véu na cabeça em oração, em busca de um milagre. O lábio é o véu. Os olhos a reza. O milagre... não aconteceu ainda, mas todos sabemos que a busca vale mais do que o milagre. Na busca crescemos. Apertando os lábios sangramos, provamos que estamos ali e ainda estamos lutando. Pode ser ainda que apertar os lábios seja apenas uma maneira de provar o tempo todo que ela existe e que esta lá. Não é isso o que muitos de nós queremos acima de qualquer milagre? Nos setir aqui? Vivos e presentes. Vai ver é isso... ou nada disso. E lá está ela de novo, apertando os lábios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5475557858236475721?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5475557858236475721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/apertando-os-labios.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5475557858236475721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5475557858236475721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/apertando-os-labios.html' title='Apertando os lábios'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8141054621427103849</id><published>2010-07-11T19:59:00.001-07:00</published><updated>2010-07-11T20:09:38.725-07:00</updated><title type='text'>Os problemas do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Qual o problema do mundo?", ela me perguntou. Não soube responder, estava acanhado, com vergonha. Ela de roupão aberto, deixando um dos seios livre, balançando de um lado pro outro e eu nu na cama, esperando que ela se deitasse comigo. Tomou de um gole o whisky quente, "cowboy" ela dizia, "adoro cowboy", e ria com malícia. Tirou o roupão e caminhou em minha direção. "Se me disser qual é o problema do mundo eu faço o que você quiser, bonitão". Pensei em responder, mas desisti. Não conseguia prestar atenção em mais nada além daqueles peitos tão empinados e dançando de um lado para o outro, em minha direção. "É sempre a mesma coisa. Qual o problema do mundo, eu pergunto. Eles nunca sabem. Também, quem se importa com o problema quando a solução é tão simples. Qualquer coisa se resolve com seios bonitos e empinados como os meus, não é mesmo?". Eu só podia concordar. Concordei com ela a noite inteira e, já de manhã saindo pela porta da frente, sorri.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8141054621427103849?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8141054621427103849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/os-problemas-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8141054621427103849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8141054621427103849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/os-problemas-do-mundo.html' title='Os problemas do mundo'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-854875933723001163</id><published>2010-07-08T16:55:00.001-07:00</published><updated>2010-07-09T13:32:02.511-07:00</updated><title type='text'>Um gosto diferente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso do som da rua para escrever. Preciso do meu décimo quinto andar. Preciso da calmaria do caos universitário em que estou inserido e que eu interiorizo como meu mundo, tentando traduzi-lo em palavras. Sinto falta do estresse, da correria, do excesso de café e dos banhos da madrugada. Sinto medo do ócio e do ar puro. Tenho pavor da solidão em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De férias, não me sinto motivado. Trabalhando, me sinto sem tempo. No ócio, sinto que é disperdício. Bêbado, sinto falta e sofro de descordenação. Sem computador, me sinto lento. Sem caneta me sinto impotente. Sem desculpas, me sinto obrigado. E obrigado, não é tão bom quanto por vontade própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é a parte de mim que me impede de escrever. Todo o resto é a parte que me excita a isso. Meus olhos observam, meu cérebro computa e registra, meus lábios esboçam e meus dedos concretizam. A pele sente, o nariz cheira, a língua lambe. Cada sentido tem sua respectiva palavra que define e, por consequencia, limita o ato de sentir. Às vezes me sinto mesmo limitado pelas palavras, porque por mais que queira descrever os fatos, sempre acabo com as mesmas palavras, organizadas de forma diferente, ou não. Não me bastaria um dicionário inteiro, traduzido em todas as línguas, juntas, pra descrever perfeitamente a sensação de cheirar, tatear ou lamber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva aos mundos longíquos e belos da literatura é a nossa mente e não as palavras. Caso contrário, todos que lessem um mesmo livro sentiriam as mesmas coisa e não teria a mínima graça. Bom mesmo é cada um viver no seu mundo. Bom mesmo é cada um sentir um gosto quando lambe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-854875933723001163?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/854875933723001163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/um-gosto-diferente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/854875933723001163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/854875933723001163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/um-gosto-diferente.html' title='Um gosto diferente'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3628152479131518717</id><published>2010-07-03T14:10:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T11:11:26.596-07:00</updated><title type='text'>Desconstrução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma tarde fria pra escrever. Mesmo assim, estou escrevendo como vocês bem podem ver, ou ler. Alguns amigos estão aqui na sala, conversando sobre qualquer coisa que não consigo me concentrar. As palavras passam, flutuam na minha frente e me explodem na cara sem que eu entenda uma vírgula sequer. Estou em outro lugar, com a cabeça preocupada, esquecida. Meus olhos caminham entre os rostos sorridentes e o que consigo ver são máscaras. Na verdade é a minha máscara refletida na cara deles, já que eles mesmo não estão rindo mascarados, de mentira, mas sim de verdade, de dentro. O mascarado sou eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde vou sair. Tentar esquecer. Fingir que nada aconteceu e nem vai acontecer. Mesmo sabendo que alguma hora vai. Em algum momento aquilo vai voltar a mim e me transtornar. Vai me fazer uma pessoa diferente, vai me fazer bixo. Daqui a pouco estarei na rua correndo o risco de me desconstruir e revelar quem eu realmente sou. Aquele ser estranho e deformado, sem cor, sem vida, sem rumo. Na minha frente só vai existir um objetivo: ser diferente, ou indiferente a tudo. Depois disso não restará mais nada, apenas o vazio e o eco das vozes que me dizem: seja normal pelo menos uma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja normal pelo menos uma vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja normal, na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3628152479131518717?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3628152479131518717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/desconstrucao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3628152479131518717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3628152479131518717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/07/desconstrucao.html' title='Desconstrução'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7108491662862243408</id><published>2010-06-25T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T19:51:13.057-07:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coisas me acontecem assim. Uma hora eu me deito na cama e começo a pensar. Na outra estou sentado no chão, encolhido, nu, gelado e chorando de soluçar enquanto o mundo continua rodando lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser culpa do silêncio. Hoje li que o silêncio é "a gente mesmo, demais". Quanta verdade. Como somos podres pra pensar desta forma. Conhecer muito de nós mesmos nos faz chorar, nos faz sentir mal, nos faz ter ânsia e dores na boca do estômago. É feito um soco bem dado. Ou bem tomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto vazio. A vida vazia. Antes ainda havia fotos daquela mulher que já amei. Hoje não sinto mais nada por ela. Nada daquilo que era eterno se eternizou. Tudo foi enfiado para dentro do cu sujo dela junto com o pau daquele unzinho que a comia por trás, e ela a viver outra vida por trás de mim. Fazer o quê, é a vida, não é? Sem ressentimentos amor, viva a sua vida porque eu concordo que comigo não era lá aquelas coisas. Pode dar o seu cu em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu choro o vazio de nem mesmo sentir saudades. Agora eu lambo os dedos pra sentir o amargo das lágrimas que enxugo. É algo a se sentir pelo menos. O cheiro das paredes cinzas, escurecidas pela fumaça do cigarro sempre aceso. O cigarro e o computador. O cigarro, o computador e eu. Trago o cigarrro e ele me traga o pensamento, que o computador transforma em bits ou bytes ou o cacete a quatro de zeros e uns. Meus pensamentos são zeros-e-uns. Matemática básica e fundamental do meu ideal. Nada mais do que números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu cérebro lê então essa orgia de números e reinterpreta em bytes cerebrais, sinapses, imagens, idéias, música, tudo novo de novo. Conteúdo original de uma velha idéia. Se é que se pode chamar este lixo todo de conteúdo. Um texto após o outro e tudo isso pra que? Existe alguma coisa por trás disso ou é só mais um choro barato na internet. Mais uma vida pela qual ninguém se interessa? Mais bits desperdiçados, com tanta coisa importante que tem por ai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente tenho uma ereção ao pensar que nem sempre fui assim. Já fui homem de respeito, de família. Namorava, como disse. Tinha vida social e dava valor às coisas. Tudo foi por água abaixo quando parei de entender as relações que tinha. Namorar não fazia mais sentido e eu ainda não sabia que ela me traía. Talvez nem me traía e só começou depois que eu virei aquele estranho dentro de casa. Desconfiava dos meus amigos e até mesmo da minha família. Depois, fui pego de surpresa por uma doença desgraçada que me jogava ao chão a tremer dos pés a cabeça. Voltava a mim com a lingua sangrando, atravessada pelos dentes que quase se quebravam ao se debaterem dentro da minha boca. O corpo doía e a pele ficava roxa. Volta e meia acordava em lugares desconhecidos, com estranhos a me olharem com olhos esbugalhados e amedrontados, desesperados pra saber se eu estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia acordei no metrô, caído, vomitado e humilhado, no centro de uma multidão que me olhava espantada. A doença me atacou de tal forma que me deteriorou o cérebro e me fazer cagar nas calças e vomitar as tripas em um lugar público. Pensei seriamente em desistir, mas não tive coragem. O corpo gelava só de pensar em sumir deste mundo sem deixar uma marca que fosse. Não queria ser somente mais um nome na tabela de óbitos do jornal de domingo. Não poderia terminar assim... e não terminou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7108491662862243408?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7108491662862243408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/silencio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7108491662862243408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7108491662862243408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5546652333762595061</id><published>2010-06-21T00:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T00:25:15.491-07:00</updated><title type='text'>Assim mesmo, sem ordem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela brincadeira de criança se tornou adulta. Perdeu a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manteve-se a memória, apenas isso. Os primeiros passos, os primeiros balbucios, primeiros rabiscos, bronca, aviãozinho, video-game, raiva, punheta, estudos, punheta, vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um universitário de respeito perdido na bebida e nas drogas. Fazendo teatro aos finais de semana pra quebrar o gelo do um-mais-um-rais-quadrada-de-três-não-sei. Também, foi escolher logo engenharia? Devia ter ido viver a vida. Hoje em dia apenas sonha com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pés descalços se enraizaram na cidade que me acolheu. Os donos dos bares me conhecem pelo nome. Os novos animais que adentram este meu mundo - leia-se, os bixos universitários - me respeitam por qualquer besteira e não por quem eu sou. Aliás, duvido que saibam quem eu sou. Fazer o quê, também não sei quem eles são. Pra mim, são bixos. Aliás, entraram gente, se tornaram bixos e talvez saiam uma mistura. Bixo-Homem, que sabe fazer contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornar ao lar também não é facil. Ver minhas coisas antigas espalhadas pelo chão, quase do jeito que as deixei, é espantoso. Sou pai de mim mesmo me vendo brincar pelo chão sujo que me deixou marcas até hoje, por dentro, nas tripas. Me revirou as tripas mesmo ver o antigo sapato que eu fingia ser um carro e depois um avião. Meu velho video-game empoeirado. Minha coleção de propagandas de langerie que me esquentavam em noites solitárias, quando a casa era água parada e eu era rio que desaguava no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revivi tudo isso. Senti o orgasmo. Voei alto de carro-avião e travei batalha contra um exército inteiro de homenzinhos imaginários. Comandos em ação. Que barato. Tirei os sapatos pra entrar em casa. Dei beijo na mãe, no pai. Passei reto pelas fotos nas estantes e nem percebi meu primeiro desenho -de quando era um bebê; enquadrado, imortalizado, fazendo centro na sala de estar. Fui direto para o meu quarto, velho quarto, arrumado, esperando o filho que não volta mais, voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei ao pé da cama e chorei feito um bebê, em pele de adulto. Enxuguei as lágrimas. Agarrei o controle e destrocei centenas de zumbis famintos que estavam prestes a acabar com o meu dia. Alguns minutos depois meu filho entrou no quarto e parou a me olhar, em pé. "O que é isso?", Meu antigo video-game, "Bem antigo ein!", Tem idade pra ser seu avô, "Que coisa chata! Desliga isso e liga o meu que é bem melhor.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sim. Minha infância envelheceu. Ainda que permaneça jovem dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5546652333762595061?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5546652333762595061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/assim-mesmo-sem-ordem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5546652333762595061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5546652333762595061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/assim-mesmo-sem-ordem.html' title='Assim mesmo, sem ordem'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7299895390420033024</id><published>2010-06-19T22:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T22:56:36.248-07:00</updated><title type='text'>E agora?</title><content type='html'>Três da manhã. Precisando dormir, mas fico preso nessa porcaria de computador.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pensando em como fazer os outros pensarem amanhã (ou hoje) cedo, na reunião que terei mais tarde. Preciso fazer os outros pensarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como? Se às vezes duvido que eu mesmo sou capaz de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de um estímulo. Um dos grandes. Talvez uma boa noite de sono pra me trazer boas idéias. Sonhos reveladores ou aquelas epifanias que fazem as pessoas se entenderem no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entender no mundo. Está aí algo a se pensar. Pergunta sem resposta que dá pano pra manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já se localizou no mundo hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já parou de apenas existir e começou a viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo para pensar. Tempo de sobra para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas anotando aqui alguns pensamentos da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpas. E desejo boa noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7299895390420033024?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7299895390420033024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/e-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7299895390420033024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7299895390420033024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/e-agora.html' title='E agora?'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-78469494395946565</id><published>2010-06-08T20:06:00.001-07:00</published><updated>2010-06-12T14:19:31.588-07:00</updated><title type='text'>Flores que fedem</title><content type='html'>Fiquei aqui o dia todo observando flores&lt;br /&gt;e tentando achá-las bonitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sentei em frente a uma rosa&lt;br /&gt;Vermelha e grande&lt;br /&gt;Fedida&lt;br /&gt;e feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo graça em flores&lt;br /&gt;prefiro televisão&lt;br /&gt;Acho bonito ver gente na televisão&lt;br /&gt;Da pra sentir o cheiro&lt;br /&gt;e é melhor do que o de flores&lt;br /&gt;Mesmo não dando, de fato,&lt;br /&gt;pra sentir o cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a conclusão de que odeio flores&lt;br /&gt;As árvores eu respeito&lt;br /&gt;porque são grandes&lt;br /&gt;e meu pai me ensinou a não mexer&lt;br /&gt;com coisa grande&lt;br /&gt;a não ser que eu tivesse uma arma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho uma arma&lt;br /&gt;Odeio flores&lt;br /&gt;Respeito árvores&lt;br /&gt;Gosto de televisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me levantei e fui cheirar a rosa&lt;br /&gt;Vermelha e grande&lt;br /&gt;e feia&lt;br /&gt;e, como ja havia dito, fedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuava fedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a conclusão de que odeio flores que fedem&lt;br /&gt;As outras não tentei ainda.&lt;br /&gt;Fica pra outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-78469494395946565?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/78469494395946565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/flores-que-fedem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/78469494395946565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/78469494395946565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/flores-que-fedem.html' title='Flores que fedem'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5626442139302845892</id><published>2010-06-07T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T17:34:01.738-07:00</updated><title type='text'>Um banco sujo e manco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida perfeita. Não muito o que falar sobre, apenas viver isso. Ou não. Mais um dia que começa com um banho, vestir a roupa de sempre, calçar os sapatos, vestir o sorriso e o espírito de "boa vizinhança" e sair às ruas pronto pra convencer que levo a vida perfeita. Mulher e filhos, todos lindos e perfeitos. Jardim impecável em uma casa grande e bonita no melhor bairro da cidade. Tudo tão claro e limpo pra quem vê, mas tão escuro e sujo pra mim. Só mais um dia em minha vida perfeita. Gostaria de uma corda em meu pescoço, um banco sujo e manco em que eu pudesse subir e chutar quando todos estivessem chegando do trabalho. Se bem que seria melhor se tivesse sangue na cena. Chocante e revigorante. Crianças nadando na piscina ensaguentanda onde eu tenha me matado. Corte perfeito em baixo do braço esquerdo, preservando a imagem pra quem chegasse primeiro em cena. Eu, finalmente fora de mim em forma de sangue, o corpo branco e frio e o sangue quente e vermelho negro. O fim perfeito para a vida perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5626442139302845892?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5626442139302845892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/um-banco-sujo-e-manco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5626442139302845892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5626442139302845892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/um-banco-sujo-e-manco.html' title='Um banco sujo e manco'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1481849255429595746</id><published>2010-06-04T11:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T14:24:18.485-07:00</updated><title type='text'>Se eu soubesse cantar, cantaria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz anos que não ligo minha guitarra. Não é a toa, também... não sei tocar! Nunca soube realmente, mas já tive uma banda, por incrível que pareça. Nem tão incrível assim pra quem já nos ouviu tocando... uma desgraça! Parecíamos quatro caras com pedaços de pau na mão que jurávamos que faziam os sons que a gente queria, mas não, não fazia. Cantando então, uma caganeira sem tamanho. O importante é que nos divertíamos bastante e rolava vários charmes na hora de tocar, pra conquistar as garotinhas do colégio - sim, só tocamos no colégio e ainda por dó eu suspeito. Nunca peguei ninguém por causa da banda. Me valia mais segurar o violão nos luais, sem tocar nada, só fingindo mesmo, do que de fato tocar. Segurar o violão me deixava bonito. Tocá-lo me fazia tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comprei minha guitarra, quis a mais bonita, claro. Já sabia que o que valia era a beleza dela e não a minha e o estilo que eu fazia quando a segurava e pulava feito louco em cima do palco - que na verdade nunca foi um palco porque sempre tocamos no chão - me garantia alguns sorrisos. Depois de uns anos tentando, descobri que eu servia pra ser guitarra base e que se eu deixasse o som um pouco mais baixo, não me destacaria muito e o outro guitarrista faria tudo. Como ninguém sabia de onde o som tava vindo de fato, porque eu enganava bem, o crédito seria dividido. Entretando o outro guitarrista também não era lá aquelas coisas e no final, a banda era péssima. Porém, como existe gosto para tudo, houveram aqueles que gostavam do som da nossa banda, ou melhor, do estupro ao som que a banda fazia. Tivemos camisetas com nosso nome e uma meia dúzia de garotas novinhas que mal sabiam o que eram pêlos pubianos. Que diferença faz, afinal? Quando elas tem a gente pede pra tirar mesmo, então estava bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que a coisa não durou muito. Veio a faculdade e estragou tudo. Quero dizer, não tudo, afinal de contas me formarei engenheiro, talvez. Melhor do que tentar a vida de músico, artista ou coisa assim. Ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rockstar&lt;/span&gt; não é pra quaquer um. Eu que sempre me recusei a ter cabelo comprido não me daria bem nessa profissão. Além do que, com os visuais que se vê por ai hoje em dia o melhor mesmo é ficar assim: engenheiro. Ainda bem que isso não significa que eu preciso parar de tocar meu violão, graças-a-deus. Acho até que a qualidade musical de minhas canções melhoraram. Também, depois de tanta bosta que vemos na universidade, é a única arma que temos... a música, o texto, a poesia, enfim: a arte. Porque até onde eu sei, raiz quadrada não critica,  só se enquadra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1481849255429595746?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1481849255429595746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/se-eu-soubesse-cantar-cataria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1481849255429595746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1481849255429595746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/se-eu-soubesse-cantar-cataria.html' title='Se eu soubesse cantar, cantaria'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8260429084818884255</id><published>2010-06-02T07:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T07:40:22.167-07:00</updated><title type='text'>Subsolo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentei-me em um banco na praça da XV com esperança de poder pensar. Precisava pensar na vida, coisa que não fazia há dias, semanas ou talvez meses até. Escolhi o banco que ficava de frente para o centro da praça, em baixo de uma árvore grande e acolhedora. Percebi que fazia isso sempre que precisava pensar: me sentava perto de coisas imponentes, um prédio muito alto, uma árvore grande, uma mulher bem gorda. Acho que fazia isso por instinto, pra me lembrar da época em que pensar na vida era deitar no colo de minha mãe, com os olhos cheios d'água e sentir sua mão em meus cabelos enquanto ouvia os sons que ela fazia com a boca, esperando que eu me acalmasse, seja lá o que fosse que tivesse me abalado. Não que minha mãe fosse grande ou gorda e muito menos imponente, mas para o meu tamanho e idade ela era o máximo de poder que eu tinha de exemplo. O olhar fixo e carinhoso que ela me dava me trazia paz, assim como o meu olhar fixo em algo grande e imponete me traz paz hoje. Me sentir pequeno me tira as responsabilidades e ambições e me faz sentir a liberdade de ser criança de novo, quando minha maior preocupação era saber qual o próximo desenho animado passaria na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me dei conta, estava sentado no banco com as pernas o mais pra frente possível e a cabeça o mais pra trás possível. Estava com os olhos perdidos nos emaranhados daquela árvore imensa e robusta. Me ajeitei olhando para os lados pensando se alguém havia reparado que eu estava daquele jeito, largado no banco da praça. Um homem feito, com seu metro e oitenta e largado no banco da praça, inprodutivo. Voltou-me de repente aquele velho sentimento adulto: vergonha. Fixei os olhos então no centro da praça, à minha frente, e voltei para o meu mundo de pensamentos, para o subsolo da humanidade, onde todos vivemos algum momento antes de voltar à superfície. Meu subsolo era escuro, mas muito aconchegante. O silêncio era o meu melhor amigo e o negro à frente de meus olhos me davam a sensação de perda de controle. Era como ser mente sem corpo, sem movimento, apenas pensamentos. Eu era pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei daquele transe mais umas duas ou três vezes antes de decidir que era hora de voltar pra casa. Antes de me levantar, olhei mais uma vez ao redor buscando alguém que pudesse ter me visto ali, naquela situação, com o corpo exposto enquanto a mente viajava fundo debaixo da terra e não encontrei um único olhar a me encarar. Havia muitas pessoas por ali, sozinhas, sentadas em bancos de forma aleatória e, para a minha surpresa, estavam todas com o mesmo olhar. Todas afundadas em seus próprios subsolos. Por um momento fiquei triste, em pensar que nem mesmo isso era somente meu, o subsolo. Nem o que eu tinha de mais individual era unicamente meu. Levantei-me olhando para aquelas pessoas como se estivesse olhando pra mim mesmo. Encarei todos aqueles olhos fixos e sem vida, abandonados pelas mentes que se afundavam cada vez mais e pensei: "preciso parar com isso, hora dessas me afundo de vez e não saberei como voltar." e fui embora, sem pensar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Influenciado, ou nem tanto, pela peça que assisti ontem: Memórias do Subsolo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8260429084818884255?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8260429084818884255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/subsolo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8260429084818884255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8260429084818884255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/06/subsolo.html' title='Subsolo'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5568633717868682860</id><published>2010-05-19T16:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T16:39:57.554-07:00</updated><title type='text'>Prematuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era tarde fria naquela cidade pacata. Ele, deitado ao chão e coberto de trapos procurava o galo mais confortável em sua cabeça pra descansar. Virava para um lado, virava para o outro, mas não achava. Maldita cabeça que não fora feita como um travesseiro, mas toda de osso duro. Pelo menos assim, distraído, não tinha tempo pra pensar na fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que passou ao seu lado, olhou e deu de ombros. Outra, jogou uma moeda pra se sentir melhor. Ele continuou se ajeitando e não deu a mínima bola. Pensava agora em quantos ossos devia ter no corpo e como todos eles doíam naquele frio. Os dentes rangiam e ha noites não dormia direito com tremedeiras. Não que nas noites de verão dormisse melhor, afinal de contas, era um homem de rua que dormia no chão e seria uma mentira dizer que já tivera uma boa noite de sono. Talvez quando era criança, quando dormia no colo da mãe, mas também não se lembraria agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes ficava parado, olhando para o nada, tentando se lembrar desta época distante de quando era pequeno. Não consseguia recuperar a memória daquele tempo. Talvez pelo uso abusivo de drogas, talvez porque sua mãe morreu quando era muito novo e não teve tempo de ser criança. Não importa, o que importa é que não lembrava e às vezes, louco de drogas, imaginava ter nascido homem feito. Tinha alucinações e se via saindo da vagina de sua mãe cheio de sangue, barbudo, com uma garrafa de vinho barato em uma mão e um cigarro na outra. Quem o observava em plena loucura via um homem nascendo do ventre de uma mãe imaginária, com um sorriso parecendo choro e fumando um cigarro imaginário. Depois tossia sangue e caía ao chão em desmaio. No dia seguinte, acordava com o sol na cara e o corpo doído do nascimento. "Nasci prematuro" - pensava. "Homem feito, mas prematuro". Pegava suas coisas e ia dormir em outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5568633717868682860?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5568633717868682860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/prematuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5568633717868682860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5568633717868682860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/prematuro.html' title='Prematuro'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7073174864475447945</id><published>2010-05-10T18:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T19:01:05.851-07:00</updated><title type='text'>Nãna</title><content type='html'>Lembro que ela me pediu um gole da minha soda. Neguei de brincadeira, mas ela não entendeu. Logo fechou a cara e não queria mais falar comigo, dizendo que eu era um egoísta. Tentei explicar, mas ela fez charme. Brincou comigo até que eu jurasse que não queria magoá-la e que dividiria meu refrigerante, sorvete, cerveja ou o que fosse sempre que ela pedisse, sem pensar duas vezes. Jurei contrariado, mas jurei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lu", é assim que a chamo. Gosta quando brinco com seu nome e uso pedaços dele ao invés de usar tudo de uma vez. Assim como faço com ela quando estamos na cama, ela diz. Pedacinho por pedacinho até que o todo se satisfaça. Ela lembra de sexo quando a chamo de Lu, ou Nana - pronunciando Nãna, com voz de criança. Luana se excita. E eu não tenho vergonha de contar isso. Todo casal se trata como criança e, no geral, são realmente duas crianças. Quando se beijam de manhã viram adultos para os seus trabalhos e para a vida dura, cotidiana. De volta, na janta, se beijam de novo e voltam a ser dois adolescentes apaixonados ou briguentos, depende do casal, ou do tempo que estão juntos. Cedo ou tarde, todos viram adolescentes briguentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quer sorvete, Lu?", perguntei. Ela aceitou, com a condição de que dividíssemos. Estava me testando, provavelmente e eu passei. Comprei um sorvete de casquinha porque sei que ela gosta de comer o "rabinho", que é a parte final, quando sobra apenas a casca seca e doce. As vezes comentava com ela que tambem gostaria de comer o "rabinho". Ela entendia e sorria, sem graça, dizendo: "Um dia, meu amor. Seja paciente. Se não, o que irá sobrar pra depois do casamento?". Eu sempre dava risada, não dela, mas de pensar que esperaria anos por isso e que talvez nem acontecesse. Ela comendo o rabinho do sorvete enquanto pensava em casamento e eu pensando em casamento querendo comer o rabinho. Que ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos até o final do parque. Era um parque de diversões desses que aparecem em terrenos abandonados, onde em outros momentos haviam circos ou feiras de carros usados. Nenhum brinquedo parecia confiável o suficiente pra se arriscar. Demos a volta e caminhamos em direção a saída. Consigo me lembrar perfeitamente de nós dois, percorrendo o caminho de terra que dava à entrada do parque. Ao fundo estava a roda gigante iluminada, que acendia luzes do centro para fora, amarelas e vermelhas parecendo fogo. Aos lados, palhaços e crianças corriam quase em camera lenta, se encurralando em brincadeiras de pegar. No centro, ela se deliciando com o que sobrara do sorvete enquanto eu a abraçava pelos ombros com o braço esquerdo, bem apertado em sinal de proteção, e segurava na mão direita um urso de pelucia - conquistado na barraquinha três do palhaço Suruba ou sei la o que. À nossa frente, apenas a escuridão do mundo afora, nos esperando na saída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7073174864475447945?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7073174864475447945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/nana.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7073174864475447945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7073174864475447945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/nana.html' title='Nãna'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8869220562999168660</id><published>2010-05-09T17:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T17:39:27.821-07:00</updated><title type='text'>Nua e fria</title><content type='html'>Por mais esperado que fosse que ela chorasse, não chorava. Mantinha sempre aquela cara estática, sem expressão qualquer, que não deixava espaço para especulação alguma sobre o que estava pensando. Cara-de-cu, de fato. Devia estar degustando o amargo gosto da perda. Os olhos se mantinham fixos no caixão à sua frente. Seu pai morto, estendido e duro feito pedra. Feito a cara dela, que não soltava uma lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma cena triste, claro. Aliás, seria se ela não fosse uma desgraçada que fugira de casa aos doze anos sem mais nem porque. Diziam que era por causa de um namoradinho qualquer. Vai saber. Ficou sabendo do pai doze anos depois, morto em um acidente estúpido de carro. Coincidência maluca. Doze anos com ele, outros doze sem ele. Ou pior, agora o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe a olhava com desprezo, tamanho era o baque de ver a filha ingrata depois de tantos anos sem uma única notícia. Pelo menos tivera a descência de aparecer no enterro do pai. Pena que indecentemente de saia curta e colada ao corpo, ainda que preta em sinal de luto. Mais parecia uma prostituta fingindo chorar a morte do seu cafetão. Um choro sem lágrimas, quase indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o corpo alcançou o fundo negro e obscuro da cova, ela suspirou. Soluçou duas vezes e desembestou a chorar. A mãe a olhava sem entender e com certa vergonha daquele choro em frente aos amigos. Poucos sabiam que era a filha. Outros pensavam que era a amante. Todos achavam que era puta. Inclusive a mãe que não sabia o que a filha fazia pra sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da última pá de areia, a mãe se ajoelhou e chorou em silêncio. Todos foram saindo, deixando a senhora chorar seu luto e por fim ficaram mãe e filha, frente a frente, separadas pelo montinho de areia que cobria o pai. A moça continuava em pé, com o choro já contido, olhando para a mãe e buscando semelhanças no rosto e no corpo. Quem observasse de longe veria a filha a esquerda do túmulo, em pé, de saia curta e inteira de preto e a mãe à direita, ajoelhada de saia longa, também de preto. Ao meio, o pai morto e enterrado, com uma lápide em cima de sua cabeça que dizia: "pai esquecido, marido amado". Injusto demais para terminar numa lápide nua e fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8869220562999168660?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8869220562999168660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/nua-e-fria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8869220562999168660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8869220562999168660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/nua-e-fria.html' title='Nua e fria'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5185941276317940715</id><published>2010-05-09T08:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T08:27:47.781-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Escrever é perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5185941276317940715?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5185941276317940715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5185941276317940715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5185941276317940715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6400584735822144019</id><published>2010-05-02T10:39:00.001-07:00</published><updated>2010-05-02T11:11:18.002-07:00</updated><title type='text'>Noite quente</title><content type='html'>Não bastasse o baque surdo do punho que me acertava em cheio o olho esquerdo, veio também um velho conhecido insulto:&lt;br /&gt;-Filho da puta!&lt;br /&gt;-AHHHHHHH! - respondi, de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estirado no chão por alguns segundos tentando entender o que havia acontecido e então entendi. Maria era mulher dele e eu não sabia. Ele, marido dela, era agressivo e eu também não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei me levantar devagar, mas desisti. Percebi que meu esforço pra manter o copo de bebida intacto havia sido inútil. Alias, não inútil por completo, o copo ainda estava intacto, a bebida é que agora estava inteira em cima de mim. Justo na blusa novinha que Maria havia me dado. Igual à dele, por sinal. Talvez isso tenha me entregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Levanta seu merda! - ele continuou.&lt;br /&gt;-Me dê um minuto. - pedi.&lt;br /&gt;-Ora, seu...&lt;br /&gt;-Amor, pare! - gritou Maria, finalmente a meu favor.&lt;br /&gt;-Como "pare", sua.. sua... Ora, não fuja! - gritou ele novamente quando me viu engatinhando em direção à porta.&lt;br /&gt;-Desculpe, senhor. Eu não sabia! - confessei.&lt;br /&gt;-Mentiroso! - e me chutou as pernas me fazendo cair de novo.&lt;br /&gt;-Ele não sabia mesmo, amor! Juro! - Maria piedosa.&lt;br /&gt;-Sua biscate!&lt;br /&gt;-Hei! Não fale assim com a mulher que nos conquistou! - falei.&lt;br /&gt;-Seu atrevido de merda!! Levanta daí! - gritou o marido.&lt;br /&gt;-Não levanto! Tá doendo!&lt;br /&gt;-Quer gelo? - perguntou Maria.&lt;br /&gt;-Sim, por favor.&lt;br /&gt;-Se for buscar vai ser pra sua cara sua puta! - falou o marido.&lt;br /&gt;-O quê? - Maria puta.&lt;br /&gt;-Eu quis dizer... - marido medroso.&lt;br /&gt;-Eu vou embora, seu bosta!&lt;br /&gt;-Não meu amor, me desculpe! Por favor, eu...&lt;br /&gt;-Por isso eu o traí! Seu pau mole de merda! - Maria ofensiva.&lt;br /&gt;-Não! Espera... - marido chorão.&lt;br /&gt;-Ela foi embora! - eu, intrometido.&lt;br /&gt;-Eu vou te matar! - e me pegou pelos cabelos.&lt;br /&gt;-Calma, amigo! Calma! Ai que dor, filho da puta!&lt;br /&gt;-Lá fora! Agora!&lt;br /&gt;-Lá fora? Já chamamos atenção aqui dentro, por que levar isso pra lá? Vai estragar minha imagem nas ruas.&lt;br /&gt;-Cale a boca!&lt;br /&gt;-Não calo! Você vai me bater então eu vou te encher o saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique claro que eu não estava realmente calmo, apesar da conversa deixar a entender que sim. Estava completamente desesperando, me debatendo feito louco, com um brutamontes me segurando pelos cabelos prestes a me mostrar que não era de fato um "pau mole" como a mulher havia dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Reaja! Lute como um homem! - cuspia o cara.&lt;br /&gt;-Não quero te matar! - respondi, me cagando todo.&lt;br /&gt;-Me bate, seu merda!&lt;br /&gt;-Me bate você, seu viado sem bolas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, me lembro apenas de acordar na rua, sem meus sapatos e sem minha carteira, com dois olhos inchados e uma dor de cabeça insuportável. Tenho quase certeza também que tinha cuspe no cabelo, ou cocô de pomba, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas passavam olhando pra mim, mas ninguém me ajudava, achando que eu era um mendigo ou um bandidinho qualquer. Levantei-me devagar. Procurei por algum trocado nos bolsos, mas nada. Nem um centavo, não me deixaram nada. Olhei para o bar em frente, onde tudo aconteceu. Entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom dia! - falei.&lt;br /&gt;-Tem certeza? - perguntou o dono.&lt;br /&gt;-Depende. O senhor vende fiado?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Então esquece, vai ser um péssimo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6400584735822144019?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6400584735822144019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/noite-quente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6400584735822144019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6400584735822144019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/noite-quente.html' title='Noite quente'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4331128793897221816</id><published>2010-05-01T20:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T20:52:14.029-07:00</updated><title type='text'>Noite fria</title><content type='html'>Estavam bêbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentado na cadeira de plástico branca, ela em pé ao lado dele. Enquanto ele tragava a fumaça de um cigarro light, ela soltava o ar gelado e cheirando a cerveja que se acumulava em seus pulmões enquanto ela pensava. Nele, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocavam de papéis. Ela pegava o cigarro e tragava enquanto ele soltava o ar gelado e batia com a ponta dos dedos nos cantos da cadeira branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela resolveu se abaixar para falar alguma coisa ao ouvido dele, ele a beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aceitou, mas levou na brincadeira. Ele estava bêbado demais pra ter certeza se aquele beijo tinha realmente acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois retomaram o ritual da fumaça e ar gelado até que ela falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é aquela paixão de colegial, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sei. - ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago. Ar gelado. Dedos na ponta da cadeira branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No céu nada se via, além da neblina branca de mais um noite fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4331128793897221816?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4331128793897221816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/noite-fria.