Todo dia é TODO DIA Sr Filippe.
Mas hoje!? Estou cansado! Fui à aula cedo, depois fui à academia, caminhei até a federal, salvei uma criança de um incêndio, ajudei a reviver uma velhinha que foi atropelada antes que eu a pudesse ajudar a atravessar a rua e...
OK, OK. Já percebi que está cansado. Começou a delirar e tudo.
Delirar? Isso é literatura! Prometi que ia escrever então estou escrevendo. Sempre quis ser herói de alguma forma e com as palavras é tão fácil. Me deixa continuar com meus pensamentos senão eu paro de escrever todo dia.
Está certo. Não contrariar. O alter ego se cala. Mas não venha choramingar depois, dizendo que está escrevendo só porcarias.
Uai. Você mesmo disse. TODO DIA É TODO DIA, nem que seja PORCARIA! Ih! Rimou. E agora? Será que é conto ou é poesia?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sobre ler e escrever
Tenho lido algumas coisas interessantes. Muitas, aliás. Mesmo que a minha leitura seja lenta e meu vocabulário precário, tenho me esforçado a ler compulsivamente, a fazer da leitura um hábito diário e prazeroso. Não que já não fosse prazeroso, mas minha visão deturpada enxergava a leitura como uma perda de tempo. Isso quando eu só pensava em ler mas não começava, porque se resolvia abrir o livro e dava inicio ao ato não parava mais. O fato é que tem funcionado. Todo dia leio algo. Nem que seja uma página de um livro qualquer. Tem dias que não me animo muito e acabo lendo pela obrigação que me impus, mas tem dias que a leitura me consome mais do que eu a ela e nos divertimos juntos até as últimas páginas.
Você pode pensar: "pra quê tanta leitura?". E eu respondo que, para escrever da maneira que eu gostaria realmente, sinto a necessidade de ler um livro por semana, pelo menos. Meu corpo e mente não conseguem se convencer de que eu posso sair escrevendo sem conhecer muito bem a leitura. Mesmo assim eu escrevo, afinal de contas tenho este blog, não é? Mas isso não significa que estou feliz ou satisfeito com a minha escrita. Se vejo meu vocabulário precário para ler, imagine para escrever. Portanto preciso ler mais e mais e, enfim, me sentir capaz de escrever. Por enquanto, às vezes, ainda sinto vergonha das coisas que escrevo, mas incentivado por amigos e família continuo escrevendo. Quem sabe um dia eu fico bom na coisa.
Pensando nisso, e em função das pessoas que me apoiam (gostando ou não da minha leitura), resolvi que vou escrever algo todos os dias. Devo deixar claro que não se pode esperar muito deste jovem de 22 anos que faz faculdade de engenharia (e não gosta) e se arrisca nos palcos de teatros amadores. Meu lado artístico ainda está enforcado pelas correntes preconceituosas de minha infância. Quando fazer teatro poderia corromper minha sexualidade. Dança então nem se fale. Triste lembrar que agenda era coisa para menininhas. Eu que sempre tive tanto pra escrever. Ter poucos amigos e aprender preconceitos na infância me fez assim, um pouco reprimido artísticamente, mas pretendo mudar isso.
Decidido então, considero este o meu primeiro texto da promessa de escrever todos os dias. Vou fazer deste blog o diário que não tive. Vou escrever aqui minhas fantasias, meus sonhos, a vida que eu queria viver e a que quero para o futuro. Às vezes vou escrever histórias minhas também, mas não pretendo deixar isso claro. Quem me conhece saberá e, quem não me conhece, entenderá. Espero que todos vocês (muitos ou poucos) que lêem este blog gostem das mudanças daqui pra frente. Gostando ou não, o link "comentário" está aqui pra isso. Comentem. Me elogiem e me critiquem. Só não deixem de falar. Assim como eu resolvi ler mais e escrever mais, encorajo que façam o mesmo. A vida simplesmente melhora.
Você pode pensar: "pra quê tanta leitura?". E eu respondo que, para escrever da maneira que eu gostaria realmente, sinto a necessidade de ler um livro por semana, pelo menos. Meu corpo e mente não conseguem se convencer de que eu posso sair escrevendo sem conhecer muito bem a leitura. Mesmo assim eu escrevo, afinal de contas tenho este blog, não é? Mas isso não significa que estou feliz ou satisfeito com a minha escrita. Se vejo meu vocabulário precário para ler, imagine para escrever. Portanto preciso ler mais e mais e, enfim, me sentir capaz de escrever. Por enquanto, às vezes, ainda sinto vergonha das coisas que escrevo, mas incentivado por amigos e família continuo escrevendo. Quem sabe um dia eu fico bom na coisa.
Pensando nisso, e em função das pessoas que me apoiam (gostando ou não da minha leitura), resolvi que vou escrever algo todos os dias. Devo deixar claro que não se pode esperar muito deste jovem de 22 anos que faz faculdade de engenharia (e não gosta) e se arrisca nos palcos de teatros amadores. Meu lado artístico ainda está enforcado pelas correntes preconceituosas de minha infância. Quando fazer teatro poderia corromper minha sexualidade. Dança então nem se fale. Triste lembrar que agenda era coisa para menininhas. Eu que sempre tive tanto pra escrever. Ter poucos amigos e aprender preconceitos na infância me fez assim, um pouco reprimido artísticamente, mas pretendo mudar isso.