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4331128793897221816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4331128793897221816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/05/noite-fria.html' title='Noite fria'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5891094096987699111</id><published>2010-04-19T18:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T19:14:14.533-07:00</updated><title type='text'>Guarda-chuva</title><content type='html'>Debruçado na janela do quarto, observava. Lá fora todas aquelas pessoas com seus pensamentos tão importantes zanzavam de um lado a outro falando em seus celulares e andando em seus automóveis. Daqui de cima, as via como formigas. Vulneráveis e famintas. Tão suscetíveis a qualquer bexiga d'água que as fizesse sorrir. Pensei em como tinha o poder de acabar com esta monotonia em que viviam, com uma simples bexiga amarela se espatifando no chão e jogando água para todos os lados. Depois uma outra verde, uma vermelha, uma azul e todas se espatifando e libertando de dentro delas a água e o riso encalhado das pessoas forminídeas - é assim que as chamo daqui de cima. Imaginei então a chuva de bexigas e as gotas que, na verdade, subiam ao serem libertas do ventre da borracha. Chovendo bexiga pra baixo, chovendo água pra cima. Que loucura, que caos. Que belo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi nitidamente então as pessoas se escondendo debaixo de suas pastas com documentos importantíssimos, mas nem tão importantes quanto seus cabelos bem arrumados. Alguns entraram nos carros, outros correram para os comercios por ali, buscando abrigo e proteção contra o apocalipse de látex e água fresca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as pessoas fominídeas que vejo todos os dias daqui de cima. Têm medo das cores e de água fresca. Preferem ternos pretos e coca-cola. Preferem os mesmos caminhos traçados e programados em seus gê-pê-esses. Preferem o trabalho à vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui de cima fico eu, observando. Sozinho no privilégio de ser diferente, até me lembrar que amanha cedo tem aula, trabalho, louça pra lavar. Fecho a janela sem lançar uma única bexiga, entro neste blog e escrevo sobre isso. Mais tarde vou desligar o computador, ler um trecho de um livro qualquer, dormir e acordar cedo para programar o meu GPS e garantir que não perca nenhum compromisso. E anotarei num bilhete na geladeira assim: Leve um guarda-chuva, pode ser que chova bexigas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5891094096987699111?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5891094096987699111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/guarda-chuvas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5891094096987699111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5891094096987699111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/guarda-chuvas.html' title='Guarda-chuva'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-341868827457659691</id><published>2010-04-18T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T07:48:47.092-07:00</updated><title type='text'>(D)esclarecimentos</title><content type='html'>Esses dias estava pensando sobre o modo como escrevo aqui no blog. Quase sempre coloco um texto viajado, cheio de palavras que as vezes nem eu sei o que significa, tentando traduzir um sentimento ou um momento que tive. Gosto bastante de escrever dessa forma, já que geralmente pra mim aquilo realmente traduz o que estou pensando. O problema - se for realmente um problema - é que alguém depois sempre pergunta: "que porra é aquela que você escreveu?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que alguém me pergunta isso eu fico pensando se o que escrevo aqui no blog, já que é um espaço público, é pra mim ou para os outros. Vejo que ninguém nunca comenta nos meus textos, o que não acho ruim de fato, e torna o blog algo inteiramente voltado pra mim. Ou não? Talvez não, porque eu sei que mesmo sem comentar, algumas pessoas frequentam este meu humilde pedaço da internet. Pode ser também que as minhas diarréias mentais não tenham agradado a muitos no começo e agora estes nem frequentam mais o grande edgar como faziam antes, porque aqui só encontram bosta ou coisa de "zé droguinha" como diz um amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato tem muita bosta, mas preciso me manifestar quanto a esse pensamento. Mais pra mim do que para os outros. Por que escrevo bosta? Por que tantas palavras jogadas para definir um momento ou sentimento? Não poderia simplesmente entrar aqui e escrever: "RAIVA.", "AMOR.", "ALEGRIA.", "TRISTEZA.". Enfim, deu pra entender? Por que não facilitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul Seixas parece já ter passado pelas mesmas dúvidas, julgando pela música "Eu quero mesmo", em que ele diz assim "Eu tinha medo de ver a beleza da simplicidade...". Não é mais ou menos isso? Pelo tanto de perguntas que já fiz a mim mesmo neste tópico creio que é exatamente isso: medo. Medo de ser conciso, medo de me entender melhor do que eu realmente quero, medo de perder o romantismo da vida que permite traduzir os sentidos em palavras desconexas. Afinal de contas já ficou claro que gosto disso mais do que escrever textos muito bem pensados e com parágrafos e frases bem definidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não posso parar de escrever assim desse jeito, cheio de frases que não dizem porra nenhuma a ninguém a não ser pra mim. O grande edgar é uma espécie de alter ego meu, pelo visto. Espero que isso também não desagrade a quem le minhas loucuras, mas tento não escrever pensando em quem le, pra que assim eu possa escrever sem os embelezamentos liricos que agradam, mas sim com verdadeiramente com o que vem de mim, de la de dentro, mesmo que seja ruim. Pode ser também que isso um dia vire um grande sucesso. Que alguém descubra este blog e reuna a pequena parcela da população que pode gostar do que eu escrevo e publicar um livro com "os pensamentos profundos do grande edgar" ou algo assim. Sonhando demais? Vai saber. Ta cheio de livro escrito para o ego do autor por ai. Por que não mais esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, chega de perguntas e pensamentos vazio. Cansei de escrever certinho. Vou viajar um pouco e volto na próxima com algum texto viajado e assassinando a lingua portuguesa. Sou péssimo em gramática caso não tenham notado. Até a próxima então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-341868827457659691?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/341868827457659691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/desclarecimentos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/341868827457659691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/341868827457659691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/desclarecimentos.html' title='(D)esclarecimentos'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-9203492252885126668</id><published>2010-04-16T19:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T19:38:54.663-07:00</updated><title type='text'>"..."</title><content type='html'>"...porque no final o importante é tirar as pessoas da inércia e levá-las à ter uma experiência quase transcendental. Um gozo imaterial de sensações e emoções. Uma dose de distânciamento e uma injeção, na medida, de si mesmos. Assim, podemos ter um pouco de cada um ao nosso redor dentro de nós mesmos e levar aqueles que amamos para sempre conosco, um pedaço que seja, como uma marca ou como uma cicatriz, que serve para nos lembrar sempre de que o passado realmente existiu."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-9203492252885126668?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/9203492252885126668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9203492252885126668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9203492252885126668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='&quot;...&quot;'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1303592151402506812</id><published>2010-04-11T13:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T14:01:21.398-07:00</updated><title type='text'>mimimi</title><content type='html'>O que resta de mim no dia de hoje é uma cabeça que pensa. O corpo liquefez -se no ensaio. Meu pé tem um buraco fudido que está doendo na alma. Meus olhos, às 18h, já indicam um sinal de farol baixo implorando por uma boa noite de sono. Mas cara, to feliz pra caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brinquei de twitter aqui mesmo, "mano"! nem ligo, tá ligado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Issaê!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1303592151402506812?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1303592151402506812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/mimimi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1303592151402506812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1303592151402506812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/04/mimimi.html' title='mimimi'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6287794601003023900</id><published>2010-03-31T20:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T20:14:02.225-07:00</updated><title type='text'>tum-tum-tum</title><content type='html'>Cara, esse barulho chato, insistente, começa a me doer os ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou como um zumbido bobo, uma voz de consciência fraca e sem sentido. Agora é maquinário, é rua movimentada, é New York enlatada. Começa a me deixar louco. Louco de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acho que fala comigo. "TUM-TUM-TUM". Às vezes acho que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, se fosse falar ia falar o que? Que minha vida é isso, minha vida é aquilo. Nada de novo, afinal. Só o mesmo tum-tum-tum de sempre. Ad Infinitum ou sei lá o que. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não importa mais também. É tão repetitivo, sempre no mesmo intervalo, sempre no mesmo periodo, tão cotidiano, que é como se levantar todos os dias, tomar o café, estudar-trabalhar-trepar, dormir. É como rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for ver bem é assim mesmo. A vida é um zumbido chato e insistente que aprendemos a conviver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6287794601003023900?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6287794601003023900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/tum-tum-tum.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6287794601003023900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6287794601003023900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/tum-tum-tum.html' title='tum-tum-tum'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3042941976626736111</id><published>2010-03-30T08:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T09:21:00.126-07:00</updated><title type='text'>Os funerais do coelho branco</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8IN4Sqr1FVA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8IN4Sqr1FVA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" height="265"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sento ao canto, em um sofá/puff que encontro encostado na parede. Copo de cerveja na mão. Cerveja gelada. Do outro lado, a festa, onde as pessoas dançam e conversam feito papagaios. Ao meu lado uma garota semi-morta escorada na pareda e com a mão direita quase enconstando em seu próprio vomito. Ela está com a saia acima da cintura e eu posso ver sua calcinha. Seria um tesão se não fosse tão nojento aquele vômito ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando em frente vejo novamente as pessoas dançando. As bundinhas de todas as menininhas que eu finjo ter o maior respeito no dia-a-dia estão balançando hipnoticamente. Gole de cerveja. Não quero ir até lá pra dançar. Quero ir até la pra trepar com todas elas. Penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaro minha cerveja pensando em como sou fracassado. Ou "estou-em-fase-de-mudança" como diz minha analista. Que fracassado, frequento uma analista. Me sinto tão diferente mas ainda sou comum como todo mundo, ligado a todos ao meu redor pela mesma pergunta clichê. Quem eu sou afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo toca uma música que diz "...e o que eu queria mesmo era copo de água suja pra beber". Fato. Beberia um copo de água suja só pra variar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música boa. Olho novamente pra garota com a calcinha aparecendo. Ninguém mais está olhando. Respiro fundo. Último gole da cerveja já quente. Vou até ela e pergunto se está viva. Não responde. Olho bem pra calcinha com um pouco do volume dos pêlos. Cor-de-rosa com pelinhos. Olho ao redor. Ninguém. Olho pro rosto dela e não tenho idéia de quem ela seja. "Foda-se", penso, e vou embora bêbado deixando a música de fundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tento pensar em coisas&lt;br /&gt;Que não me deixem lembrar&lt;br /&gt;Das noites em que&lt;br /&gt;Fiz planos para&lt;br /&gt;Trocar os meus olhos&lt;br /&gt;Por estes restos de comida e&lt;br /&gt;Cinzas de cigarro molhadas&lt;br /&gt;Impressas no tapete&lt;br /&gt;Em festas que estive&lt;br /&gt;E ninguém me viu&lt;br /&gt;Atirar bolo aos peixes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que teorizar sobre estar só&lt;br /&gt;Se o inverso de ser feliz&lt;br /&gt;É a certeza de saber que&lt;br /&gt;Nem sempre temos&lt;br /&gt;Respostas que queremos ouvir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me liga! - ela disse&lt;br /&gt;Na verdade sequer lembra o meu nome&lt;br /&gt;Ligo sim... é claro. – respondi&lt;br /&gt;Acabo sempre ligando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabe, hoje talvez passe&lt;br /&gt;aquele filme que eu gosto tanto..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É eu podia ser gentil&lt;br /&gt;E perguntar coisas fúteis,&lt;br /&gt;Mas o que eu queria mesmo&lt;br /&gt;É ter um copo de água suja&lt;br /&gt;Pra beber e parar de fingir&lt;br /&gt;No saber se o vazio é bem maior&lt;br /&gt;Agora que sabemos ter feito&lt;br /&gt;O melhor pra nós dois&lt;br /&gt;E deixamos tudo mais pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe,&lt;br /&gt;Às vezes, penso mesmo que dizer&lt;br /&gt;“deixa pra lá” cansa menos&lt;br /&gt;e você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Os Funerais do Coelho Branco - Dance of Days)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3042941976626736111?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3042941976626736111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/os-funerais-do-coelho-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3042941976626736111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3042941976626736111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/os-funerais-do-coelho-branco.html' title='Os funerais do coelho branco'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8615968201041992083</id><published>2010-03-28T09:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T09:28:17.141-07:00</updated><title type='text'>Café e palavras</title><content type='html'>Uma palavra após a outra. Um pedaço de carne. Uhm que delícia, obrigado-pai. Volto e escrevo mais um pouco. Penso. Penso que penso. Esqueço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café - palavra - café. Café e palavras, a combinação perfeita. Talvez pra quem sabe ler e escrever. Porque burro não sabe lê, muito menos escrevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto todos os dias com essa sensação boa de estar fazendo a diferença enquanto o mundo todo se levanta todos os dias indiferente a mim. Que triste. Que chato. Que tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friends na TV. Eu também quero os meus, mas eles nem são tão legais assim. Um fuma, outro fode, outro vomita sempre que bebe. Chato. Tudo se repete em camera lenta e depois em camera rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo junto em busca de um-prato-de-comida. Essa é a beleza desta vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8615968201041992083?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8615968201041992083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/cafe-e-palavras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8615968201041992083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8615968201041992083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/cafe-e-palavras.html' title='Café e palavras'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-64120284418659494</id><published>2010-03-26T20:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T20:41:29.481-07:00</updated><title type='text'>às nuvens</title><content type='html'>As pessoas passavam pela rua como se não o vissem. Ele estava ali em pé, bem vestido, cabelos que caiam a altura dos ombros, arrumados. Nas mãos, bem ao alto, segurava uma placa: abraços grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é realmente de se esperar que haja uma pessoa com uma placa dessas, plantada como uma árvore no meio da rua, esperando ser abraçada. Porém, estava acontecendo e ninguém o abraçava. Pelo menos não por um bom tempo até que uma pessoa, caminhando lentamente em sua frente, para, lê a placa e sorri. No primeiro passo em direção a ele, a pessoa abre os braços o máximo que pode. Na mão direita uma sacola fica pendurada, na esquerda um guarda-chuva. É uma senhorinha pequena e muito sorridente e, no segundo passo, pende a cabeça para um dos lados mantendo no rosto um olhar receptivo e um sorriso de avó carinhosa. No terceiro passo, enfim, o abraço. Tem cheiro de baunilha, ele pensa. Um abraço gostoso, quantos anos, ela pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz começa a se abaixar pra deixar o abraço mais confortável e ela o aperta mais forte, como se fosse seu neto que não vê a anos. De joelhos no chão ele afasta um pouco o rosto e encara a senhorinha nos olhos. Ela solta uma das mãos de trás do rapaz, deixando o guarda-chuva apoiar na outra mão, e a coloca no rosto dele. A mão enrugada no rosto novo gera um contraste tão impactante que chega a acalmar o coração cheio de sentimentos. Todos os pensamentos passam a ser de entendimento e reflexão sobre a vida. Pensamos em quem amamos e em quem nos ama. Lembramos que o tempo passa, saindo dessa mania humana de achar que temos todo o tempo do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a mão ainda no rosto dele, ela sorri novamente e o beija na testa. Ele não consegue conter a primeira lágrima, nem a segunda e a terceira e começa a chorar. De alegria, tristeza ou emoção, nunca saberemos. Ainda assim o entendemos, assim como aquela senhora, que não chora mais porque compreende o motivo das lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente ela se solta levemente do abraço e se vai, deixando o rapaz ajoelhado e com os olhos cheios d'agua no meio da rua, com a placa ao lado, voltada ao céu, pedindo um abraço às nuvens. De repente o que era uma brincadeira, um simples abraço gratuito, ganhou um preço impagável. Ganhou o valor de um verdadeiro abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-64120284418659494?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/64120284418659494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/as-nuvens.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/64120284418659494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/64120284418659494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/as-nuvens.html' title='às nuvens'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3666976517310764951</id><published>2010-03-18T20:19:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:55:03.559-07:00</updated><title type='text'>5º andar</title><content type='html'>Conheci uma garota no caminho pra casa. Raro, sim, eu sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no mesmo lado da calçada. Ela andava a passos mais lentos do que eu, mas ainda havia certa distância entre nós. A alcancei. A inteção não era falar nada, mas simplesmente ultrapassa-la, como fazemos normalmente com as pessoas que não conhecemos, nas ruas, sem nem olhar para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, quando ja estava pra passar ao lado dela, ela, sem perceber a minha presença, fechou a passagem e quase esbarramos. Sorri. Ela ainda não havia me visto e quando fui tentar passar pelo outro lado ela me bloqueou novamente. Ri um pouco mais alto e dessa vez ela ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu to tentando... - tentei explicar.&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;-É... - fiz sinal pedindo passagem.&lt;br /&gt;-Ah! Sim, desculpe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudesse dar o próximo passo para ultrapassa-la percebi que já estava em frente ao meu prédio e parei. Ela parou também, esperando o portão se abrir. Olhei pra ela. Sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é possível. - falei.&lt;br /&gt;Risos. Cara de "o que!?", dela.&lt;br /&gt;-Moramos no mesmo prédio? Nunca te vi.&lt;br /&gt;Ela sorri e abaixa a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve explicação: meu prédio na verdade são dois prédios. Aliás, duas torres pra não ficar confuso. Duas torres as quais vou me limitar a nomeá-las de "torre de lá" e "torre de cá", sendo esta última a que eu moro e, por coincidencia, ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Moramos na mesma torre também? - perguntei retoricamente.&lt;br /&gt;Ela sacudiu a cabeça afirmativamente.&lt;br /&gt;-Qual seu nome?&lt;br /&gt;-Renata.&lt;br /&gt;-Prazer, Filippe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Sorrisos. Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é linda, vale dizer. Nos 8 ou 10 passos que demos até chegar ao elevador eu pensei: ela é linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no elevador. Apertei o 15, ela o 5. Em poucos segundos - creio que no tempo em que a porta se fechava - me imaginei descendo no 5 com ela e nunca mais voltando ao 15. Além de linda, gostosa. Poxa! Desço no 5 também. Quem dera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haviam 2 pessoas no elevador além de nós. Um casal. Dois casais, pensei. Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É você que mora numa república... - pergunto de forma genérica, fingindo que em algum momento eu já tinha ouvido falar da república dela, quando na verdade era apenas um palpite que eu esperava ser confirmado.&lt;br /&gt;-...Sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! 1º andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É da federal? - pergunto.&lt;br /&gt;-Sim. E você é da estadual?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falávamos sobre nossas universidades.&lt;br /&gt;2º andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Achei que não havia muitas republicas por aqui. - falo.&lt;br /&gt;-Hum! - ela olha pro chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fazemos muito barulho? - pergunto quase desesperado ao casal que nos acompanha, como se esperasse deles um assunto que a fizesse querer que eu descesse com ela no 5º andar.&lt;br /&gt;-Até que não. - eles respondem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso porque moramos entre duas republicas. Uma em cima, outra embaixo, não é amor? - diz a mulher do casal puxando assunto.&lt;br /&gt;-É. - responde o homem impaciente e percebendo meu desespero.&lt;br /&gt;-Mas por enquanto está tudo tranquilo. - continua a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso a mulher da minha vida, a mulher que eu imaginei do beijo ao sexo, que estava ao meu lado, olhava para o chão. Provavelmente pensava em quando seria a próxima consulta ao ginecologista ou a próxima visita ao salão de beleza, quanto a outra mulher falava sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sai dizendo tchau, interrompendo a fala da outra. Eu fico dizendo adeus, tentando imaginar a proxima vez que nos veremos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta do elevador se fecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seis meses que moro aqui nunca a havia visto e agora talvez precise esperar mais seis meses pela próxima vez. - eu penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher (do casal) que havia parado de falar, pra dizer "tchau", retoma a conversa que eu já não sabia mais do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem bufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sorrio. Depois entristeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tchau!"&lt;br /&gt;"Adeus."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3666976517310764951?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3666976517310764951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/5-andar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3666976517310764951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3666976517310764951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/5-andar.html' title='5º andar'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2487198727497941889</id><published>2010-03-16T15:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T15:44:13.195-07:00</updated><title type='text'>O rir e o riso</title><content type='html'>-Do que esta rindo?&lt;br /&gt;-Daquele cara.&lt;br /&gt;-Que cara?&lt;br /&gt;-Aquele.&lt;br /&gt;-Por que?&lt;br /&gt;-Porque caiu.&lt;br /&gt;-E está rindo?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Como caiu?&lt;br /&gt;-Tinha uma pedra.&lt;br /&gt;-Uma pedra?&lt;br /&gt;-Sim, no caminho.&lt;br /&gt;-E caiu?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-E o que tem de engraçado?&lt;br /&gt;-Nada.&lt;br /&gt;-Mas está rindo.&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Então?&lt;br /&gt;-Você não viu.&lt;br /&gt;-Não, e daí?&lt;br /&gt;-não vai entender.&lt;br /&gt;-Porque não?&lt;br /&gt;-Precisava ter visto pra entender.&lt;br /&gt;-Pra rir?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Tenta.&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Por favor.&lt;br /&gt;-Ele caiu, só isso!&lt;br /&gt;-E o que tem de engraçado em cair?&lt;br /&gt;-Parecia que ia continuar andando, mas caiu.&lt;br /&gt;-E?&lt;br /&gt;-Ele continuou andando, enquanto caia.&lt;br /&gt;-Enquanto caia?&lt;br /&gt;-Sim, enquanto caia, e no caminho as pernas travaram mas já era tarde.&lt;br /&gt;-Travaram?&lt;br /&gt;-O corpo todo na verdade.&lt;br /&gt;-Travou?&lt;br /&gt;-Se contraiu, tentou corrigir a queda.&lt;br /&gt;-Corrigir?&lt;br /&gt;-Como se quisesse voltar pra trás.&lt;br /&gt;-Pra trás? Antes do tombo?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Que engraçado.&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Pena que não vi.&lt;br /&gt;-Coitado.&lt;br /&gt;-Sim, coitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2487198727497941889?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2487198727497941889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/o-rir-e-o-riso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2487198727497941889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2487198727497941889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/o-rir-e-o-riso.html' title='O rir e o riso'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4389567035932847058</id><published>2010-03-11T17:33:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T17:50:42.195-08:00</updated><title type='text'>notável?</title><content type='html'>Como um dia neutro qualquer, desses que você se esquece logo que termina, cheio de momentos neutros que você mal consegue lembrar mesmo que tente, foi o dia de hoje. Porém, olhando mais de perto, se houver como olhar um dia de perto já que, até então estou apenas programado para vivê-lo e não olhá-lo ou entende-lo, mas assumindo que podemos olhar um dia de perto, existe um momento, um único momento deste dia que grudou na memória sem querer, ou querendo, vai saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre os cantos obscuros que sou obrigado a percorrer todos os dias nesta cidade, mas que no referido momento não estava escuro, já que era dia, aconteceu o tal fato que transformou o meu dia neutro em dia notável ou pelo menos em dia não perdido, com um momento a ser lembrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece então que percebendo isso, vim correndo ao computador escrever o que havia percebido como algo a ser lembrado, algo que valesse a pena relatar e mostrar ao mundo que eventualmente coisas acontecem em minha vida e, enquanto escrevia estas linhas percebi que estava deixando gravado na minha memória e na memória do meu computador e na memória do servidor e do monitor e do e do e do, enfim, o que era apenas o meu dia notável. É capaz então, até, que alguém leia isso e guarde, de certa forma, em sua memória, nem que seja como referência a algo que alguém falou ou a alguma imagem vista por ai ou seja lá como, o importante é que lembrou. Como pode também haver alguém que lerá este texto e não se lembrará nunca mais ou pense "que bosta!" e se lembrará como o pior texto que já leu. Tudo bem, desde que lembre. Triste mesmo é ser esquecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer então, para guardar este momento do dia que me fez perceber o dia de forma diferente, escrevo enfim o que me fez olhar de forma inteligente para mim mesmo e ter consciência de que este dia existiu, que foi o fato de eu ter pensado em escrever este texto, enquanto caminhava como caminho todos os dias pelas ruas desta cidade. Muito notável, muito que eu tenha pensado em algo, quando geralmente não penso em nada. Digno de um texto eu diria. Qualquer dia eu escrevo um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4389567035932847058?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4389567035932847058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/notavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4389567035932847058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4389567035932847058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/notavel.html' title='notável?'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4066571918194204368</id><published>2010-03-10T13:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T13:36:45.633-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Tudo tem passado&lt;br /&gt;até o passado, estado&lt;br /&gt;lá atrás, guardado&lt;br /&gt;enlatado e asfixiado&lt;br /&gt;querendo respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai continuar onde está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, sem ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4066571918194204368?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4066571918194204368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4066571918194204368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4066571918194204368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title='...'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7450843803875887033</id><published>2010-02-28T14:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T14:42:22.268-08:00</updated><title type='text'>o mesmo adeus</title><content type='html'>Eu disse a ela que acreditava em honestidade. Enquanto isso ela enchia meu copo, provavelmente como pretexto para encher o seu próprio. Na outra mão o cigarro, mais cênico do que vício, como tudo nela. Cada olhar e cada movimento pareciam tirados de algum seriado dos anos 50. Clichê e sem graça a esta altura do século XXI. Querida eu acredito em honestidade, repeti e ela fitando o meu copo cheio como quem perguntasse se eu não iria beber. Eu, enrolado em panos e panos tentando fugir do frio e ela me servindo de bebida gelada e amarga. É pra esquentar, meu caro, ela dizia e eu continuava tremendo. Ela, embriagada, não sentia mais o vento cortante e não via mais o meu rosto deformado pela desilusão. Imaginei ela fodendo com aqueles viciados por madrugadas a fio a troco de outra dose, de outro pico, de outro fumo. A cara se deformou mais. Ela continuava: você não pode se culpar por minhas escolhas... entenda que não sou mais uma criança... já passei por mais coisas que você nesta vida e a esta altura eu é que deveria estar cuidando desse seu rabo gordo de criança mimada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingia que não ouvia pra não ter que pensar nisso depois, mas sabia que ela estava certa. A esta altura eu era chef de cozinha em um restaurante renomado e não sabia fazer mais nada além de experimentar molhos e cozinhar para os outros. Ela, minha irmã mais nova, viciada em todas as drogas imagináveis e inimagináveis, quase me convenceu de que a minha disciplina valeu menos do que a rebeldia dela na contagem final de pontos dessa vidinha sem sentido. Se querem bem saber, a mim ela convenceu. Paguei a conta enquanto ela me encarava, me rebaixando até mesmo por eu insistir em pagar a conta sabendo que ela não teria dinheiro e depois me despedi com um adeus triste de quem não volta nunca mais; o mesmo adeus que dou toda semana, até ela me ligar de novo dizendo que está na merda e que precisa de ajuda, repetindo todo o ciclo da minha vida nos últimos cinco ou dez anos, já não sei mais. Até hoje, não ouve uma vez que ela não me odiasse por eu ter tanta dó e compaixão. Ela me odeia por eu não conseguir odiá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7450843803875887033?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7450843803875887033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/o-mesmo-adeus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7450843803875887033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7450843803875887033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/o-mesmo-adeus.html' title='o mesmo adeus'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8691975707306224683</id><published>2010-02-26T19:42:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T19:48:09.759-08:00</updated><title type='text'>Samba de roda</title><content type='html'>Começa o samba de roda. Canta o atabaque, canta o coro. A voz das mulheres é mais forte, seguindo a rima. É bonito de se ver e, de repente, se participar. Fui empurrado pra dentro graças - a- Deus. Como é bom. Ali, as mãos da diferença se cruzaram com as mãos da mesmice e trocaram de lugar. Ele e ela, ela e ele, olhos nos olhos, pés em movimento sambando. Improvisando o movimento que de antemão não sabia, mas ali no meio fazia de qualquer jeito e ainda assim era bonito, ágil, parecia acreditar mesmo que sambava. Com tempo cheguei a pensar que meus próprios pés sambavam sozinhos e moviam toda aquela terra pra cima como parte da dança. A poeira ia embora e ficava a marca dos pés que ali fizeram marco, fizeram história pra ser lembrada, pra ser contada, pra ser sambada. Nada mais a dizer. Axé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8691975707306224683?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8691975707306224683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/samba-de-roda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8691975707306224683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8691975707306224683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/samba-de-roda.html' title='Samba de roda'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8575377298036002876</id><published>2010-02-12T05:16:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T05:37:04.489-08:00</updated><title type='text'>A pipa do vovo não sobe mais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img188.imageshack.us/img188/8890/carnavalf.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:10px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://img188.imageshack.us/img188/8890/carnavalf.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, estou saindo para a maior festa do nosso país. Acredito pelo menos que seja a maior, dentre as que são originais do nosso país pois, convenhamos, natal(?), pascoa(?), que graça tem isso. Família não sabe fazer festa. Bom mesmo é sair com os amigos e ficar igual o tiozinho da foto ali em cima. Mamado, em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ó que festa machista", você pode pensar. Bom, na foto eu vejo um homem e uma mulher, quem está por cima obviamente é ela porque o que ela mandar ele fazer, ele vai fazer, assim como eu também faria diga-se de passagem, além do que, ambos estão felizes e contentes no carnaval, então não há machismo. Só pouca vergonha mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo logo estarei eu, um cara que nunca foi fã de carnaval e, aliás, sempre teve repulsa a essas festas, mas como dizem, sou brasileiro e não desisto nunca e este ano resolvi me entregar a bohemia. É a unica época do ano em que as leis são invertidas, onde menores que bebem são gente legal, quem dirige bebado é quem tem história boa pra contar e quem fica em casa é caretão. Apesar que, pensando bem, isso não é uma questão de leis, é cultura em nosso país mesmo, acho que por aqui é carnaval o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, deixa eu ir logo pra ter certeza que não perderei meu abadá (vestimenta de escravos muçulmanos, capoeristas e carnavalescos), o chopp ja deve estar gelado e em breve o povo começa a tirar a roupa. Quem é o louco que quer perder isso? Que que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço e bom CARNAVAL a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUI!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8575377298036002876?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8575377298036002876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/pipa-do-vovo-n.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8575377298036002876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8575377298036002876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/pipa-do-vovo-n.html' title='A pipa do vovo não sobe mais'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-9076955778454060841</id><published>2010-02-06T12:33:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T12:36:20.064-08:00</updated><title type='text'>Tá faltando</title><content type='html'>Carência póstuma. Existe isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seria "posterior" ao lugar de "póstuma"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Póstuma implica em morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, estou sofrendo dessa carência, das coisas que se foram há muito tempo e na época não sofri, não senti falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sinto falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho isso, mas também é interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de dormir tranquilo, sem sentir falta de nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-9076955778454060841?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/9076955778454060841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/ta-faltando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9076955778454060841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/9076955778454060841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/ta-faltando.html' title='Tá faltando'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8994406669617275808</id><published>2010-02-03T05:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T05:52:41.545-08:00</updated><title type='text'>Lilian</title><content type='html'>Os olhos profundos, quase cortantes, preenchidos por um azul de dar inveja ao oceano, eram cercados por um emaranhado de pés de galinha. Marcas da idade, justapostas e perfeitamente delineadas por um toque de maquiagem, que tinha por finalidade acabar com as marcas, mas acabou por destacar a essencia da beleza no ponto alto dos sorrisos. Ao meio, nem tão simetricamente, cortava o nariz pequeno, redondo e feio, que se encaixava em sintonia à cavidade do buço dando inicio a boca. Esta sim, a boca, nem pequena nem grande, de lábio inferior carnudo e superior murcho, talvez como marca do tempo, surpreendia o olhar e chamava a atenção. Quando o sorriso se abria via -se os anos de café tomado, três vezes ao dia, como um ritual que deixava uma marca em que se podia ler não o futuro, mas o passado. Apesar disso, arcada perfeita ainda que falsa. Depois o queixo, sem nada de especial ou atraente, mas definitivamente feminino. Dali, as linhas subiam de volta contornando o rosto de anjo caído e vivo. Cara branca de maquiagem, mas leve. Maquiagem que parecia ser parte do rosto, quase uma característica inata daquela mulher. Assim, formava-se o rosto da beleza, o olhar da gratidão e o sorriso da felicidade. Por fim, os cabelos curtos e despenteados permitiam uma franja que se soltava to topo da cabeça e atravessava o olho direito criando a marca que faltava. Moderna e antiga. Linda e velha. Via -se ali todas as deusas numa só. Nela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8994406669617275808?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8994406669617275808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/lilian.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8994406669617275808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8994406669617275808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/lilian.html' title='Lilian'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8039160599608963472</id><published>2010-02-01T17:16:00.001-08:00</published><updated>2010-02-01T17:16:47.583-08:00</updated><title type='text'>Quem é fi?</title><content type='html'>Definir é limitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fi, sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mais seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de uma amiga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8039160599608963472?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8039160599608963472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/quem-e-fi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8039160599608963472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8039160599608963472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/02/quem-e-fi.html' title='Quem é fi?'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7842263049829620975</id><published>2010-01-30T14:35:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T14:43:02.953-08:00</updated><title type='text'>Convite</title><content type='html'>Tudo bem se for só por hoje. Apesar de tudo aquilo, coisa e tal, já passou e é só hoje. Posso ir, com certeza e ver a tal flor se entornar na tal mesa. A mesma mesa desde que te conheci. Mesmo que talvez o convite não tenha sido diretamente pra mim, posso argumentar que se tornou público em seus dedos, e portanto me sinto no direito de ir e fingir que foi pra mim. O único problema é que não fumo e teremos que fazer nossos desenhos de nostalgia apenas com o seu cigarro. A bebida eu aceio. O não, não. Quero que seja como antes. Como nos dias em que a sua boca se secava enquanto a minha umedecia e o seu corpo se molhava de suor, de saiva, quase como dito em suas palavras. Ah, era bom. Ah, vai ser bom. Ah, sempre vai ser bom. Ah, apenas. Ah. Somos nós, ainda que em pensamento, porque mesmo que o convite não tenha sido pra mim, eu me lembro do passado, sonhando com o futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7842263049829620975?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7842263049829620975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/convite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7842263049829620975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7842263049829620975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/convite.html' title='Convite'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7072431166743967165</id><published>2010-01-29T17:05:00.001-08:00</published><updated>2010-01-29T17:51:10.160-08:00</updated><title type='text'>Travesseiro</title><content type='html'>Ela enfiava a cabeça a fundo no travesseiro tentando dormir e esquecer o dia terrível que tivera. Revirava os olhos e fazia força para fechá-los, mas o sono não vinha. Em compensação o pensamento ia longe, caminhando pelos momentos cinzentos daquela quarta-feira tão demorada. Era outono e os dias já eram por si próprios cinzentos, mas na cabeça dela tudo era mais escuro e tinha o ar mais pesado. Tentava desviar a atenção para problemas menores, que pudessem lhe distrair e enfim receber o sono como um presente onírico digno de oferendas, mas não conseguia parar de pensar: ela em pé, de costas e ele sentado, fumando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão podia ser sentida em todos os músculos no segundo antes de começar a falar e depois o olhar dele duro, denso, pontiagudo prendendo-a ali, imóvel. Não conseguia se lembrar bem de como as palavras saíram durante a conversa, mas ainda podia sentir a boca seca que deixava o monólogo obviamente ainda mais seco e cortante, tão desagradável quanto a própria falta de saliva para umedecer as vogais. Depois, lembrava dele se levantando, pegando o resto do uísque de cima da mesinha de centro e tomando de um gole só. Último trago, longo e forçado, talvez com raiva. Soltou a fumaça para o alto e na sala, onde já parecia ter uma nuvem negra e trovejante acima de suas cabeças, começou a chover no pensamento dos dois. Era o fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele veio em direção a ela pisando compassadamente, deixando o corpo pesar por completo em cada pé. O som dos passos no tapete antigo, presente de casamento, parecia ecoar seco na casa inteira. Subia as escadas e dava adeus aos cômodos por onde andara, à cama onde se cruzava com outros passos esquentando a frieza do dia-a-dia, no passado, ao banheiro, ao corredor, à sacada e enfim saía pelas janelas como se nunca tivesse entrado. Cambaleando, tentou beijá-la, mas ela o conteve e antes que caísse o segurou em seus braços. Talvez consciente de que aquele seria o último abraço, o apertou com força e inclinou o pescoço para sentir o cheiro, pela última vez, do pescoço robusto do amante. Ou daquele que já fora o amante. Colônia e uísque. Imaginou se Johnny Walker não daria um bom nome de perfume. Será que era francês? E teve o pensamento interrompido pelo choro, do outro, em seus braços, que não se importava se Johnny, Jack, José ou o Papa usavam perfume. "Você está bêbado", pensou em dizer. Não disse. Deu tapinhas nas costas do homem grande e agora pouco imponente que chorava e pediu para que fosse embora. Ele foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou o resto do dia sentada numa poltrona, de frente para a janela da sala, olhando a árvore com um balanço do lado de fora, imaginando que em sua vida, como no balanço, sempre sendo empurrado por alguém, por vezes mais altas e por outras mais baixas, uma hora ou outra acabaria por ter que se empurrar sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7072431166743967165?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7072431166743967165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/travesseiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7072431166743967165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7072431166743967165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/travesseiro.html' title='Travesseiro'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7214645908805011514</id><published>2010-01-25T15:02:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T15:07:01.201-08:00</updated><title type='text'>Ela</title><content type='html'>Que não tem nome é fato. Que faz gato e sapato de mim, também. É feliz e consegue me irritar. Não faz nada, só faz pra agradar, e ceder. Cada dia mais um pouquinho, um pouquinho de mim. Se torna ela, ou dela se torna em mim, o quê? Não muda o fato de que ela é lá e eu sou cá. Que eu sou fácil de conversar, já sabe. Sabe não? Mesmo não, mas vai saber. Daqui um ano, ou dois, ou cinco, não mais que seis. Tudo bem pra vocês, que lêem? Por mim tá tudo bem, também. Então amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7214645908805011514?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7214645908805011514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/ela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7214645908805011514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7214645908805011514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/ela.html' title='Ela'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-750997019235865701</id><published>2010-01-18T12:18:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T12:21:06.304-08:00</updated><title type='text'>bonito</title><content type='html'>Cara, a praia é lugar bonito, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, que lugar bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando a gente feia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, o resto é bonito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-750997019235865701?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/750997019235865701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/bonito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/750997019235865701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/750997019235865701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/bonito.html' title='bonito'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1402806032340279967</id><published>2010-01-11T08:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T08:13:30.506-08:00</updated><title type='text'>Changes</title><content type='html'>Ainda procurando o meu lugar ao sol. Cansei de viver nas sombras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1402806032340279967?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1402806032340279967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/changes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1402806032340279967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1402806032340279967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/changes.html' title='Changes'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4621726578331457782</id><published>2010-01-10T16:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T16:35:08.986-08:00</updated><title type='text'>No meio</title><content type='html'>A loucura e a lucidez são os dois extremos de um mesmo sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, a loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro, a lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio, o mais gostoso, a mistura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4621726578331457782?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4621726578331457782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/no-meio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4621726578331457782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4621726578331457782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/no-meio.html' title='No meio'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5927634426441025114</id><published>2010-01-09T16:45:00.001-08:00</published><updated>2010-01-09T16:45:50.755-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Mais um dia monótono na minha vida. Ou mais uma vida monótona no meu dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5927634426441025114?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5927634426441025114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5927634426441025114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5927634426441025114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title='...'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-939730092128700721</id><published>2010-01-08T14:10:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T14:12:11.282-08:00</updated><title type='text'>Do começo ao fim</title><content type='html'>&lt;equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFILIPP%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFILIPP%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFILIPP%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Ainda que, sabemos, nenhuma história é como a outra, mesmo que a diferença seja um ponto ou uma vírgula. Sendo assim preencherei estas primeiras linhas com o dizer de que esta história não é como outra qualquer ou como qualquer uma jamais vista e sua diferença esta em que ainda nas primeiras frases, com a maior das destrezas de autor e o poder a mim investido, por mim mesmo, permito que esta história termine aqui, antes de começar, evitando aos leitores maiores pensamentos sobre os assuntos que poderiam ser abertos aqui tomando tempo de suas vidas. Sem vilões e bons rapazes, sem mortes e loucuras de amor, esta história tem seu ponto final justamente onde não poderia, mas, como dito anteriormente, tenho poderes sobre mim mesmo e sobre a escolha das próximas frases, e digo, ou melhor, escrevo que o ponto final toma seu lugar aqui, em meio às palavras recém começadas. Sendo então o final feliz ou triste, depende de quem lê, termino por aqui antes mesmo de começar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-939730092128700721?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/939730092128700721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/do-comeco-ao-fim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/939730092128700721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/939730092128700721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2010/01/do-comeco-ao-fim.html' title='Do começo ao fim'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5927188582364625113</id><published>2009-12-30T14:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T14:48:58.817-08:00</updated><title type='text'>Na praia</title><content type='html'>Estou na praia meus amigos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de tantos horas, dias, meses, esperando e sonhando com a praia, cá estou, no computador, escrevendo! AHM!? "Vai pra praia seu louco!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok!Ok! Estou indo, mas antes tinha que vir escrever um último post antes do final do ano, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, primeiro, FELIZ ANO NOVO pra todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, vi este texto por ai e achei legal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já perdoei erros quase imperdoáveis,&lt;br /&gt;tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.&lt;br /&gt;Já fiz coisas por impulso,&lt;br /&gt;Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,&lt;br /&gt;mas também decepcionei alguém.&lt;br /&gt;Já abracei pra proteger,&lt;br /&gt;Já dei risada quando não podia,&lt;br /&gt;Já fiz amigos eternos,&lt;br /&gt;Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,&lt;br /&gt;Já fui amado e não soube amar.&lt;br /&gt;Já gritei e pulei de tanta felicidade,&lt;br /&gt;Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!&lt;br /&gt;Já chorei ouvindo música e vendo fotos,&lt;br /&gt;Já liguei só pra escutar uma voz,&lt;br /&gt;Já me apaixonei por um sorriso,&lt;br /&gt;Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...&lt;br /&gt;...tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!&lt;br /&gt;Mas sobrevivi!&lt;br /&gt;E ainda vivo!&lt;br /&gt;Não passo pela vida... e você também não deveria passar.&lt;br /&gt;Viva!!!&lt;br /&gt;Bom mesmo é ir a luta com determinação,&lt;br /&gt;Abraçar a vida e viver com paixão,&lt;br /&gt;Perder com classe e vencer com ousadia,&lt;br /&gt;Porque o mundo pertence a quem se atreve&lt;br /&gt;E A VIDA É MUITO para ser insignificante"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie Chaplin (? não sei. dizem que é dele)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEBAM COM MODERAÇÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijosmemandasmsnoreveillon!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5927188582364625113?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5927188582364625113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/na-praia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5927188582364625113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5927188582364625113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/na-praia.html' title='Na praia'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3913886951357278285</id><published>2009-12-27T20:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T20:42:35.378-08:00</updated><title type='text'>Ao tédio com carinho - por Renato Capella</title><content type='html'>Acordo bem tarde e saio da cama&lt;br /&gt;Vou à sala, não há nenhum abalo&lt;br /&gt;Meu café ainda é água na chama&lt;br /&gt;E, antes de tentar falar, eu me calo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está lá, quieta, sempre tão perto&lt;br /&gt;De mãos dadas, bem íntima consigo&lt;br /&gt;Não me atenho em encontrá-la, decerto&lt;br /&gt;Ela está só, não quer papo comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também, fica ali, só observando&lt;br /&gt;De minhas entranhas se consumindo&lt;br /&gt;Aos céus olhando e para ele gritando&lt;br /&gt;Eu, qual animal, me pego fugindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é a falta, da qual sempre sinto&lt;br /&gt;Ele é o tédio, comigo brincando&lt;br /&gt;Ambos assim são, pois, meu labirinto&lt;br /&gt;Nas férias de verão me atormentando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico então a eles estes versos&lt;br /&gt;Na falta de melhor coisa ofertar&lt;br /&gt;Ficou uma bosta, motes dispersos...&lt;br /&gt;Mas hoje foi só o que pude cagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Melhorado por Renato Capella - &lt;a href="http://opitaqueiro.blogspot.com/"&gt;O pitaqueiro&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Fiz questão de publicar!! Ficou muito bom!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Ainda bem que tenho amigos bons a me ajudar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Bons pra mim e bons para a arte! =D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Grande Abraço, Capella!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;E obrigado por tornar meu poema decassílabo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3913886951357278285?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3913886951357278285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-tedio-com-carinho-por-renato-capella.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3913886951357278285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3913886951357278285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-tedio-com-carinho-por-renato-capella.html' title='Ao tédio com carinho - por Renato Capella'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4285091087283191520</id><published>2009-12-27T16:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T17:08:53.839-08:00</updated><title type='text'>Ao pai</title><content type='html'>Você não é respeitado dentro de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tão acostumado a aceitar que seus pais têm razão em tudo, que as coisas não funcionam quando as decisões partem de você e, cada vez mais você aprende a ser submisso e a aceitar ordens mesmo que não as queira satisfazer. Depois, você passa o dia esperando um elogio que seja pelo seu comportamento, por ter sido obediente, por ter sido o garoto exemplar desde o primeiro ano do colégio até o último da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai trabalhar, ganhar muito dinheiro por conta do ótimo curriculum que acumulou por todos estes anos tentando acender uma chama qualquer de orgulho no galho seco que é seu pai, mas o máximo que recebe é um: "graças a educação que eu te dei, ao contrário, você não seria nada". Graças a educação que você me deu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você olha para o seu irmão e irmã que nada fazem para merecer o orgulho de seu pai ignorante mas ainda assim recebem mais do que você porque, ao contrário de você eles são decididos e bem resolvidos mesmo que no fundo não resolvam nada, nem mesmo uma conta de um-mais-um porque largaram o colégio no segundo ano, depois de um ter repetido duas vezes e o outro uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, seu pai olha pra você deixando a entender com o olhar que você não vale nada, que enquanto você não bater de frente com ele não haverá respeito por você e que abaixar a cabeça sempre foi a única coisa que ele não queria que você fizesse, mesmo depois de ter te ensinado por anos que os pais sempre têm razão e você nunca provará o contrário. Porque você é incapaz de tomar uma decisão correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de estar convencido que você é um inútil dentro de sua própria casa e que depois de batalhar por tanto tempo pra ter o orgulho do seu pai, você olha pra trás e vê que o que conseguiu é muito maior do que isso. Seu cargo de qualquer coisa bem sucedido, sua casa, sua família que te ama, esposa e filhos, sua vida inteira que é um sucesso e quem não enxerga isso é o seu pai. Aquele mato seco e desbotado que definha enquanto você cresce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que você é pai, você percebe que pai realmente sempre tem razão. Mas que por razão entende-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser racional&lt;/span&gt; e não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estar sempre certo&lt;/span&gt;. E você, como bom pai que é, é racional e entende tudo. Não guarda mágoas do passado e, sempre que vê seu pai, o beija na mão e pede a benção. Agradece por tudo o que ele permitiu que sua vida fosse e vai-se embora com um sorriso no rosto. Porque nada disso importa mais. O que importa agora é cuidar do seu filho e de si mesmo, para que você não seja como seu pai e seu filho não seja como você. Para que a vida não seja dura demais com nenhum dos dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4285091087283191520?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4285091087283191520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-pai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4285091087283191520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4285091087283191520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-pai.html' title='Ao pai'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8546198669925050164</id><published>2009-12-27T13:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T13:36:47.248-08:00</updated><title type='text'>Ao tédio com carinho</title><content type='html'>Acordo tarde na minha cama&lt;br /&gt;Vou à sala, é tudo tão calmo&lt;br /&gt;Tomo um café feito por mim&lt;br /&gt;E antes de tentar falar, me calo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está lá, sempre tão perto&lt;br /&gt;De mãos dadas ao silêncio&lt;br /&gt;Não me preocupo em encontrá-la&lt;br /&gt;Ela está só, não sabe o que penso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também, só observando&lt;br /&gt;De minhas entranhas se consumindo&lt;br /&gt;Aos céus olhando e pra ele gritando&lt;br /&gt;Eu, como um animal, busco abrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é a falta, que eu sempre sinto&lt;br /&gt;Ele é o tédio, comigo brincando&lt;br /&gt;Os dois juntos são minha sina&lt;br /&gt;Nas férias de verão, de fim de ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico então a eles a rima&lt;br /&gt;Na falta melho do que oferecer&lt;br /&gt;Ficou uma bosta, eu sei eu sei&lt;br /&gt;Mas por hoje é o melhor que posso fazer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8546198669925050164?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8546198669925050164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-tedio-com-carinho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8546198669925050164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8546198669925050164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/ao-tedio-com-carinho.html' title='Ao tédio com carinho'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5302223934409013298</id><published>2009-12-23T07:57:00.001-08:00</published><updated>2009-12-23T07:57:44.073-08:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>Quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5302223934409013298?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5302223934409013298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/blog-post_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5302223934409013298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5302223934409013298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/blog-post_23.html' title='.'