Decidido então, considero este o meu primeiro texto da promessa de escrever todos os dias. Vou fazer deste blog o diário que não tive. Vou escrever aqui minhas fantasias, meus sonhos, a vida que eu queria viver e a que quero para o futuro. Às vezes vou escrever histórias minhas também, mas não pretendo deixar isso claro. Quem me conhece saberá e, quem não me conhece, entenderá. Espero que todos vocês (muitos ou poucos) que lêem este blog gostem das mudanças daqui pra frente. Gostando ou não, o link "comentário" está aqui pra isso. Comentem. Me elogiem e me critiquem. Só não deixem de falar. Assim como eu resolvi ler mais e escrever mais, encorajo que façam o mesmo. A vida simplesmente melhora.
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
De uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
De uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
Chico César
os móveis, a geladeira
o fogão, a enceradeira
a pia, o rodo, a pá
coisas que eu quis comprar
deu vontade de vender
e ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
o carro, a casa, o som
tv, vídeo, livros, bom...
o que em tese faz um lar
admito eu quis comprar
começo a me arrepender
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
De uns tempos pra cá
o pufe, a escrivaninha
sabe a mesa da cozinha?
lençóis, louça e o sofá
não precisa se alterar
pensei em me desfazer
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
Chico César
Costumes
Continuo acordando cedo
Vivendo o que não quero
Pensando em meu futuro
Continuo caminhando
Mesmo que doam os pés
Mesmo que o mundo acabe
Continuo caindo,
Por falta de equilibrio moral
Mesmo tendo acabado de levantar
Continuo no escuro
Mesmo com as luzes acesas
Mesmo com o sol ardendo em minha cara
Continuo escrevendo
Mesmo que ninguém leia
Mesmo que ninguém entenda
Continuo tentando voar
Sem ao menos ter asas
Porque que o solo só tem me machucado
Continuo tentando
Continuo gemendo
Continuo gritando
Continuo sóbrio
E continuo
E continuo
E canso de continuar
Paro
...
Com os olhos ja cansados eu busco
Busco uma solução
Ao menos uma explicação
Ao menos UM motivo
Do porque eu continuo
Sem ao menos ter razão
Existe coisa pior do que continuar sem razão?
Existe coisa pior do que dar razões para não continuar?
Desisto de pensar
E continuo.
Vivendo o que não quero
Pensando em meu futuro
Continuo caminhando
Mesmo que doam os pés
Mesmo que o mundo acabe
Continuo caindo,
Por falta de equilibrio moral
Mesmo tendo acabado de levantar
Continuo no escuro
Mesmo com as luzes acesas
Mesmo com o sol ardendo em minha cara
Continuo escrevendo
Mesmo que ninguém leia
Mesmo que ninguém entenda
Continuo tentando voar
Sem ao menos ter asas
Porque que o solo só tem me machucado
Continuo tentando
Continuo gemendo
Continuo gritando
Continuo sóbrio
E continuo
E continuo
E canso de continuar
Paro
...
Com os olhos ja cansados eu busco
Busco uma solução
Ao menos uma explicação
Ao menos UM motivo
Do porque eu continuo
Sem ao menos ter razão
Existe coisa pior do que continuar sem razão?
Existe coisa pior do que dar razões para não continuar?
Desisto de pensar
E continuo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sorria
E as pessoas sorriram porque estava tudo bem.
Comigo também.
E a vida foi interrompida por um sopro de alegria.
E a rotina foi desafiada pela arte.
E a inércia perdeu a força com aqueles palhaços.
Os simples palhaços com seus simples gestos.
Fizeram sorrir o rosto mais sério.
E fizeram lembrar a infancia do mais velho.
Rodopiaram, jogaram balões, brincaram com seus chapéus.
Esqueceram de comer.
Mas abraçaram a todos.
No final, tomaram cerveja.
Lembrando que atrás de cada maquiagem, existia um ser humano.
Que bebe.
E sorri.
Como todos os outros.
Comigo também.
E a vida foi interrompida por um sopro de alegria.
E a rotina foi desafiada pela arte.
E a inércia perdeu a força com aqueles palhaços.
Os simples palhaços com seus simples gestos.
Fizeram sorrir o rosto mais sério.
E fizeram lembrar a infancia do mais velho.
Rodopiaram, jogaram balões, brincaram com seus chapéus.
Esqueceram de comer.
Mas abraçaram a todos.
No final, tomaram cerveja.
Lembrando que atrás de cada maquiagem, existia um ser humano.
Que bebe.
E sorri.
Como todos os outros.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Amor e carinho
-Amor, volta pra mim!
-...
-Por favor, amor. Eu te imploro. Preciso de você.
-...
-(ajoelhando-se) Você não entende. Predoe os meus erros. Eu não sei viver sem ter você. Preciso do seu amor.
-...
-Preciso do seu carinho, do seu toque, do seu calor!
-hum..
-O que foi?
-Precisa de carinho?
-(chorando) Sim!
-Precisa de toque?
-Sim! Sim!
-Precisa de calor?
-Sim! Por favor, sim!
-Então compre um vibrador que esquente, sua puta!
-...
-Por favor, amor. Eu te imploro. Preciso de você.
-...
-(ajoelhando-se) Você não entende. Predoe os meus erros. Eu não sei viver sem ter você. Preciso do seu amor.
-...
-Preciso do seu carinho, do seu toque, do seu calor!
-hum..
-O que foi?
-Precisa de carinho?
-(chorando) Sim!
-Precisa de toque?
-Sim! Sim!
-Precisa de calor?
-Sim! Por favor, sim!
-Então compre um vibrador que esquente, sua puta!
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