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6508891400218641174</id><published>2009-12-22T17:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T17:33:15.013-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Acordei mal humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque raios resolvi colocar o celular pra despertar as 10 da madrugada hoje sendo que fui dormir as 4 da matina. Tudo bem que eu fico bêbado de sono às altas horas da madrugada, mas esta "beudisse" nunca cometi. É auto-flagelação querer me acordar com menos de 8 horas de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de qualquer forma acordei e não consegui mais dormir. A família, italianos tradicionais, já falava pelos cotovelos no andar de baixo da casa. Impossível dormir com eles falando porque, como bom descendente que sou, ouvindo a família falando tenho vontade de falar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci. Tomei meu café ouvindo meus avós, chegando de viagem pra passar o Natal em casa, me bajularem e meus pais a me xingarem. Normal. O bom e velho natal chegando em casa. Já estava com saudades. Conversei muito com meus avós. Ouvi as mesmas piadas de sempre do meu avô e as anedotas obcenas da minha avó. Incrível como até um palavrão sai bonitinho da boca daquela velhinha loira de olhos claros. Às vezes lamento por ter nascido pardo de olhos pretos, mas qual seria a graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra você que está lendo este texto, isso tudo pode parecer muito chato, mas fazia tempo que não tinha um dia desses. Uma conversa com meu avô, uma risada com a minha avó. Por mais superficial que pareça, os elogios que sempre ouço deles são os que mais me importam. Quando minha avó me diz que sou lindo eu consigo até acreditar. Quando meu vô me diz que vou ser o melhor engenheiro do mundo eu até esqueço os meus 19 (ou mais) paus na faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dormir tranquilo esta noite, livre do mal humor enfim. Praticamente no colo de quem me criou a beijos e abraços, me protegeu das broncas dos meus pais e me deu os melhores presentes mesmo nas piores condições financeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está triste porque entrou aqui pra ver se tinha um bom texto pra passar o tempo? Não fique. Tente imaginar um tempo como este com a sua família ou com quem você gosta. Talvez faça sentido. Talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas "esteje feliz".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6508891400218641174?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6508891400218641174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6508891400218641174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6508891400218641174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6001602756831159324</id><published>2009-12-19T10:16:00.001-08:00</published><updated>2009-12-19T10:19:35.190-08:00</updated><title type='text'>Seus pés No chão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Seus pés&lt;/span&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; Vai... Vai embora. Vai dormir com outra pessoa. Vai como se não soubesse meu nome e como se eu não merecesse saber o seu. Vai embora sem me olhar nos olhos. Vai sentir o corpo de outra pessoa. Beijar outra boca. Dizer eu te amo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E de repente nada mais valeu a pena e você decidiu que o mundo acabou. O mundo simplesmente acabou e não restou mais nada. Nem o chão, nem a areia, nem o pó do nosso caso. Dos nossos corpos, dos nossos olhos, das palavras ditas e das que não tiveram tempo de ser faladas. Mas tudo bem. Vá, sem demora. O que restará aqui são os momentos de um tempo em que a vida era sépia como um filme antigo, com uma música de gravador velho tocando ao fundo. Talvez seja isso. A música do gravador&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;velho. Por mais bonita que fosse, sempre tinha aquele ruído irritante ao fundo que insistíamos em não ouvir, ou ignorar. Dando espaço para as letras que embalavam nossas noites e aqueciam nossos corpos. Mas ele ainda estava lá, o ruído. Ignorando o suor e agitando a alma, crescendo, vibrando, virando sirene dentro de nós. Ensurdecendo os sentimentos e virando o quê? Briga. Mais uma briga sem sentindo. Mais um movimento que te incomoda e te distancia mais. Eu te amando perdidamente e você preocupada apenas que eu tirasse os sapatos pra pisar no tapete.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não podia ser outra coisa além de outro, e quando você deu pra reclamar da forma que eu falava, do meu romantismo barato que te tirava os pés do chão, lá atrás na vida sépia, quando o ruído ainda não incomodava, aí sim eu tive certeza e vi. Eu vi, dentro de mim, outro, dentro de você. Não! Não negue! Apenas vá embora. Vá e leve contigo todo o amor que eu pude te dar. Pra te manter com os pés no chão sempre que se lembrar de nós e não cometer os mesmos erros, assim como eu o farei. Porque agora não ouço mais o ruído. Só a doce música dos teus passos destruindo, um a um, o pouco que restava de você aqui. Vai! Mas vá com os pés no chão para eu ouvir ao longe que você se foi.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;(Filippe Cosenza)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No chão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;pé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;eu só queria &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;pé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e você me arrancou os &lt;span&gt;dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;com tamanha força e aspereza&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que que tem na cabeça que te deixa com as ventas quentes? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que que traz da rua, que te enche a cara, que te afoga em que mágoas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que pragas que te atormentam, que poça que pisa com tanta fúria? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e vem com esses pés de lama &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;com essa cara molhada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que chuva que te chove o dia inteiro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e te lava a bondade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e só fica o veneno &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;pé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;eu só queria &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;pé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e você me arrasta &lt;span&gt;dois&lt;/span&gt; &lt;span&gt;tão&lt;/span&gt; &lt;span&gt;facilmente&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que mãe te colocou na rua pra esbarrar na minha passada? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que peito maldito e atrativo te colou &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; corpo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;te travei os dentes? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que unhas ainda estão nas suas costas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que faro é esse que sente? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que gozo é esse que não deixa ir embora? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;eu nunca quis pregos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;nem mordaças nem corrente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;nem &lt;span&gt;assim&lt;/span&gt; &lt;span&gt;tão&lt;/span&gt; libertina afinal eu só pedia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;pé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;no&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="il"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que fosse ou que fosse mesmo a mão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;só queria que uma parte qualquer  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;que fosse minha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e que quisesse  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;uma parte ao menos forte o bastante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;pra te querer não te ter &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e te ver sozinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;(Wilker Aziz)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6001602756831159324?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6001602756831159324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/seus-pes-no-chao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6001602756831159324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6001602756831159324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/seus-pes-no-chao.html' title='Seus pés No chão'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-3214415111702682056</id><published>2009-12-10T10:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T12:48:59.471-08:00</updated><title type='text'>Pe. Agostinho</title><content type='html'>Morreu o padre na cidadezinha.&lt;br /&gt;-Ai minha nossinhora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a cidade ficou comovida. No mesmo dia, trataram de embalar o corpo em caixão de vidro, pra passagem ser mais fácil talvez, e montaram o padre no caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À frente, o caminhão dos bombeiros tratando de avisar toda a cidade que estava passando. Buzinava sem parar, parecia até que tinha incêndio em algum lugar. Atrás, carros e ônibus lotados fazendo passeata.&lt;br /&gt;-O que é isso que tá acontecendo?&lt;br /&gt;-Foi o padre que morreu.&lt;br /&gt;-Que padre?&lt;br /&gt;-O padre Agostinho.&lt;br /&gt;-Ah! Pensei que fosse incêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ordem então estavam: os bombeiros, o corpo virado pro céu em seu caixão de vidro em cima do caminhão rodeado de bexigas amarelas e brancas - e não estamos falando do padre baloeiro - e por fim, os carros da passeata com os fiéis fazendo festa para o homem santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde passava era a mesma coisa, os bombeiros a buzinar, os fiéis a gritar e o morto a continuar morto sem saber da festa que se passava ao redor, tudo para ele que ficou ali, a tarde inteira, sendo exibido a toda a cidade em seu caixão de vidro (blindado?) pra que todos pudessem ver o velho mesmo que não quisessem.&lt;br /&gt;-Mamãe, o que é aquilo?&lt;br /&gt;-É o padre.&lt;br /&gt;-Ah.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;-Mamãe, por que é que o padre tá dentro do vidro?&lt;br /&gt;-Ele está dormindo filho.&lt;br /&gt;-Mas com esse sol na cara dele? Como? Por que tiraram ele de casa e tão andando com ele por ai?&lt;br /&gt;-Bom filho. Ele está dormindo pra sempre. Foi encontrar papai do céu.&lt;br /&gt;-Uaaai. E precisava ficar andando com ele por ai assim? Desce jeito ele vai acordar com essa barulheira todo e esse sol na cara e nem vai conseguir falar com papai do céu direito.&lt;br /&gt;-Filho, ele está morto, entendeu? Não vai acordar.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;-Mamãe?&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Posso dormir no seu quarto esta noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo seguiu viagem até chegar ao cemitério - que fica ao lado da igreja, mas só Deus, O próprio, saberia dizer porque andaram pela cidade inteira para voltar ali naquele ritual tão morbido de sepultura. O que impora no final das contas é que o padre chegou ao seu destino moreno, depois de tantos anos sem quase sair de dentro do monastério, não resistiu ao sol e pegou cor.&lt;br /&gt;-Esse é o padre Agostinho?&lt;br /&gt;-Claro, foi ao enterro dele que viemos, não foi Maria?&lt;br /&gt;-Mas assim, pretinho?&lt;br /&gt;-É ele mesmo, mulher. Agora fica quieta.&lt;br /&gt;-Mas não to entendendo amiga. Ele não era pretinho assim na missa não.&lt;br /&gt;-Deve ter ido à praia antes de morrer, Maria. Não ta vendo... O Homi deve ter mandado um aviso pra ele lá de cima que a vida dele ia acabar ai ele foi pra praia passar os últimos dias.&lt;br /&gt;-Ele devia ter ido é arrumar uma mulher, depois de tantos anos na santidade e com aviso prévio ainda, não tinha mais como ir pro outro lado, podia aproveitar o último dia como quisesse o coitado, ele merecia... Um homi tão santo.&lt;br /&gt;-Afe! Maria!&lt;br /&gt;-Cheia de graça, senhor é convosco...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-3214415111702682056?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/3214415111702682056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/pe-agostinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3214415111702682056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/3214415111702682056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/pe-agostinho.html' title='Pe. Agostinho'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-1379888998694196266</id><published>2009-12-06T12:09:00.001-08:00</published><updated>2009-12-06T12:22:40.300-08:00</updated><title type='text'>Exatas</title><content type='html'>Será a matemática uma ciência tão exata se sabemos que nem sempre um mais um é dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amor. Quero você de volta.&lt;br /&gt;-Não. Acabou.&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;-Sem "mas". Eu e você não existimos mais juntos.&lt;br /&gt;-Mas nós somos perfeitos um para o outro. Formamos um belo casal, nós dois.&lt;br /&gt;-Tenho certeza que você vai encontrar alguém. Eu já encontrei.&lt;br /&gt;-Espera. Você...&lt;br /&gt;-Não. Foi logo que terminamos. Quer dizer... Um pouco antes, mas tanto faz, já estava uma merda mesmo.&lt;br /&gt;-Quer dizer que nós dois eramos três no final?&lt;br /&gt;-Tecnicamente.&lt;br /&gt;-Tecnicamente? Existe outra forma de ver isso?&lt;br /&gt;-Tecnicamente eu já estava ausente no final, então era apenas você. Nós dois éramos, na verdade, só você. E eu era eu e Alfredo.&lt;br /&gt;-Alfredo?&lt;br /&gt;-Sim. Alfredo.&lt;br /&gt;-Aquele do mercadinho?&lt;br /&gt;-O próprio.&lt;br /&gt;-Não acredito.&lt;br /&gt;-Qual o problema?&lt;br /&gt;-Você está me dizendo que nós dois eramos três, ou melhor, um mais dois à parte, e o terceiro é o Alfredo?&lt;br /&gt;-Ai! Sei lá. Qual o problema afinal?&lt;br /&gt;-O Alfredo não sabe nem fazer conta, menos ainda fazer parte dessa nossa... nossa... matemática. Sei lá.&lt;br /&gt;-Homem, esquece esta história. Não existe matemática. Não existe "nossa". Não existe mais eu e voce. Só eu e o Alfredo. Entendeu?&lt;br /&gt;-Isso é complicado demais pra mim. Eu não te entendo.&lt;br /&gt;-Não tem o que entender. No fundo, você só esta olhando pelo lado errado. Este não é um problema de matemática, mas sim de outra ciência.&lt;br /&gt;-Que ciência, mulher?&lt;br /&gt;-Química, meu caro. É uma questão de química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-1379888998694196266?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/1379888998694196266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/exatas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1379888998694196266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/1379888998694196266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/exatas.html' title='Exatas'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6571067987197167849</id><published>2009-12-05T11:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T11:49:00.821-08:00</updated><title type='text'>Poucas palavras</title><content type='html'>Depois de tanto resolveram resumir a vida do homem. Ou mulher. No fim, tanto faz. Tantos textos escritos e tantas vidas vividas em rabiscos e anotações que o sexo, não o ato, o gênero, não tinha mais importância. Podia ser o que quisesse a hora que quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que algumas dessas vidas fracassaram, foram criticadas, mal interpretadas ou jamás entendidas, mas não se pode negar que foram vidas. Tiveram começo, meio e fim, mesmo que do todo conheçamos apenas uma parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pelo rancor ou pelas emoções sempre tão afloradas, escrevia bem e muito. Nem as drogas, nem o amor foram responsáveis por isso exatamente. Pode-se dizer que ajudaram, sim, mas já estava tudo ali, naquele poço, naquela ilha. Só serviram de verdade na catálise do processo. Processo químico, físico, matemático e principalmente português (a lingua) que permitiu ser o o que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, com um desfecho trágico, como sempre escreveu, mas provavelmente nunca preveu, um fim aidético lhe propôs um sentimento diferente. O ódio, a raiva, o medo e enfim a aceitação. E surgiu um novo ser. Uma nova linguagem. Uma nova escrita. Seria também uma nova vida se não fosse, na verdade, a morte. E assim foi. Morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram então pra dizer depois disso que aquele que sofre demais, sofre as dores de Caio. Não as dores físicas, mas as psicológicas, psicóticas, neuróticas ou a neura que escolher. Bobagem demais. No fundo, foi só um homem que viveu como todos os outros, com a diferença de que soube se expressar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6571067987197167849?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6571067987197167849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/poucas-palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6571067987197167849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6571067987197167849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/poucas-palavras.html' title='Poucas palavras'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6839552877973367790</id><published>2009-12-02T16:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T08:30:15.024-08:00</updated><title type='text'>Perfumes</title><content type='html'>Porque a chuva cai sem pedir licença, assim como a planta que nasce do asfalto quente por onde andam os sapatos dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sapatos sujos dos homens limpos e cheirando a sabonete de camomila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patético. Andam feito máquinas pretas e brancas com grandes guarda-chuvas abertos protegendo suas pobres cabecinhas da água podre que o dia evaporou, dos esgotos sujos transbordando os excrementos da humanindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela vista, um bueiro aberto e emanando odores esmerdeados e quase coloridos de tão podres. Antes tivessem cor e pelo menos teríamos a chance de desviar, mas não. Adentram nossas narinas como um estúpro, uma invasão de minhas entranhas e no final, é tudo a mesma coisa. É tudo a mesma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o meu produto que vai parar naquele bueiro. É o produto daquele bueiro que vem parar em mim. Gruda feito mel na pele cheirando camomila. No final, camomila e bosta para toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se segue a rotina. Do meu cu, pro mundo e do cu do mundo, pra mim. É um perfume francês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6839552877973367790?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6839552877973367790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/perfumes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6839552877973367790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6839552877973367790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/12/perfumes.html' title='Perfumes'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8943084077128615137</id><published>2009-11-30T18:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T18:20:32.285-08:00</updated><title type='text'>Um velho ensaio chamado "Flor da pele"</title><content type='html'>Tudo tem contribuído tanto para um belo começo mas me sinto caminhando para o meu incrível final. Não se pode mais falar comigo sem ser mal recebido. Nem se pode me dar um sorriso sem receber de volta indiferença. Quase choro só de pensar em qualquer sensação de sentimento. Cheio até a boca, o meu pote de mágoas se espalha pelo corpo e fica a flor da pele esperando que seja tocada e como defesa de mim mesmo eu me isolo deixando apenas transparente a expectativa de não surtar no próximo instante. O olhar perdido observando o lado de fora, tentando entender o lado de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro o risco de morrer a qualquer instante e não posso ao menos pressentir quando irá acontecer. A esta altura qualquer beijo de novela, qualquer olhar pode me derrubar em lagrimas ou na própria e tão temida morte. Tento me preservar como sempre fui. Pessoa calma de poucas ações. Mas a força do tempo me fez sentir a falta daquilo que nunca tive e me fez querer a mudança. Me sinto como um barco sem vela solto em alto mar. Pra onde ir foi a pergunta que sempre fiz e nunca tive resposta. Agora me resta esperar e lamentar os meus sentimentos desperdiçados com tão pouco. Sentimentos estes a flor da pele, esperando para serem libertos desta prisão que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Ando tão à flor da pele, que meu desejo se confunde com a vontade de não ser..."&lt;/span&gt; (Zeca Baleiro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8943084077128615137?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8943084077128615137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/um-velho-ensaio-chamado-flor-da-pele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8943084077128615137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8943084077128615137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/um-velho-ensaio-chamado-flor-da-pele.html' title='Um velho ensaio chamado &quot;Flor da pele&quot;'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-546532405003447451</id><published>2009-11-28T14:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T16:48:48.568-08:00</updated><title type='text'>Sábado a noite</title><content type='html'>Ele ouve Chopin descaradamente&lt;br /&gt;enquanto lê Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela diz que quer descer&lt;br /&gt;largar tudo e descer&lt;br /&gt;pro litoral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois conversam&lt;br /&gt;e pensam&lt;br /&gt;como o prólogo dos bons momentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o pensamento&lt;br /&gt;é o ensaio da ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-546532405003447451?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/546532405003447451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/sabado-noite.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/546532405003447451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/546532405003447451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/sabado-noite.html' title='Sábado a noite'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-985882314616346376</id><published>2009-11-27T07:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T07:33:55.936-08:00</updated><title type='text'>Na lanchonete - parte III</title><content type='html'>Se não era assim tão tímida, era educada e pediu por favor um café amargo, para curar a dor do amor perdido. Se não era assim incovenitente, talvez, trazer algumas torradas para começar o dia que tinha choro marcado às duas da tarde, depois do almoço solitário no refeitório da empresa. Não fosse menos ainda cheia de dúvidas quanto tão decidida sobre o sabor do suco, de laranja, que escolheu no cardápio sujo da lanchonete-bar-café na esquina mais movimentada das ruas de sua pequena cidade. Fosse assim um fato tão cotidiano quanto isolado, que só ela sentia, ali naquela lanchonete-bar-café, na esquina movimenta de sua pequena cidade-estado-país, não importa, à não ser o fato de ser com ela e mais ninguém e isso sim, realmente importava. Era ela. E mais ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-985882314616346376?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/985882314616346376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/985882314616346376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/985882314616346376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-iii.html' title='Na lanchonete - parte III'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4644977289526817563</id><published>2009-11-23T17:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T17:29:41.509-08:00</updated><title type='text'>Ensaios</title><content type='html'>Deixe as mãos assim, em cima do velho piano de calda. Sua mão pálida se confundindo com as teclas brancas e contrastando com as negras em melodia. Os cabelos caindo pelos ombros nus, suados do calor e as pintas, sardas, se mostrando sedutoras. Não se esqueça de como virava os olhos para mim enquanto tocava Chopin ou coisa do tipo. Sabia que meus pêlos se eriçavam todos, me tomando de agonia e prazer em te ouvir tocar. Queria possuí-la mas não, era melhor que não. Logo depois rolavamos um sobre o outro na cama iluminada pela luz da rua e depois do gozo sorriamos e, olhando os dois para o teto branco, o arrependimento. Como era bom algo tão ruim, tão errado. Como eram lindo seus olhos cantando a partirtura do piano aberto. E como eram lindas suas mãos brancas tocando minha pele escura, como meios tons da melodia amarga de noite após noite em que pecamos naquele quarto, iluminado apenas pela luz da rua. Apenas pela luz da rua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4644977289526817563?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4644977289526817563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/ensaios.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4644977289526817563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4644977289526817563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/ensaios.html' title='Ensaios'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2629424465223303986</id><published>2009-11-22T11:46:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T17:05:56.425-08:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>é alguém que passou por mim e não vai voltar.&lt;br /&gt;é aquele cheiro de shampoo.&lt;br /&gt;é a tarde de domingo olhando pra cima e procurando o que fazer.&lt;br /&gt;é o dia que virou noite e que virou memoria e voce nem percebeu.&lt;br /&gt;é a casa que vejo todos os dias, mas nunca entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tudo, se tornando nada, em alguns segundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2629424465223303986?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2629424465223303986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/saudade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2629424465223303986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2629424465223303986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-8089067128110338839</id><published>2009-11-18T17:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T18:06:10.499-08:00</updated><title type='text'>Rapidinhas</title><content type='html'>1] Acabei de ser informado que o Palmeiras teve dois jogadores expulsos por faltas identicas às que dois jogadores do São Paulo cometeram, mas que estes últimos não foram expulsos do jogo.&lt;br /&gt;2] Pra dizer bem a verdade, não ligo pra futebol.&lt;br /&gt;3] "AH! Está copiando o Marcelino!" (Marcelino Freire, pra quem não sabe)&lt;br /&gt;4] Sim. Aliás, na verdade estou homenageando -o.&lt;br /&gt;5] E por mais que tente, nunca serei como ele.&lt;br /&gt;6] Porque as rapidinhas dele são muitas.&lt;br /&gt;7] As minhas são poucas, como a minha criatividade.&lt;br /&gt;8] Limitada.&lt;br /&gt;9] Mesmo que em gozo.&lt;br /&gt;10] Tchau.&lt;br /&gt;11] ps.: terminei de ler o Mutarelli hoje. "Miguel e os demônios" é bom. E "O Natimorto", que havia lido antes, melhor ainda. No aguardo agora por minha encomenda de "O cheiro do ralo". Valeu Lourenço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-8089067128110338839?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/8089067128110338839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/rapidinhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8089067128110338839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/8089067128110338839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/rapidinhas.html' title='Rapidinhas'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-201393311794138285</id><published>2009-11-17T19:17:00.001-08:00</published><updated>2009-11-17T19:31:47.916-08:00</updated><title type='text'>Na lanchonete - parte II</title><content type='html'>-Mas porque aqui?&lt;br /&gt;-Você está me desconcentrando.&lt;br /&gt;-Desculpe, mas preciso saber. Por que aqui?&lt;br /&gt;-É um lugar calmo. Bom... Seria se você falasse um pouquinho menos.&lt;br /&gt;-Muito bem. É justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá. Pode voltar a falar.&lt;br /&gt;-Falar o que?&lt;br /&gt;-O que voce ia falar. O que era afinal?&lt;br /&gt;-Não sei, esqueci.&lt;br /&gt;-Eu também.&lt;br /&gt;-Você ia falar alguma coisa?&lt;br /&gt;-Não, mas estava tentando escrever.&lt;br /&gt;-Escrever o que?&lt;br /&gt;-Se eu lembrasse estaria escrevendo.&lt;br /&gt;-E nada?&lt;br /&gt;-Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os senhores vão querer alguma coisa?"&lt;br /&gt;-Pra mim um café com qualquer licor que tiver ai. E pra você?&lt;br /&gt;-Whisky!&lt;br /&gt;-Não seja besta homem. A esta hora da manhã?&lt;br /&gt;-Muito bem. Então cachaça!&lt;br /&gt;-Ele vai querer um café.&lt;br /&gt;-Com conhaque pelo menos, pode ser?&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;-Está um frio danado.&lt;br /&gt;-Café com conhaque, que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Escuta, o que você tem a ver com isso?&lt;br /&gt;-Com isso o que?&lt;br /&gt;-Com o que eu vou beber, com o que eu estou escrevendo...&lt;br /&gt;-Não tenho nada a ver, mas sou seu irmão, preciso cuidar de você.&lt;br /&gt;-Só me faltava essa. Você é o mais novo. Cala a boca e deixa eu escrever.&lt;br /&gt;-O que está escrevendo?&lt;br /&gt;-Nada. Olha só. Folha em branco. Está vendo.&lt;br /&gt;-Que ótimo... Mas é sempre assim, há meses que não tenho uma idéia nova.&lt;br /&gt;-Você tem um bom livro publicado.&lt;br /&gt;-É mesmo. E você tem dois medianos. O que nos faz...&lt;br /&gt;-Irmãos que se odeiam?&lt;br /&gt;-Não. Irmãos que seguiram a mesma carreira, mas um é nitindamente melhor do que o outro.&lt;br /&gt;-Filho da puta.&lt;br /&gt;-Da mesma puta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os cafés"&lt;br /&gt;-Obrigado!&lt;br /&gt;-Obrigado.&lt;br /&gt;-Sendo assim, eu proponho um brinde.&lt;br /&gt;-Muito bom. Já que não escrevo, bebo!&lt;br /&gt;-Um brinde as folhas em branco.&lt;br /&gt;-E aos irmãos filhos da puta.&lt;br /&gt;-Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora cala a boca e me deixa escrever.&lt;br /&gt;-Mas ainda não entendi porque aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-201393311794138285?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/201393311794138285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/201393311794138285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/201393311794138285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-ii.html' title='Na lanchonete - parte II'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4218242131672659884</id><published>2009-11-14T16:53:00.001-08:00</published><updated>2009-11-14T17:33:15.558-08:00</updated><title type='text'>Minha semana em frenesi</title><content type='html'>Sexta feira pa-passada, ou seja, sem ser esta última (ontem), mas a outra. Foi formatura da minha irmã e - mesmo que ela não esteja se formando exatamente - fomos a festa para comemorar. Por "fomos", leia-se "eu e minha família". Obviamente, onde tem festa tem bebida e onde tem bebida tem o senhor Filippe bêbado, pra variar. Acho mesmo que preciso parar com este hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando, na formatura bebi o suficiente para não lembrar o suficiente, ou apenas o suficiente pra dizer que a festa foi boa, deu pra entender? Se sim, bem - me explica depois; se não, bem vindo ao clube da ressaca e do esquecimento pós Whisky, Cerveja, Tequila, comida japonesa direto da panela - disso eu me lembro - e do amigo bêbado tomando chopp direto do balde onde era servida a cerveja. Mas onde ele conseguiu chopp? É uma pergunta tão sem sentido quanto perguntar se Deus existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, depois da ressaca colossal no sábado de manhã e de ter que aguentar a minha família me azucriando por eu ser ridiculo quando estou bebado, veio a famos promessa: "nunca mais vou beber e-ponto-final!". No sabado mesmo à noite fui ao bar com minha irmã e meus primos e - JURO - fiquei só nos refrigerantes sem gás, servidos infinitamente naquele bar sem graça. Costumava ser engraçado quando eu bebia lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivi então ao sábado. Domingo viajei, dirigi de volta à minha cidade universitária onde o perigo é sempre iminente pra quem quer parar de beber. Mesmo assim, fui forte na promessa e segunda-feira foi vencida com louvor, quando recusei um convite para "uma cervejinha só" e ainda fui na academia em contra-partida ao pedido. Mas a minha glória não duraria por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à terça-feira com a cabeça focada e os músculos tonificados da academia do dia anterior. Venci as primeiras horas do dia sem muito esforço. Álcool antes do almoço já não me atraia mais, que coisa milagrosa. Eu estava mudando. Tudo ia bem, eu era vencedor de mais um dia até que - obvio que algo iria acontecer, caso contrario este texto não teria sentido - APAGÃO. Isso mesmo, você deve estar lembrado se você mora em algum estado que é alimentado com energia de ITAIPU. Mais especificamente se sua cidade é alimentada por uma das linhas de Itaipu que caiu na última terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu a seguir foi natural. Tão natural quanto o próprio apagão. Tinha que acontecer e aconteceu. Bebi feito um porco no cio, se bebem os porcos quando estão no cio. O coitado do batmam bem que tentou me alcançar mas não chegou nem perto. Nem ele, nem toda a liga da justiça conseguiram deter os incríveis poderes do homem bêbado que me tornei. Algo de heróico e malígno tomou conta de mim e bebi tudo o que tinha direito. Já estava confundindo bala de canhão com conhaque de alcatrão quando resolvi parar. Meu eu recional interior me pediu pra parar e parei. Afinal, tinha que dirigir ainda. Esperei as luzes e o foco da minha visão retornarem para poder dirigir e para não ter que subir 15 (quinze) andares de escadas à pé, no escuro e sem saber diferenciar pé-direito do pé-esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, cheguei em casa vivo. Insano e salvo. Dormi e advinha só? Ressaca sem fim no dia seguinte, EBA QUE BOM! Além disso, recebi a boa notícia de que as bebidas que tomamos na noite anterior estavam vencidas há dias, meses, anos talvez. Preferi não saber, mas gostei de ter uma resposta plausível para a dor de cabeça medida na escala Richter que estava sentindo e para a dor de estomago infernal que me fez arrotar lava. Que bom, uma resposta. Que ruim, tive que conviver com isso o resto do dia. Mais uma vez, depois da cagada descomunal e acoolica que dei, prometi não beber nunca mais. "NUNCA MAIS! ESTÃO ME OUVINDO?". Até que chega a quarta feira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo bloco, se eu tiver saco para escrever outro texto deste tamanho sobre a minha estúpida saga de bebedeira, vocês leitores saberão o que aconteceu na quarta, quinta e sexta feiras de minha nada mole e agitada vida. Até, seus inúteis...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4218242131672659884?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4218242131672659884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/minha-semana-em-frenesi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4218242131672659884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4218242131672659884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/minha-semana-em-frenesi.html' title='Minha semana em frenesi'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7413146595507355395</id><published>2009-11-12T20:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T20:15:26.042-08:00</updated><title type='text'>O homem que pensa</title><content type='html'>Às vezes o homem precisa de tempo pra pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se senta em sua poltrona e observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa o nada, procurando respostas pra tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa a mão na barba - porque barba é sinal de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos perdidos e profundos contam uma história por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada marca do rosto, derretido em preocupações, demonstra a seriedade do homem que pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque às vezes o homem simplesmente precisa de tempo pra pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar crescer a barba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7413146595507355395?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7413146595507355395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/o-homem-que-pensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7413146595507355395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7413146595507355395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/o-homem-que-pensa.html' title='O homem que pensa'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7805938202292901574</id><published>2009-11-07T10:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T10:26:07.519-08:00</updated><title type='text'>Na lanchonete - parte I</title><content type='html'>Hoje ela veio de minissaia. Ela nem gosta de minissaias. Eu vi como ela olhou pra outra moça que estava de minissaia, ontem. Deve estar querendo me provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Moço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza quer me provocar. O que será que ela quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Moço. Por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que hoje ela fala o que tem pra falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alô-ôu. Aqui, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois não?&lt;br /&gt;-Quero um café descafeinado e um desse aqui ó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O de sempre. &lt;br /&gt;Mas só ela pede o de sempre de maneira diferente todo dia. &lt;br /&gt;Deve ser por isso que eu a admiro tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo. Mais alguma coisa?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. &lt;br /&gt;Como todo dia. &lt;br /&gt;Mas algum dia, ela há de dizer sim. &lt;br /&gt;Nesse dia eu a chamo pra sair. &lt;br /&gt;Tomar um café em algum lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7805938202292901574?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7805938202292901574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-i.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7805938202292901574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7805938202292901574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-lanchonete-parte-i.html' title='Na lanchonete - parte I'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-4442215205403447570</id><published>2009-11-05T19:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T19:44:17.224-08:00</updated><title type='text'>Você dizia...</title><content type='html'>Sentados no restaurante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então... O que quer dizer?&lt;br /&gt;-Não quero dizer nada.&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a comida.&lt;br /&gt;Pensamentos, flashes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Diga!&lt;br /&gt;-Já disse o que tinha pra dizer.&lt;br /&gt;-Não, eu não entendo.&lt;br /&gt;-Amor, não fale de boca cheia!&lt;br /&gt;-Puta que pariu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Cautela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpa, você sabe que...&lt;br /&gt;-Não tolero palavrões.&lt;br /&gt;-Eu sei, mas...&lt;br /&gt;-Você sabe o quanto eu odeio isso.&lt;br /&gt;-Sim, mas...&lt;br /&gt;-E você insiste em falar.&lt;br /&gt;-Amor...&lt;br /&gt;-Não acredito.&lt;br /&gt;-PORRA! Escuta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Paciência, paciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não sei se entendi muito bem mas...&lt;br /&gt;-Tem uma coisa ai.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Tem uma coisa ai.&lt;br /&gt;-Ai aonde? Do que está falando?&lt;br /&gt;-Aí, no canto da boca.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Tem comida no canto da sua boca. Limpa isso, está me incomodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira. &lt;br /&gt;Limpa o canto da boca.&lt;br /&gt;Vai começar a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com a toalha da mesa, amor? Tenha modos.&lt;br /&gt;-(Batendo a mão na mesa. Ela assusta. Ele contido)Escuta! (Pausa longa, olhos nos olhos) Estamos aqui para discutir algo bem mais importante do que a comida no canto da minha boca.&lt;br /&gt;-(Como uma criança tentando se justificar)Sim. Eu compreendo. (Fala olhando pra baixo)Mas estava me incomodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respira fundo.&lt;br /&gt;Raiva no canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quero que você me explique novamente. O que quer dizer com...&lt;br /&gt;-Não repita, por favor. Sou supersticiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele bufa o que ia terminar de falar.&lt;br /&gt;Respira.&lt;br /&gt;Pensa bem.&lt;br /&gt;Vai tentar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-(Pausadamente cada frase)Por favor. Do começo. Me explica.&lt;br /&gt;-Explique-me. (Pausa. Ele a encara profundamente. Ela tenta se explicar como anteriormente)É o jeito correto: "explique-me". No começo da frase. Enfim... (Desvia o olhar)&lt;br /&gt;-(Encarando-a)Escuta, estou perdendo a paciência.&lt;br /&gt;-Você nunca teve muita mesmo.&lt;br /&gt;-(Falando para si. Raiva contida) Merda!&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a encara nos olhos.&lt;br /&gt;Sorriso inconformado.&lt;br /&gt;Procura por onde começar.&lt;br /&gt;Tenta e para.&lt;br /&gt;Retoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu disse merda.&lt;br /&gt;-Que absurdo. E acabei de dizer que...&lt;br /&gt;-Merda!&lt;br /&gt;-O que está acontecendo?&lt;br /&gt;-(Passando os olhos pelo ambiente)Estou cansado disso tudo.&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;-Merda! É isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca entreaberta; dela.&lt;br /&gt;Olhar penetrante, entre o ambiente e ela; dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não aguento mais você me dizendo o que fazer.&lt;br /&gt;-Eu...&lt;br /&gt;-(Com a mão apontando pra ela) Não. Não. É melhor não dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você se estragou agora. Acabou com a própria vida. Não sabe o que te esperava. Não. (Ri)&lt;br /&gt;-Meu bem, você...&lt;br /&gt;-Não me venha com esse (imita ela) "meu bem". Você nunca se preocupou.&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;-Shhh. Shhh. (Com o dedo indicador na frente da boca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engolem as salivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu vou matá-la. Sim, é isso.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Vou fazer picadinho de você. Quanto você pesa?&lt;br /&gt;-Calma... Eu...&lt;br /&gt;-Ein!? Quanto você pesa? Levaria o que, uns cinco dias para comê-la.&lt;br /&gt;-Amor, que brincadeira mais sem graça.&lt;br /&gt;-Não é brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem ar de louco.&lt;br /&gt;Flashes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-(Surtando e gritando, quase levantando da cadeira, pra cima dela) VOU ACABAR COM VOCÊ SUA VADIA!&lt;br /&gt;-SOCORRO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçons em alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-VOU TE MATAR SUA PUTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levanta pra correr.&lt;br /&gt;Ele a segura pelo braço.&lt;br /&gt;Alguém o segura pelas pernas.&lt;br /&gt;Alguém a segura pelo outro braço.&lt;br /&gt;Gritaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acalmem -se todos. - grita um dos garçons.&lt;br /&gt;-ACALMEM-SE. (Prolonga o "SE")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa.&lt;br /&gt;Tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, soltando um ultimo suspiro, a larga, desistindo.&lt;br /&gt;Ela assustada é abraçada pelo garçon protetor.&lt;br /&gt;Ele chora, derrotado, com a cara no chão.&lt;br /&gt;Ela chora, amedrontada.&lt;br /&gt;Os garçons se riem por dentro.&lt;br /&gt;As pessoas comem suas sopas e bifes ensanguentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não olha mais pra ela.&lt;br /&gt;Ela proibiu que falassem o nome dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pesa 61.&lt;br /&gt;Ele, 94.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-4442215205403447570?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/4442215205403447570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/voce-dizia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4442215205403447570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/4442215205403447570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/voce-dizia.html' title='Você dizia...'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-2081890856683852910</id><published>2009-11-03T18:17:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T18:23:20.140-08:00</updated><title type='text'>Na rua sete</title><content type='html'>Ela abre a boca pra cantar. Alguns segundos depois alguém grita que está uma merda, que ela não serve para isso. Ela continua. Aos poucos as pessoas vão parando pra ouvir, até que alguém se levanta com as mãos na boca. Estão todos começando a ficar impressionados. O que era aquilo, afinal? Naquele barzinho empoeirado, esfumaçado, desorganizado e agora: impressionado. Os copos de bebida pendiam nas mãos se seus bebedores. O atendente ficou atônito, fez cara de que aquilo não podia estar acontecendo. Não ali. Mas estava. E ela então cantou mais alto e mais alto e continuou cantando, alí, no barzinho da rua sete, aquela música que dizia mais do que se podia ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-2081890856683852910?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/2081890856683852910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-rua-sete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2081890856683852910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/2081890856683852910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/11/na-rua-sete.html' title='Na rua sete'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-7020589976292149607</id><published>2009-10-31T18:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T19:13:43.238-07:00</updated><title type='text'>Imersão teatral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img441.imageshack.us/img441/7379/dsc03835n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:10px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://img441.imageshack.us/img441/7379/dsc03835n.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me decidi: VOU LER MAIS TEATRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num programa de imersão que fiz hoje, lemos duas peças muito boas, as quais pretendo aprender mais sobre os autores. Mas também, não sao nada mais nada menos do que Bertold Brecht e Nicolai Gogol. Chato, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os interessados, lemos: "Inspetor Geral" (Gogol) e "VIVA BRECHT" (Adaptação de Reinaldo Santiago com textos do Brecht).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assistimos um vídeo sensacional do "Le Theatre du Soleil", sobre um projeto deste grupo (ou trupe) de teatro em Kabul, Afeganistão. Pretendo seguir os passos dessa gente. Essa gente de teatro! XD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! E pra melhorar ainda mais, alem dos ensinamentos da Marcília Rosário, orientadora do nosso grupo - o Preto no Branco, recebemos a visita dos coordenadores do projeto Ademar Guerra, que vieram para somar conhecimento ao nosso grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia inteiro sendo bombardeado por teatro, o que eu mais quero fazer agora, então? Retomando o começo dessa publicaçãoeu dig: VOU LER MAIS TEATRO. E é só isso que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êta paixão gostosa essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom. Foi ótimo. Amanhã, mais uma jornada, mais um tsunami de informações e mais um monte daquela vontade danada de ler e fazer teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, enfim, é isso. Tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-7020589976292149607?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/7020589976292149607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/imersao-teatral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7020589976292149607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/7020589976292149607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/imersao-teatral.html' title='Imersão teatral'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6413014179607576808</id><published>2009-10-30T14:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T14:59:49.490-07:00</updated><title type='text'>Um trago</title><content type='html'>No fundo, no fundo o que queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo pessoas indo, pagando pra ir, mas por que? Por que elas pagam e vao por algo que elas tem aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao tenho resposta pra nada disso, só sei que acontece e esta acontecendo agora mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma dica: nao faça nada que nao queira, nao pague pelo obvio, nao se jogue no impulso desnecessario. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desabafos? De certa forma sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aproveitando entao o ensejo, mulheres: deixem um pequeno sinal de que voces tem mais do que 12 anos. Sem nada é estranho, me sinto fora da lei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6413014179607576808?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6413014179607576808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/um-trago.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6413014179607576808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6413014179607576808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/um-trago.html' title='Um trago'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-6181776414046348481</id><published>2009-10-29T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T11:17:25.665-07:00</updated><title type='text'>Café da manhã</title><content type='html'>UOU! Estou impressionado. Quando eu penso que nada nessa vida vai mudar, descubro que ela vai estar lá, esperando. Não gosto muito deste tratamento: "ela", "ele", "eles?", mas fazer o quê!? Não sou dado a romantismos e mistérios contemporâneos, mas devo admitir que este tem me intrigado muito. Só não se decepcione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas e o medo de perder um rim", eu me pergunto. E o medo do aluguel? Não é bem medo na verdade. É mais um tipo de realismo, pelo mundo em que eu vivo. Sou uma pessoa que vive pela razão. Pé no chão, coisa e tal. Engenheiro, pra ser mais direto. E as coisas estão difíceis hoje em dia beibe, eu sempre digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a quem estou enganando. Estou encucado, com os botões curiosos e os pensamentos avoados. Ansioso? Talvez. Receoso? Muito. Ainda prefiro aquele negocio sem hora marcada, sem conversa pensada, sem mistérios e tramas, mas estou pensando em me arriscar desta vez. Só desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Ainda resta uma coisa: é muito cedo! Pra acontecer? Não... Muito cedo no dia. Não da pra ser mais tarde? Eu não sou bem uma pessoa matinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o lugar? Por que lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo insistir no meu receio, na minha realidade, e pedir: orkut? msn? Qualquer coisa que me prove que o mundo está errado e que voce não é um gordo de 40 anos e tarado querendo tirar proveito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Viva a vida. Ok, tentarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-6181776414046348481?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/6181776414046348481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/cafe-da-manha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6181776414046348481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/6181776414046348481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/cafe-da-manha.html' title='Café da manhã'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-563569565620532293</id><published>2009-10-26T20:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T20:19:29.285-07:00</updated><title type='text'>Jesus no Xadrez</title><content type='html'>No tempo em que as estradas eram poucas no sertão&lt;br /&gt;Tangerinos e boiadas cruzavam a região &lt;br /&gt;Entre volante e cangaço&lt;br /&gt;Quando a lei era do braço do jagunço pau mandando do coronel invasor&lt;br /&gt;Dava-se no interior esse caso inusitado&lt;br /&gt;Quando o palmera das antas pertencia ao capitão Justino Bento da Cruz&lt;br /&gt;Nunca faltou diversão &lt;br /&gt;Vaquejada, canturia, procissão e romaria&lt;br /&gt;Sexta-feira da Paixão&lt;br /&gt;Na quinta-feira maior, Dona Maria das Dores, &lt;br /&gt;No salão paroquial reunia os moradores &lt;br /&gt;Depois de uma pré-eleção, ao lado do capitão&lt;br /&gt;Escalava a seleção de atriz e atores&lt;br /&gt;Todo ano era um Jesus, um Caífaz e um Pilatos&lt;br /&gt;Só nao mudavam a cruz, o verdúguio e os mal-tratos&lt;br /&gt;O Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor&lt;br /&gt;Caífaz foi Cipriano&lt;br /&gt;Pilatos foi Nicanor&lt;br /&gt;Duas cordas paralelas separava a multidão&lt;br /&gt;Pra que pudesse entre elas caminhar a procissão&lt;br /&gt;Quincas conduzindo a cruz foi e num foi advertia, &lt;br /&gt;Um cinturião pervesso que com força lhe batia&lt;br /&gt;Era pra bater maneiro, Bastião não entendia&lt;br /&gt;Devido um grande pifão que tomou naquele dia &lt;br /&gt;Do vinho que o capelão guardava na sacristia&lt;br /&gt;Cristo dizia: "ô rapaz, ve se bate devagar, já to todo encalombado &lt;br /&gt;Assim não vou aguentar,&lt;br /&gt;Ta com a gota pra duer, ou tu para de bater ou a gente vai brigar &lt;br /&gt;Jogo ja essa cruz fora, to ficando aperriado, vou morrer antes da hora &lt;br /&gt;De ficar crucificado"&lt;br /&gt;O pior é que o malvado fingia que não ouvia &lt;br /&gt;E além de bater com força ainda se divertia, &lt;br /&gt;Espiava pra jesus, fazia pouco e dizia:&lt;br /&gt;"Que Cristo froxo é você que chora na procissão? &lt;br /&gt;Jesus pelo que se sabe num era mole assim não &lt;br /&gt;Eu to batendo com pena, &lt;br /&gt;Tu vai ver o que é bom, na subida da ladeira da venda de fenelon &lt;br /&gt;O couro vai ser dobrado&lt;br /&gt;Até chegar no mercado da cuica muda o tom"&lt;br /&gt;Naquele momento ouviu-se um grito na multidao &lt;br /&gt;Era Quincas que com raiva sacudiu a cruz no chão &lt;br /&gt;E partiu feito um maluco pra cima de Bastião&lt;br /&gt;Se travaram num tabefe, pontapé e cabeçada&lt;br /&gt;Madalena levou queda&lt;br /&gt;Pilatos levou pancada&lt;br /&gt;Deram um cacete em Caífaz que até hoje não faz nem sente gosto de nada&lt;br /&gt;Dismancharam a procissão &lt;br /&gt;O cacete foi pesado&lt;br /&gt;São Tomé levou um tranco que ficou desacordado&lt;br /&gt;Acertaram um cocorote na careca de Timotéo que inté hoje é aluado&lt;br /&gt;Inté mesmo São José que não é de confusão, &lt;br /&gt;Na ansia de defender o seu filho de criação &lt;br /&gt;Aproveitou a garapa pra dar um monte de tapa na cara do bom ladrão&lt;br /&gt;A briga só terminou quando o doutor delegado interviu e separou &lt;br /&gt;Cada santo pro seu lado&lt;br /&gt;Desda que o mundo se fez, foi essa a primeira vez &lt;br /&gt;Que Jesus foi pro xadrez mas não foi crucificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande e belo Cordel do Fogo Encantado.&lt;br /&gt;Uma homenagem a eles... e ao pensamento... porque NADA-COMO-PENSAR!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-563569565620532293?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/563569565620532293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/jesus-no-xadrez.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/563569565620532293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/563569565620532293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/jesus-no-xadrez.html' title='Jesus no Xadrez'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-859986066234338253</id><published>2009-10-22T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T14:52:31.741-07:00</updated><title type='text'>Absinto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_HtJ4Ns6oJgQ/SuCwN9kqZSI/AAAAAAAAAGA/Wc4m3lLvbws/s1600-h/absinto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:10px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_HtJ4Ns6oJgQ/SuCwN9kqZSI/AAAAAAAAAGA/Wc4m3lLvbws/s320/absinto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395506107502978338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou a campainha sem a esperança de ser atendido. Oito anos haviam se passado desde a última vez. Ele agora tinha barba, bebia e fumava. Ela, não se sabe mais, iria descobrir agora. Ouviu passos e sentiu a luz acender por trás da porta. Viu alguém se aproximando, pelo movimento das sombras na fresta ao seus pés. O coração tentava inutilmente se manter calmo, mas acelerado como se estivesse correndo denunciava que mesmo depois de tanto tempo havia algo guardado ali, querendo sair. Apertou nas mãos o whisky que trazia embrulhado numa sacola de papel. Tinha pensado em levar vinho, mas o tempo distante o fez compreender que ela nunca gostara de vinho e no fundo, sempre quis algo mais forte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel áspero que embrulhava a bebida, sonoro ao ser apertado, soava o som do nervosismo quando ela abriu a porta. Com a luz de fundo e a escuridão de fora, não se reconheceram até que ele falou - "Oi gostosa, é você?" e ela respondeu, depois de alguns segundos, que sim. Ela hesitou, mas o chamou para entrar, com ar de preocupada. Quando entrou, enfim ele pode vê -la, mais velha, oito anos gasta pelo tempo que na época parecia nem passar. "Eterno" - diziam. Agora puderam perceber que não, que o tempo sempre esteve presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela comentou da barba, ele sorriu e comentou do hobby de seda - "Ficou rica, como prometido, não foi?" ao que ela respondeu - "Foi você quem trouxe o vinho, meu bem". "Whisky" - ele corrigiu e percebeu no rosto dela um ar de pouco surpresa. Seguiram para a cozinha onde ele comentou - "Lembra quando entrava por aquela porta e, mal te cumprimentava, já subiamos correndo ao quarto, trepar?". Ela, batento as portas dos armários pegando copos respondeu de costas: "Trepar? Usávamos mesmo este termo? Bom, hoje em dia não uso mais. Eu e meu marido fazemos amor". Ao ouvir isso, ele desejou não ter aparecido por ali. Pelo menos não sem ter ligado antes. Queria que tudo se desfizesse como em filmes rodando ao contrário, em câmera lenta. Percorrendo de trás pra frente a cozinha, o corredor, a porta da frente, enfim, a rua. Ela percebeu o silêncio e que ele estava desconfortável. Pegou os copos, caminhou até a mesa e servindo a bebida continuou - "Sim, me casei e estou com medo que meu marido acorde e te veja bebendo comigo". "Vou embora" - ele tentou. "Não, Fique! Gosto deste friozinho na barriga. Você sabe bem... gosto do que é proibido". "Sei... e por isso fui embora. Não quero que o pobre coitado que dorme na nossa cama passe pelo mesmo. Adeus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair da cozinha, tomou de um gole a dose servida de Whisky, pegou a garrafa de cima da mesa e caminhou sem olhar para trás, em direçao a porta. Ela pensou por alguns segundos e depois correu até ele, abraçando -o por trás, em frente à escada. Visto de fora, o sentimento era de ternura, saudade. Talvez um pouco de desejo. E foi exatamente isso que o marido viu, de cima da escada, antes que pudesse descer pra ver o que estava acontecendo no andar de baixo. Quando ela percebeu, o marido já tinha lágrimas nos olhos. O outro, com o Whisky na mão, disse apenas - "Eu lamento." - antes de sair com a cabeça baixa pela porta em que ele havia entrado tantas vezes e agora, depois de oito anos, saia novamente pensando em nunca mais voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que se sabe ela se explicou ao marido que acreditou em tudo, e então viveram como nos filmes hollywoodianos, felizes para sempre, mesmo depois das traições que aconteram à partir daquele dia. Nosso protagonista, por sua vez, naquela mesma noite bebeu a garrafa de Whisky sozinho, esperando o dia amanhecer na porta de algum café a alguns quarteirões da casa dela. Tomou um café assim que a loja se abriu e foi embora para o lugar de onde veio. Agora, oito anos depois, ela se lembra do que aconteceu e espera ansiosa, bebendo Whisky na cozinha enquanto o marido dorme. Espera que ele apareça de novo, mas que dessa vez traga absinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-859986066234338253?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/859986066234338253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/absinto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/859986066234338253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/859986066234338253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/absinto.html' title='Absinto'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_HtJ4Ns6oJgQ/SuCwN9kqZSI/AAAAAAAAAGA/Wc4m3lLvbws/s72-c/absinto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7025527834647050710.post-5712061543590745257</id><published>2009-10-19T18:38:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T18:55:14.658-07:00</updated><title type='text'>Copo d'água</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img18.imageshack.us/img18/1803/1251594006114.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:10px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://img18.imageshack.us/img18/1803/1251594006114.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me sentido assim ultimamente, com monstros debaixo de minhas cobertas. Primeiro, o calor. Depois a insônia natural, que sempre tive. Não sei de onde veio, nem pra onde vai, só queria que não durasse muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem acontecido com mais frequencia de uns tempos pra cá. Quando acordo a noite me lembro de quando era mais novo e sempre acordava com meu pai, se levantando no quarto ao lado para tomar um copo d`água ou fumar um cigarro solitário na sala. As vezes eu frustrava seus planos com o cigarro, aparecendo pra me sentar no sofá e deitando em seu colo. Meu pai nunca fumou perto de mim. Ele me contava alguma história, geralmente desabafando algum problema que vinha na cabeça e depois me colocava na cama e ia pro seu quarto dormir. Sei que as noite comigo eram mais esclarecedoras do que sozinho, na sala esfumaçada. Sei disso porque até hoje essas noites acontecem e são para que ele, e agora eu também, contemos nossos problemas em desabafos e nos sintamos melhor com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, na casa nova, mundo novo, morando longe, acordo de madrugada pra tomar água e pensar nos meus problemas sozinho, na sala. Ainda posso escutar os passos de meu pai pela casa, o som de sua respiração nos corredores e a paz que era tê-lo como proteção. As vezes falo com ele na sala, desabafo casos e conto histórias. No dia seguinte ligo pra ele pra contar e ele me chama de maluco. Diz que é fase, que logo eu esqueço e consigo dormir direito. Fico pensando como seria dormir direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, acho mesmo que minha calma vem nas noites que acordo. Quando meus monstros se agitam e me fazem pensar na vida em plena madrugada. Me tiram do sono e me deixam completamente despertos com algum pensamento. Geralmente é assim que soluciono minhas equações, que faço o balanço do meu dia-a-dia. Só assim, pra no dia seguinte eu estar em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7025527834647050710-5712061543590745257?l=grandeedgar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://grandeedgar.blogspot.com/feeds/5712061543590745257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/copo-dagua.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5712061543590745257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7025527834647050710/posts/default/5712061543590745257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://grandeedgar.blogspot.com/2009/10/copo-dagua.html' title='Copo d&apos;água'/><author><name>Filippe F. Cosenza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04925819026329458188</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-RTJMicbvcOU/TkGgwsipBEI/AAAAAAAAAPw/5K91CDOD8SY/s220/Filippe.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
